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Para o deputado, o fato de Serra e Haddad serem adversários não
justifica esse tipo de insinuação. Feldman afirmou, inclusive, que essa
postura não condiz com um candidato ao posto mais alto de uma metrópole
"multiétnica" e "pluripartidária" como São Paulo.
"Não há na história do mundo ninguém que possa ser comparado ao Hitler.
Isso é baixar o nível a um patamar baixíssimo".
Apesar de a campanha de Haddad ter se manifestado contrária à
publicação, retirando do ar o vídeo na manhã de hoje, Feldman afirmou que a
tática de "voltar atrás" é típica do PT. "É uma prática que o
PT tem adotado. Nunca sabe (o que acontece), nunca viu (os infratores). Tem
que saber o que os assessores fazem, até porque eles assinam embaixo",
criticou.
Escrito por Magno Martins.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Coordenação de Serra reage a comparação com Hitler .
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sábado, 14 de julho de 2012
PT vai montar um estúdio em SP para Lula gravar programas eleitorais .
O
ex-presidente Lula vai mesmo ficar fora das eleições municipais de
outubro próximo, salvo nas cidades de São Paulo e São Bernardo do Campo.
Como ele
ainda não foi liberado pelos médicos para participar de campanhas de rua, o PT
está montando um estúdio em São Paulo para ele gravar programas eleitorais.
O estúdio
ficará no Instituto Cidadania e lá o ex-presidente poderá gravar depoimentos
para os candidatos de sua simpatia, entre eles o senador Humberto Costa, que é
o candidato do PT à prefeitura do Recife.
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domingo, 13 de maio de 2012
DEM assegura apoio a Serra mesmo sem a vice
Deputado federal ACM Neto, no entanto, admitiu que
uma aliança com os tucanos ainda precisa ser consolidada
Da Agência Estado
Com
quadro reduzido após a formação do PSD e ainda tentando se recuperar dos abalos
provocados pelos últimos escândalos envolvendo o senador Demóstenes Torres
(ex-DEM, sem partido), o DEM assegura apoio a José Serra (PSDB) em São Paulo
mesmo sem a garantia de ocupar a vice na chapa e uma aliança na disputa pela
Prefeitura de Salvador.
O tom resignado foi dado nesta quinta (10) por líderes do partido em evento realizado na capital paulista. O próprio pré-candidato do DEM em Salvador, deputado federal ACM Neto, admitiu que uma aliança com os tucanos ainda precisa ser consolidada. “A primeira e mais importante conversa sobre alianças é com o PSDB e nossa perspectiva é fechar o entendimento semana que vem” disse.
Embora o apoio a Serra não esteja condicionado à indicação do candidato a vice, o presidente da executiva estadual do DEM em São Paulo, Jorge Tadeu Mudalen, torce para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não conceda tempo de TV ao partido do prefeito Gilberto Kassab (PSD). “Sabemos que a decisão do vice está condicionada a isso. Se eles perderem, nós temos mais tempo de TV a oferecer e é natural que sejamos nós a compor a chapa”, avaliou. “Não abrimos mão (da indicação do vice), mas deixamos o Serra à vontade. Uma vez o tempo vindo para o DEM, nos fortalece nessa discussão.”
O DEM agrega 1 minuto e 41 segundos à cada inserção na TV e no rádio. O PSD espera conseguir pelo menos 2 minutos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O tom resignado foi dado nesta quinta (10) por líderes do partido em evento realizado na capital paulista. O próprio pré-candidato do DEM em Salvador, deputado federal ACM Neto, admitiu que uma aliança com os tucanos ainda precisa ser consolidada. “A primeira e mais importante conversa sobre alianças é com o PSDB e nossa perspectiva é fechar o entendimento semana que vem” disse.
