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Os dois entraram em conflito depois de Kassab intervir no partido em Belo Horizonte e determinar o apoio ao candidato do PT a prefeito, o ex-ministro Patrus Ananias. A senadora reclamou publicamente, já que aliados seus haviam assegurado apoio a Márcio Lacerda (PSB).
Há uma liminar suspendendo a ação de Kassab. "A reunião é uma
ótima oportunidade para que se dissipem os aborrecimentos", disse o
secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz. Segundo ele, o encontro deve ocorrer
na primeira semana de agosto.
Escrito por Magno Martins.
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
PSD negócia trégua entre Kátia Abreu e Gilberto Kassab.
sábado, 14 de julho de 2012
Partido Socialista Brasileiro ; casamento do PSB com PSD .
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Escrito por Magno Martins.
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domingo, 13 de maio de 2012
Sem TV PSD corre risco de debandada e fusão com PSB.
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O secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz, aposta na vitória no
Justiça, mas defende a fusão em caso de revés. "Se o partido não tiver
tempo de TV, temos que nos reunir rapidamente. Não se pode descartar hipótese
de fusão com o PSB. É um jeito de tentar sobreviver", afirma. Queiroz
lembra que a união com o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos,
estava na origem do PSD, mas não avançou. Segundo o dirigente, as duas siglas
têm "parceria extremamente gratificante".
Escrito por Magno Martins.
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TSE
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Semana decisiva para o PSD de Kassab.
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| O motivo de a semana ser decisiva é a despedida do ministro Marcelo Ribeiro do tribunal. Ele é o relator da ação de Kassab, mas já está em seu segundo período como titular da corte e não pode ser reconduzido ao cargo. Se a decisão não sair até a próxima quinta-feira, quando Ribeiro participará pela última vez de um julgamento do TSE, será adiada até que um novo ministro ocupe a vaga e termine o relatório. Substituições de magistrados, no entanto, tendem a demorar demais no Brasil. Criado em 2011, o PSD só tem acesso a parcela mínima do fundo partidário e da propaganda na TV, paga com dinheiro público. Ou seja: a sigla está no rateio dos 5% do fundo, divididos igualmente entre os 29 partidos do país. E só tem direito a um programa de TV semestral de cinco minutos em rede nacional. | |
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Escrito por Magno Martins .
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sábado, 3 de março de 2012
Kassab disse mesmo ao presidente do PT que Serra prefere Dilma a Aécio Neves?
Neo aliado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, teria feito esta declaração em 2011 ao presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP):
“Eu acho que o Serra não vai mais ser candidato a presidente da República. Para Dilma, a melhor coisa que poderia acontecer é o Serra ser prefeito de São Paulo. Porque se tiver Dilma e Aécio Neves, Serra é Dilma (na eleição presidencial de 2014)”.
Claro que Kassab deve negar esta declaração, embora seja do conhecimento do tucanato a antipatia que Serra nutre hoje pelo senador Aécio Neves, que teria feito corpo mole em sua eleição, em Minas Gerais, e impedido a sua ascensão à presidência nacional do partido para manter no cargo o deputado pernambucano (e seu aliado) Sérgio Guerra.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
''Eduardo Campos é meu líder '' , diz Kassab.
Na mesma época em que mantém aberto apoio a Serra ou a Haddad, o prefeito de São Paulo diz que o governador de Pernambuco é a liderança da nova geração
AE | 18/02/2012
selo
Foto: AEAmpliar
Kassab e Eduardo Campos em Pernambuco
Ao mesmo tempo em que faz malabarismos para manter abertas as possibilidades de apoio tanto ao padrinho José Serra (PSDB) como ao petista Fernando Haddad na eleição para a Prefeitura de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) está cada vez mais próximo do presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a quem trata, agora, como "meu líder".