Embora o apoio a Serra não esteja condicionado à indicação do candidato a vice, o presidente da executiva estadual do DEM em São Paulo, Jorge Tadeu Mudalen, torce para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não conceda tempo de TV ao partido do prefeito Gilberto Kassab (PSD). “Sabemos que a decisão do vice está condicionada a isso. Se eles perderem, nós temos mais tempo de TV a oferecer e é natural que sejamos nós a compor a chapa”, avaliou. “Não abrimos mão (da indicação do vice), mas deixamos o Serra à vontade. Uma vez o tempo vindo para o DEM, nos fortalece nessa discussão.”
O DEM agrega 1 minuto e 41 segundos à cada inserção na TV e no rádio. O PSD espera conseguir pelo menos 2 minutos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
PSDB manobra para esvaziar prévias ,e históricos do partido já acusam desgaste
Se Serra não se decidir até o dia 4, cúpula deve pressionar vencedor de prévia e guardar lugar
Julia Duailibi e Sonia Racy - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Sem nunca ter realizado disputa interna para escolher um candidato, a cúpula do PSDB paulistano trabalha agora para transformar o mecanismo que o próprio partido apontou como o mais "democrático" em um mero jogo de cena. Nos bastidores, líderes tucanos articulam para que o vencedor da prévia, marcada para março, segure a cadeira até a entrada do ex-governador José Serra no palco como candidato. Por conta de manobras como essa, tradicionais quadros tucanos já rechaçam a condução do processo pela direção do partido no Estado.
"O PSDB vai definhar se continuar sendo apenas um clube parlamentar e uma federação de ‘caciquias’ estaduais. Esse papel o PMDB faz mais e melhor. Se quer se conectar com a sociedade, como seus dirigentes dizem querer, o PSDB precisa se conectar com seus filiados, para começar. As prévias em São Paulo representam um passo na direção certa", afirmou o cientista político Eduardo Graeff, secretário-geral da Presidência no governo FHC (1995-2002)
Defendida pelo governador Geraldo Alckmin há mais de oito meses como uma saída para o partido escolher o candidato, num cenário em que Serra dizia que não iria concorrer (em janeiro ele avisou aliados que estava fora da disputa), a prévia acabou se tornando um problema com a aproximação do prefeito Gilberto Kassab (PSD) do PT.
Serra já analisa cenários para ser candidato a prefeito, mas ainda não se decidiu. Ele pretende usar o carnaval para pensar sobre a possibilidade. Os tucanos, por sua vez, gostariam que ele se decidisse antes da realização da prévia, marcada para 4 de março. Como não há uma garantia de que isso aconteça, a cúpula decidiu bancar a consulta e, em seguida, trabalhar para convencer o vencedor a guardar o lugar para Serra. Conforme informou ontem à tarde a coluna Direto da Fonte, Serra foi visto em Buenos Aires junto de Andrea Matarazzo, secretário estadual da Cultura e um dos pré-candidatos inscritos na prévia.
A proposta da cúpula tucana é montar uma "chapa pura" com Serra como candidato e Matarazzo na vice, já que o DEM e o PSD, potenciais aliados do PSDB, não se entendem sobre a possibilidade de indicar o vice. Os democratas não aceitam a possibilidade de Kassab escolher um nome.
Reação. Neste mês, Alckmin tentou segurar a prévia e pediu a interlocutores que convencessem Serra a ser candidato. O processo interno, porém, foi amadurecido pelo diretório estadual e os pré-candidatos, Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Tripoli, reagiram à manobra.
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PTB discute aliança com PSDB pela Prefeitura de São Paulo.
GUSTAVO URIBE - Agência Estado
Opresidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) e pré-candidato do PTB à prefeitura de São Paulo, Luiz Flávio Borges B''urso, informou nesta noite que o PSDB e o PTB têm conversado, nos últimas semanas, sobre uma aliança para o pleito. Ele também não descartou a possibilidade de abrir mão de sua candidatura em nome dessa composição.O pré-candidato do PTB, que assiste ao desfile das escolas de samba no Camarote da Prefeitura de São Paulo, no sambódromo do Anhembi, lembrou que, em 2008, PTB e PSDB formaram uma dobradinha para a disputa da prefeitura de São Paulo, a qual teve como candidato o atual governador, Geraldo Alckmin. "Eu não rejeito conversar com nenhum partido", afirmou. "Se o partido assim decidir, eu sou um soldado dele", acrescentou.
O presidente da OAB-SP avaliou ainda que, nos últimos dias, dois fatos novos ocorreram que podem ter impacto na disputa eleitoral deste ano em São Paulo. Um deles, segundo B''urso, é a eventual entrada do ex-governador de São Paulo, José Serra, na corrida eleitoral, o que pode facilitar alianças ao PSDB. O segundo fator é a aprovação pelo Supremo Tribunal Federal da Lei da Ficha Limpa que, válida para as eleições deste ano, pode barrar algumas candidaturas em todo o Brasil.
DEM cogita indicar vice em candidatura de Serra .
CHRISTIANE SAMARCO - Agência Estado
Convicto de que o ex-governador José Serra vai disputar a Prefeitura de São Paulo, setores do DEM já trabalham com o cenário de renúncia do seu pré-candidato - o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia - em troca da vice na chapa do tucano.
O DEM está no radar do PSDB por conta da estrutura partidária local e dos minutos de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão que o partido pode acrescentar à campanha tucana.
Em São Paulo, a prioridade da cúpula nacional do partido é manter a aliança com o governador tucano Geraldo Alckmin. "Temos uma relação privilegiada com o governador e ele nos sinaliza claramente que o desejo de aliança na eleição municipal contempla a vice para o DEM", disse o presidente do DEM, senador José Agripino (RN).
A boa vontade do DEM em compor com os tucanos é facilmente explicável. Os dirigentes da sigla têm uma dívida com Alckmin, que operou politicamente para evitar o esvaziamento da legenda pelo PSD do atual prefeito paulistano, Gilberto Kassab. Embora tenha perdido o comando de um dos maiores orçamentos públicos do País, o DEM conseguiu reter prefeitos e parlamentares que cogitavam aderir à nova sigla.
Nesse contexto, o lançamento de Rodrigo Garcia na disputa não se deu à revelia de Alckmin. Ao contrário, foi um jogo combinado com o tucano, para evitar a dispersão das bases do DEM, majoritariamente simpáticas à candidatura do peemedebista Gabriel Chalita.
Diante da pressão do PMDB, que tem assediado a cúpula do DEM para compor parceria com Chalita, a candidatura própria serviu ao tucanato. Foi a forma de pôr uma trava no namoro com o peemedebista e de segurar o partido em meio ao cenário de indefinição do PSDB.
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Cúpula petista já traça cenário com Serra em São Paulo.
MALU DELGADO E FERNANDO GALLO - Agência Estado
Segmentos do PT que trabalhavam abertamente pela aliança do partido com o PSD do prefeito Gilberto Kassab na capital paulista - e apostavam nessa união para atingir um eleitorado mais conservador - já iniciaram uma revisão da estratégia eleitoral em que consideram a entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa.
A avaliação de dirigentes próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu o pontapé para o PT negociar com Kassab, é que o pré-candidato petista, Fernando Haddad, terá que montar, com urgência, uma agenda específica de aproximação com empresários e grupos religiosos. Essa estratégia seria necessária diante da boa interlocução de Serra com os dois segmentos no Estado, na avaliação dos petistas. E mais: temas como segurança pública devem ter destaque na campanha por serem um apelo direto desse eleitorado que o PT busca atingir.
Além disso, uma provável candidatura de Serra acendeu o sinal amarelo no PT porque o tucano contaria com o auxílio de duas máquinas: o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo.