"Hoje estou aqui diante do grande líder do PSB, parceiro do PSD, meu líder Eduardo Campos", afirmou, em entrevista no final da manhã de hoje no Palácio do Campo das Princesas, antes de seguir para o camarote do governo do Estado para assistir ao desfile do Galo da Madrugada, no centro do Recife.
"No plano nacional Eduardo Campos é a grande liderança da nova geração e eu tenho a tranquilidade de confiar a ele minha condição de liderado."
Esperando confirmação: Alckmin escala 'tropa de choque' para elevar pressão sobre Serra
Kassab prometeu retornar a Pernambuco em março para a festa de comemoração da consolidação do PSD estadual que, adiantou ele, estará alinhado ao governador, seja qual for a sua decisão em relação à eleição da capital. O prefeito voltou a afirmar seu apoio incondicional a José Serra se ele decidir disputar a Prefeitura de São Paulo. Assegurou que o apoio não será a contragosto - diante das movimentações para uma aliança com o ex-ministro Haddad, negociadas pelo ex-presidente Lula com apoio de Campos. Mas deixou claro que se Serra não estiver na disputa, é concreta a possibilidade de apoio ao candidato do PT. "Os dois partidos examinam isso", disse.
Também presente ao encontro de carnaval, o senador Humberto Costa (PT-PE) pontuou: "Lula quer, Haddad quer, uma parte do PT quer, mas também uma grande parte do PT não quer essa coligação." Ele defende que o partido avalie se uma aliança com Kassab irá comprometer o discurso petista, se a parceria vai somar ou não.
Discreto, Eduardo Campos lembrou que o PSB e o PSD integram um bloco no Congresso da base aliada da presidente Dilma que já apresentou resultados positivos em votações no Congresso, a exemplo da prorrogação da Desvinculação de Receita da União (DRU).
Kassab chegou ao Recife às 5 horas da manhã. Passou menos de duas horas no camarote de carnaval e à tarde voltou para São Paulo. Ele viu Fafá de Belém cantar o Hino de Pernambuco em um trio elétrico, e comentou ter ficado impressionado com o espírito do folião local, que ressalta as cores e as marcas do Estado.
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Líder
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Erundina festeja candidatura Serra , afastamento entre Kassab e o PT e se diz mais à vontade para apoiar Haddad.
Em entrevista ao Poder Online, a ex-prefeita conta que passou o carnaval em casa.
Erundina diz-se “recompensada por ter erguido uma obra que se tornou um marco” no carnaval paulista. Mas conta que, este ano, andou “muito desagradada antes de aparecerem, nos últimos dias, as notícias de que José Serra será o candidato do PSDB a prefeito”.
E o desagrado passou por quê? Porque agora o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, deve apoiar Serra e se afastar do PT.
Erundina anuncia que, então, se sente “mais à vontade” para apoiar o candidato petista, Fernando Haddad.
No entanto, ainda não está decidida. Mostra também simpatia pelo candidato do PMDB, Gabriel Chalita.
Poder Online – O que a senhora acha que ocorreu no carnaval de São Paulo com estes 21 anos de sambódromo?
Luiza Erundina – Sinceramente, acho que deu uma melhorada grande. Sinto-me recompensada por ter erguido uma obra que se tornou um marco no carnaval da cidade. Mas isso se deve muito também à Liga das Escolas de Samba. Junto com o sambódromo, fiz aprovar uma lei destinando toda a arrecadação das bilheterias para a Liga. E eles souberam usá-la em favor do carnaval.
Luiza Erundina – Sinceramente, acho que deu uma melhorada grande. Sinto-me recompensada por ter erguido uma obra que se tornou um marco no carnaval da cidade. Mas isso se deve muito também à Liga das Escolas de Samba. Junto com o sambódromo, fiz aprovar uma lei destinando toda a arrecadação das bilheterias para a Liga. E eles souberam usá-la em favor do carnaval.
Poder Online – Onde a senhora está passando o carnaval?