O prefeito Gilberto Kassab conversou com a presidente Dilma Rousseff, na quarta-feira, sobre o cenário em São Paulo. Segundo relatos de interlocutores da presidente, teria dito que não terá como deixar de apoiar Serra, mas que mantém o compromisso de tornar o PSD um partido da base aliada. Kassab teria ido além: deixou claro que a união com Serra em São Paulo, "um beco sem saída", não altera os seus planos de compor com o PT no Estado em 2014. Agora, porém, fica mais complexo a cúpula petista postar tantas fichas numa lealdade futura de Kassab.
Primeiro sinal
O prefeito, que mantém contatos diários com Serra, recebeu do padrinho político nos últimos dias um claro sinal de que ele está revendo a decisão de não entrar na disputa eleitoral paulistana. Diante da possibilidade e do aviso de Serra, Kassab brecou as negociações com o PT e deu a indefinição do tucano como razão para suspender o diálogo.
A tese de revisão da estratégia de campanha, porém, esbarra em resistências no entorno do candidato. "A escolha do Haddad já era uma forma de conquistar esse setor que tem dificuldade de votar no PT", disse um aliado do ex-ministro. Haddad confidenciou a petistas mais próximos que prefere disputar com Serra porque, assim, ficaria mais clara a diferença de projetos do PT e do PSDB.
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sábado, 28 de janeiro de 2012
PRB lança pré- candidatura de Celso Russomano á Prefeitura de São Paulo.
AE | 28/01/2012
Na convenção estadual do PRB que o lançou, neste sábado, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o ex-deputado Celso Russomanno condicionou qualquer negociação sobre a candidatura própria aos resultados das pesquisas de intenção de voto. Questionado se estaria disposto a ocupar a vice em uma eventual chapa liderada por Gabriel Chalita (PMDB), Russomanno admitiu a possibilidade, mas afirmou que sua prioridade ainda é ser candidato a prefeito. "Se ele (Chalita) estiver melhor que eu nas pesquisas, pode até ser. Mas primeiro ele tem de estar melhor que eu nas pesquisas", disse, indicando confiança no seu desempenho eleitoral.
Foto: Agência Estado Ampliar
Celso Russomano (ex-PP), em debate em setembro de 2010
No último levantamento do Datafolha, Russomanno lidera a maioria dos cenários, enquanto Chalita amealha, no máximo, 6% dos eleitores. Embora ainda haja expectativas de que o PRB possa abrir mão da candidatura própria em favor do apoio a nomes do PSDB, PT, PSD ou PMDB, tanto o partido quanto Russomanno vinham negando esta possibilidade. Apesar das declarações do ex-deputado, a convenção foi marcada pela reiteração da tese da candidatura própria. "Só existe uma chance de o Celso não ser candidato: se ele não quiser", afirmou o presidente do PRB, Marcos Pereira, acrescentando que o partido terá a cabeça de chapa "com ou sem aliança". O próprio Russomanno discursou como candidato. "Esta será uma campanha árdua", disse.
Em uma aparente tentativa de atrair um público tradicionalmente com pouco interesse em política - o PRB é o partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus -, foi exibido no evento um vídeo em que Russomanno é definido como "jornalista, pai, marido, brasileiro e político, um bom político". O clipe descreve, ainda, o trabalho do ex-deputado na defesa do consumidor como "uma espécie de xerife do cidadão" e afirma que, "desde a infância", Russomanno sonhava em ser um "super herói" do povo. A expressão "bom político" foi repetida por seis vezes.
Prestigiaram a convenção o governador paulista, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital, Gilberto Kassab. Kassab repetiu que teria "muita honra" em passar a cadeira a Russomanno, se ele for eleito. Nenhum líder petista foi ao evento.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Kassab está no fim da fila para as alianças com o PT ,diz Haddad.
Em entrevista ao iG, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo quer priorizar palanque com siglas históricas
Adriano Ceolin e Priscilla Borges, iG Brasília | 23/01/2012 Fernando Haddad deixa Educação nesta terça-feira
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou hoje que o prefeito Gilberto Kassab e o seu partido, o PSD, estão ‘no fim fila’ na lista de legendas que buscam fazer aliança com o PT para disputar a Prefeitura de São Paulo.