Luiza Erundina – Em casa. Estudando (risos).
Luiza Erundina – Em casa. Estudando (risos).
Poder Online – A Gaviões da Fiel homenageou o ex-presidente Lula. E a Vai-Vai homenageou a presidenta Dilma Rousseff. Como a senhora está em relação ao governo?
Luiza Erundina – Olha, meu partido é da base de apoio ao governo, mas eu tenho uma posição, digamos, mais independente. Há certas questões com as quais não posso votar junto com os governistas. Foi, por exemplo, o caso da Comissão da Verdade. Não creio que esta seja a comissão que o Brasil deve à Democracia. Tanto é assim que até hoje ela não andou, está parada desde a sua promulgação.
Luiza Erundina – Olha, meu partido é da base de apoio ao governo, mas eu tenho uma posição, digamos, mais independente. Há certas questões com as quais não posso votar junto com os governistas. Foi, por exemplo, o caso da Comissão da Verdade. Não creio que esta seja a comissão que o Brasil deve à Democracia. Tanto é assim que até hoje ela não andou, está parada desde a sua promulgação.
Poder Online – E, nessas eleições, como a senhora vai se colocar?
Luiza Erundina – Eu andava muito desagradada antes de aparecerem, nesses últimos dias, as notícias de que o José Serra será o candidato do PSDB. Isso mudou o quadro para melhor, na medida em que o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, deve se afastar do PT e fechar com o PSDB. Ficamos então com os campos mais definidos. As forças conservadoras, de um lado, e os setores democráticos e populares, de outro.
Luiza Erundina – Eu andava muito desagradada antes de aparecerem, nesses últimos dias, as notícias de que o José Serra será o candidato do PSDB. Isso mudou o quadro para melhor, na medida em que o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, deve se afastar do PT e fechar com o PSDB. Ficamos então com os campos mais definidos. As forças conservadoras, de um lado, e os setores democráticos e populares, de outro.
Poder Online – A senhora quer dizer que, com isso, se sente mais à vontade para apoiar o candidato do PT?
Luiza Erundina – Sim. Agora me sinto.
Luiza Erundina – Sim. Agora me sinto.
Poder Online – Se eles fechassem com o Kassab, a senhora não apoiaria.
Luiza Erundina – Não. Não teria condições. Estava uma situação esdrúxula. É muito estranho você pensar que uma força com raízes e compromissos tão atrasados como esse PSD estivesse protagonizando o processo político. Se pensarmos bem, veremos que há um certo esgotamento no nosso sistema, que permite que forças historicamente da direita mais retrógrada possam se compor com qualquer lado, sem fazer diferença. É a falência do atual sistema eleitoral e partidário. Revela a premência de uma reforma política.
Luiza Erundina – Não. Não teria condições. Estava uma situação esdrúxula. É muito estranho você pensar que uma força com raízes e compromissos tão atrasados como esse PSD estivesse protagonizando o processo político. Se pensarmos bem, veremos que há um certo esgotamento no nosso sistema, que permite que forças historicamente da direita mais retrógrada possam se compor com qualquer lado, sem fazer diferença. É a falência do atual sistema eleitoral e partidário. Revela a premência de uma reforma política.
Poder Online – Mas, no seu partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, está-se compondo a nível nacional com o PSD.
Luiza Erundina – Eu não seguirei nessa direção. Tanto que, quando se falou em fusão das duas legendas, me manifestei publicamente contra. Não tenho identidade nenhuma com esse PSD, seu projeto. A política tem uma função educativa, e nós, políticos, temos que ser coerentes. Eu penso assim.
Luiza Erundina – Eu não seguirei nessa direção. Tanto que, quando se falou em fusão das duas legendas, me manifestei publicamente contra. Não tenho identidade nenhuma com esse PSD, seu projeto. A política tem uma função educativa, e nós, políticos, temos que ser coerentes. Eu penso assim.
Poder Online – A senhora falou da reaproximação com o PT, na medida em que o partido se afastou do Kassab. Então a Erundina vai apoiar o Haddad?
Luiza Erundina – Como eu disse, sinto-me mais à vontade. Mas essa é uma decisão que ainda não quero tomar. É uma decisão do partido. Temos ainda que discutir.
Luiza Erundina – Como eu disse, sinto-me mais à vontade. Mas essa é uma decisão que ainda não quero tomar. É uma decisão do partido. Temos ainda que discutir.
Poder Online – O que a senhora acha dele?
Luiza Erundina – É um bom candidato. Jovem, tem potencial. É a novidade dessas eleições. Com uma campanha bem construída, terá todas as condições de se eleger.
Luiza Erundina – É um bom candidato. Jovem, tem potencial. É a novidade dessas eleições. Com uma campanha bem construída, terá todas as condições de se eleger.
Poder Online – E o Gabriel Chalita?
Luiza Erundina – O Chalita já não é novidade, mas também é uma liderança jovem. Os dois têm perfis semelhantes. Mas o PT tem uma militância mais ativa. O Chalita terá mais dificuldades.
Luiza Erundina – O Chalita já não é novidade, mas também é uma liderança jovem. Os dois têm perfis semelhantes. Mas o PT tem uma militância mais ativa. O Chalita terá mais dificuldades.
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No Recife ,Kassab diz que político não pode ter ''duas conversas''.
Antes de prestigiar o desfile do Galo da Madrugada, o prefeito de São Paulo conversou com governador Eduardo Campos (PSB), falou sobre a possível aliança com o PT em São Paulo e disse que, na sucessão de Recife, seguirá a definição do aliado socialista
Publicado em 18/02/2012,
Do JC Online
No Recife para acompanhar o desfile do Galo da Madrugada, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), comentou a aproximação do seu partido com o PT, assim como a estreita relação mantida com o PSB do governador Eduardo Campos (PSB), o anfitrião da visita. Kassab reforçou que só fará um aliança com os petistas de São Paulo caso José Sérra (PSDB) não seja candidato à Prefeitura. “Na vida pública, um político não pode ter duas conversas. Por isso, estou deixando claro que vou apoiar Serra se ele for candidato. Se não, abrimos diálogo com o PT”, assinalou.
Embora os petistas tenham sido seus principais adversários nas campanhas anteriores, Kassab fez questão de dizer que eles não são “inimigos” e que, por isso, “todo diálogo é possível”. “Minha relação com o PT é boa e civilizada tanto no campo político como administrativo”, reiterou.
Antes da chegada de Kassab ao Palácio do Campo das Princesas, o senador Humberto Costa (PT) havia falado sobre a possível aliança entre PSD-PT na capital paulista. Sem querer emitir um juízo de valor sobre união, até há pouco tempo, considerada improvável, o senador disse apenas que ela é “desejo” do ex-presidente Lula e do ex-ministro da Educação e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. “Mas boa parte do PT não quer essa aliança. A avaliação terá que ser feita pelo PT local porque é necessário saber se essa composição vai comprometer o discurso do PT”, ressaltou.
Kassab chegou ao Recife por volta das cinco horas da manhã, após o desfile das escolas de samba de São Paulo. A comitiva do pessedista chegou com atraso ao Palácio, onde o governador Eduardo Campos e aliados o aguardavam para seguir para o desfile do Galo. No Palácio, Kassab e Eduardo ainda conversaram a sós durante 30 minutos sobre o cenário nacional. O prefeito de São Paulo informou que o PSB e PSD marcharão juntos em vários municípios e frisou que, no caso de Recife, o partido seguirá a decisão de Eduardo Campos. Kassab adiantou ainda que deverá voltar à capital pernambucana em março para a festa de “consolidação” do PSD, que, em Pernambuco, é presidido pelo ex-deputado federal, André de Paula (ex-DEM). A previsão é de que o prefeito retorne no final da tarde à capital paulista.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Kassab está no fim da fila para as alianças com o PT ,diz Haddad.