“É um fato novo (a proposta de aliança), mas está circunscrito a uma possibilidade remota. Em função de que os movimentos que os partidos estão fazendo não conduzem a essa direção”, disse Haddad em entrevista exclusiva ao iG.
Segundo Haddad, ele e o presidente municipal do PT paulistano, Antonio Donato, decidiram que a discussão do programa de governo irá anteceder a formação da chapa. “E vamos dialogar com os partidos que estão próximos da gente”, afirmou, em referências a siglas históricas com o PCdoB e outros que apoiam o governo da presidenta Dilma Rousseff no Congresso.
Questionado diretamente se Kassab estava no fim da fila, Haddad ironizou. “Mas ele (Kassab) também não nos colocou no fim da fila?”. O ministro, que será substituído por Aloízio Mercadante (PT-SP), disse que apoio de Kassab a PT depende ainda das negociações com o PSDB.
A proposta de aliança entre o PT e o PSD foi feita há duas semanas. Kassab encontrou-se com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ofereceu um nome do seu partido para ocupar a vaga de vice na chapa a ser encabeçada por Haddad. O ministro é cético sobre o acordo.
“A gente tem de discutir o que está acontecendo. Não uma eventualidade. Houve um gesto de aproximação, que é real. Mas esse gesto tem tantos condicionantes, que é o PSDB não lançar o (José) Serra, o PSDB se recusar apoiar o candidato do prefeito (Afif Domingos)”, disse
Ainda na entrevista, Haddad hesitou em responder o que achava pessoalmente do atual prefeito: “Eu...(demora 15 segundos)... É difícil colocar as coisas nesses termos porque, na verdade, existe uma perspectiva histórica. Eu fiz parte de três governos: governo Marta, governo Lula e governo Dilma.”
Kassab chegou à Prefeitura de São Paulo depois de ser vice de José Serra (PSDB), em 2004. Antes, o prefeito paulistano foi deputado federal pelo PFL (atual DEM) e atuou como secretário do prefeito Celso Pitta, lançado na vida pública por Paulo Maluf (PP).
Gabriel Chalita
Haddad elogiou seu virtual adversário Gabriel Chalita, deputado federal e pré-candidato a prefeito pelo PMDB. "Tenho uma relação de amizade com o Chalita", disse. "Como presidente Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), ele teve uma postura correta com o Ministério da Educação", disse.
Segundo Haddad, Chalita não colocou em questão assuntos partidários no meio das discussões. "Na época ele estava no PSDB. Se fosse outra pessoa que estivesse na presidência do Consed, talvez nós não teríamos conseguido aprovar p Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb)", afirmou.
Apesar de considerar difícil, Haddad afirmou que ainda vai lutar para ter uma aliança com o PMDB: "Eu gostaria muito de ter o PMDB aliado na chapa. Uma aliança na chapa com os partidos do governo Dilma é muito mais tranquilo para todos nós. Nós procuramos o PMDB e continuamos mantendo conversas".
Lula e governo do Estado
Ainda na entrevista, Haddad revelou que a ideia de sair da Educação para disputar um cargo eletivo surgiram em 2009 por meio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele contou que o plano inicial era disputar o governo do Estado de São Paulo, em 2010, e não a prefeitura da capital.
"Presidente me sonda há algum tempo sobre essa possibilidade (disputar cargo público). Desde 2009 ele vem me sondando e, na verdade, eu entendo que eu já estava manifestando desde então o desejo de cuidar da minha vida", afirmou.
"Havia tido uma conversa em relação ao governo do Estado e depois ele disse 'olha, vamos retomar'. Eu imaginava que as condições do município eram mais desfavoráveis a uma novidade até do que no Estado. Estranhei e falei: “mas presidente?”, ele disse: “não, há um espaço'", contou Haddad.
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