Em entrevista ao iG, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo quer priorizar palanque com siglas históricas
Adriano Ceolin e Priscilla Borges, iG Brasília | 23/01/2012 Fernando Haddad deixa Educação nesta terça-feira
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou hoje que o prefeito Gilberto Kassab e o seu partido, o PSD, estão ‘no fim fila’ na lista de legendas que buscam fazer aliança com o PT para disputar a Prefeitura de São Paulo.
“É um fato novo (a proposta de aliança), mas está circunscrito a uma possibilidade remota. Em função de que os movimentos que os partidos estão fazendo não conduzem a essa direção”, disse Haddad em entrevista exclusiva ao iG.
Segundo Haddad, ele e o presidente municipal do PT paulistano, Antonio Donato, decidiram que a discussão do programa de governo irá anteceder a formação da chapa. “E vamos dialogar com os partidos que estão próximos da gente”, afirmou, em referências a siglas históricas com o PCdoB e outros que apoiam o governo da presidenta Dilma Rousseff no Congresso.
Questionado diretamente se Kassab estava no fim da fila, Haddad ironizou. “Mas ele (Kassab) também não nos colocou no fim da fila?”. O ministro, que será substituído por Aloízio Mercadante (PT-SP), disse que apoio de Kassab a PT depende ainda das negociações com o PSDB.
A proposta de aliança entre o PT e o PSD foi feita há duas semanas. Kassab encontrou-se com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ofereceu um nome do seu partido para ocupar a vaga de vice na chapa a ser encabeçada por Haddad. O ministro é cético sobre o acordo.
“A gente tem de discutir o que está acontecendo. Não uma eventualidade. Houve um gesto de aproximação, que é real. Mas esse gesto tem tantos condicionantes, que é o PSDB não lançar o (José) Serra, o PSDB se recusar apoiar o candidato do prefeito (Afif Domingos)”, disse
Ainda na entrevista, Haddad hesitou em responder o que achava pessoalmente do atual prefeito: “Eu...(demora 15 segundos)... É difícil colocar as coisas nesses termos porque, na verdade, existe uma perspectiva histórica. Eu fiz parte de três governos: governo Marta, governo Lula e governo Dilma.”
Kassab chegou à Prefeitura de São Paulo depois de ser vice de José Serra (PSDB), em 2004. Antes, o prefeito paulistano foi deputado federal pelo PFL (atual DEM) e atuou como secretário do prefeito Celso Pitta, lançado na vida pública por Paulo Maluf (PP).
Gabriel Chalita
Haddad elogiou seu virtual adversário Gabriel Chalita, deputado federal e pré-candidato a prefeito pelo PMDB. "Tenho uma relação de amizade com o Chalita", disse. "Como presidente Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), ele teve uma postura correta com o Ministério da Educação", disse.
Segundo Haddad, Chalita não colocou em questão assuntos partidários no meio das discussões. "Na época ele estava no PSDB. Se fosse outra pessoa que estivesse na presidência do Consed, talvez nós não teríamos conseguido aprovar p Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb)", afirmou.
Apesar de considerar difícil, Haddad afirmou que ainda vai lutar para ter uma aliança com o PMDB: "Eu gostaria muito de ter o PMDB aliado na chapa. Uma aliança na chapa com os partidos do governo Dilma é muito mais tranquilo para todos nós. Nós procuramos o PMDB e continuamos mantendo conversas".
Lula e governo do Estado
Ainda na entrevista, Haddad revelou que a ideia de sair da Educação para disputar um cargo eletivo surgiram em 2009 por meio do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele contou que o plano inicial era disputar o governo do Estado de São Paulo, em 2010, e não a prefeitura da capital.
"Presidente me sonda há algum tempo sobre essa possibilidade (disputar cargo público). Desde 2009 ele vem me sondando e, na verdade, eu entendo que eu já estava manifestando desde então o desejo de cuidar da minha vida", afirmou.
"Havia tido uma conversa em relação ao governo do Estado e depois ele disse 'olha, vamos retomar'. Eu imaginava que as condições do município eram mais desfavoráveis a uma novidade até do que no Estado. Estranhei e falei: “mas presidente?”, ele disse: “não, há um espaço'", contou Haddad.
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Prefeitura de São Paulo
domingo, 22 de janeiro de 2012
Senador tucano crítica forma como PSDB tratou Kassab :''Campanha em São Paulo está de vaca não reconhecer bezerro''.
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| Senador Paulista Aloysio Nunes PSDB . |
Senador Alysio Nunes Ferreira (foto: José Cruz/ABr)
Netinho de Paula (PCdoB) e Celso Russomano (PRB) como candidatos fortes à Prefeitura de São Paulo; e o PSD do prefeito Gilberto Kassab — que sempre esteve com os tucanos paulistas — a caminho de apoiar um candidato da oposição na capital, Fernando Haddad (PT).
“A campanha em São Paulo está de vaca não reconhecer bezerro” — protesta o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), em entrevista ao Poder Online.
Vice-governador na administração de Orestes Quércia (PMDB), coordenador político do governo Fernando Henrique Cardoso e vitorioso numa campanha ao Senado em que contrariou os marqueteiros de plantão amarrando sua imagem à de FHC, Aloysio Nunes Ferreira critica, do alto de sua experiência, a forma como seu partido tratou o vice-governador Guilherme Afif Domingos, o PSD e até a Gilberto Kassab.
Mas ele acha que ainda dá tempo de reverter o quadro. Para o senador, o adversário mais forte é Haddad, que deve chegar ao segundo turno das eleições, mas só vencerá se o PSDB “errar muito”. Quanto a Gabriel Chalita (PMDB), Aloysio Nunes Ferreira desdenha: “ele não convence as pessoas do bairro onde mora”.
Poder Online – Como o senhor está vendo essa movimentação do ex-presidente Lula, tentando levar o PSD do prefeito Gilberto Kassab a formar chapa com o PT em torno da candidatura de Fernando Haddad?
Aloysio Nunes Ferreira – O Lula quer juntar todo mundo contra a gente. Do ponto de vista dele, age certo. Nós é que estamos abrindo espaço.
Poder Online – Ainda dá tempo de trazer o Kassab para o apoio a um candidato do PSDB?
Aloysio Nunes Ferreira – Tudo depende do governador Geraldo Alckmin, que tem se mostrado preocupado, mas não sei ainda se o suficiente. Dependendo de como o Alckmin aja, talvez consiga reverter.
Poder Online – Mas vocês erraram…
Aloysio Nunes Ferreira – O meu ponto de vista sempre foi o de que deveríamos compor com o Kassab nessas eleições. A aliança com o PSD em São Paulo é natural, estratégica e importante para o PSDB. Como podemos lançar um candidato de oposição ao prefeito se participamos ativamente de sua administração? Nossa bancada na Câmara Municipal apoia o prefeito. Temos quatro secretários e estamos em todos os níveis do governo Kassab. São oito anos de um projeto comum em que nunca se viu tantas ações administrativas conjuntas — e de qualidade! — da Prefeitura com o governo do Estado. Isso é um legado que tem que ser defendido.
Poder Online – Pois é, dizia-se que o senhor até defendia que o PSDB apoiasse a candidatura do vice-governador, Afif Domingos, para prefeito.
Aloysio Nunes Ferreira – Nem é essa a questão. Mas o que foi feito? Quando foi lançado o PSD, o Afif foi demitido da Secretaria de Desenvolvimento, que acumulava com o cargo de vice-governador. Isso evidentemente foi um erro. Ainda bem que agora o Afif foi reintegrado às ações administrativas do governo. Parece que a coisa está se ajustando com ele.
Poder Online – O senhor acha que o Afif seria um candidato forte?
Aloysio Nunes Ferreira – O fato é que não há nenhum candidato forte. E nem nós lançamos um nome ainda. Enquanto isso, vão aparecendo como fortes, nas pesquisas, esses nomes sem consistência política, como o Netinho de Paula e o Celso Russomano.
Poder Online – E vocês ainda brigam com o Kassab e ele se aproxima do PT…
Aloysio Nunes Ferreira – Pois é. O quadro eleitoral em São Paulo está como dizia o Sérgio Porto (jornalista e cronista que ficou conhecido também pelo pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta): aqui vaca não reconhece bezerro.
Poder Online – Isso não fortalece o Haddad? Ele será um candidato forte?
Aloysio Nunes Ferreira – Olha, o Fernando Haddad deverá ser um candidato forte, sim, mas não por causa dele. Afinal, como ministro da Educação ele foi um desastre. O Haddad será forte porque o PT é forte na capital e porque o Lula é um bom cabo eleitoral. Ele terá tempo de TV. E ainda tem uma cara bonitinha, isso ajuda. Portanto, acho que ele chega no segundo turno. Mas só fará a maioria do eleitorado se nós, aqui do nosso campo, errarmos muito.
Poder Online – E o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, será forte?
Aloysio Nunes Ferreira – Pode vir a ser. Mas eu, sinceramente, acho que não. O PMDB não tem força política na capital. Não fez sequer um vereador. E acho o Chalita um candidato de nicho. Ele é um candidato de segmentos conservadores, de católicos mais tradicionalistas. Não entra muito na classe média. Tem um perfil intelectual que, digamos, não convence as pessoas do bairro onde ele mora. Mas terá tempo de TV, o que pode ajudá-lo. O PMDB e o DEM, juntos, garantem o palanque eletrônico…
Poder Online – E quanto ao José Serra? Seria um forte candidato?
Aloysio Nunes Ferreira – Isso você vai perguntar a ele (risos). Mas falando sério: O Serra é um nome nacional, um projeto nacional. Se eu fosse ele, não seria candidato a prefeito.
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Aproximação com Kassab provoca revolta no PT.
Integrantes de tendências de esquerda ameaçam deixar a legenda caso o acordo com o PSD do prefeito Gilberto Kassab prospere
Preocupados com a aproximação do PSD atrás de uma possível composição nas eleições municipais, setores da base do PT-SP criticam a direção petista pela abertura das negociações e integrantes de tendências de esquerda até ameaçam deixar a legenda caso o acordo com a sigla dirigida pelo prefeito Gilberto Kassab prospere.
"Não admito acordo com esse prefeito e seu partido. Sou membro-fundador do PT e, caso isso ocorra, vou rasgar minha carteirinha e desfazer minha filiação", afirma Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, vice-presidente da Central dos Movimentos Populares. "Não posso aceitar acordos espúrios da direção do partido sem consultar a base."
Gegê afirma que vai defender o voto nulo se a aliança com o PSD se concretizar. "Vamos perder a eleição sem o apoio dele? Não importa. Prefiro perder conscientemente a ganhar e não governar. O PT já perdeu muito de seu projeto original por conta desse tipo de acordo."
As tensões na base petista têm origem na desgastada relação entre a atual administração e os movimentos populares de moradia e saúde.
Em 16 de julho do ano passado, em reunião que contou com cerca de 450 filiados, o setorial de habitação do PT-SP decidiu declarar Kassab "inimigo número 1 dos movimentos de habitação e dos sem-teto em São Paulo" e "recomendar ao PT em todas as suas instâncias que não realize nenhum tipo de aliança com este prefeito".
O documento elaborado falava ainda em "encaminhar uma agenda de lutas para tirar este prefeito nefasto e seus aliados da prefeitura". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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