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sábado, 13 de outubro de 2012

Em São Paulo ,apoio político pode virar até Ministério.



POSTADO  EM 12 DE Outubro DE 2012

 
Marta Suplicy ganhou o MInistério da Cultura por apoio à Haddad

Da Agência Estado, com o Blog

Ao anunciar suas alianças para o segundo turno da disputa pela a Prefeitura de São Paulo, PMDB e PTB negaram que tenham barganhado cargos para apoiar, respectivamente, Fernando Haddad(PT)e José Serra (PSDB). Os dois partidos só admitem negociar espaço no município caso seus candidatos sejam vitoriosos, mas, nos bastidores, as legendas negociam espaços no governo federal e no Estado após a eleição.

As equipes de Haddad e Serra querem evitar que as alianças eleitorais tenham a imagem de “troca-troca”. Depois do 2.º turno, entretanto, Gabriel Chalita (PMDB) - que declarou apoio à Haddad (PT) - deve ganhar um ministério em Brasília e Luiz Flávio Borges D’Urso (PTB) - que no segundo turno apoia Serra (PSDB) - deve ser nomeado o novo secretário de Justiça do Governo Estadual, de Geraldo Alckmin (PSDB). Situação parecida viveu a petista Marta Suplicy, preterida em nome de Haddad para disputar a prefeitura. Há poucas semanas ela finalmente entrou no guia de TV para pedir votos para seu companheiro de partido. Na semana seguinte foi nomeada Ministra da Cultura.


Pelas redes sociais, Marta Suplicy confirma convite de Dilma para Ministério da Cultura

Na reunião que selou o apoio do PMDB a Haddad, o vice-presidente da República Michel Temer foi categórico ao negar que Chalita, o candidato derrotado do partido, vá ganhar um ministério no governo Dilma Rousseff como moeda de troca pela aliança. “Isso é uma maldade. Eu nunca discuti isso, por enquanto, com a presidente Dilma. Não há essa discussão”, afirmou o vice presidente, Depois de um encontro com Chalita e Haddad, em seu escritório político.

Para fechar o apoio ao candidato petista, o PMDB negociou um espaço para Chalita na Esplanada dos Ministérios em uma minirreforma que deve ser realizada depois das eleições municipais. Não há definição, no entanto, sobre a pasta que o candidato derrotado deve ocupar.

Temer teve um encontro anteontem com Dilma, ministros, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente nacional do PT, Rui Falcão. Publicamente, PT e PMDB apresentaram o acordo como uma união de propostas e programas para a cidade. “O acordo foi feito em torno de ideias”, explicou o vice-presidente.

Haddad se comprometeu a incluir em seu programa de governo propostas da campanha de Chalita,como o projeto das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e o Centro de Monitoramento de Segurança.

LULA - A costura de apoios ao candidato do PT, Fernando Haddad, em São Paulo, vai restringir os palanques do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no 2º turno. Lula não poderá fazer todos os comícios que pretendia. Não vai a Mauá, por exemplo, como pretendia, para apoiar o petista Donisete Braga, que disputa com Vanessa Damo, do PMDB. Essa foi a condição exigida pelo partido do vice-presidente Michel Temer em troca do apoio a Haddad na capital.

Lula pretende participar diretamente da campanha em Guarulhos, Santo André, Diadema e Campinas, em apoio, respectivamente aos petistas Sebastião Almeida, Carlos Grana, Mário Reali e Márcio Pochmann. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Postado por Vinícius Sobreira

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Coordenação de Serra reage a comparação com Hitler .


A coordenação de campanha do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, reagiu na manhã de hoje (9) à publicação de um vídeo no site do candidato petista Fernando Haddad, que comparou Serra a Hitler, segundo o Estadão. O deputado Walter Feldman, coordenador da campanha tucana, classificou o episódio como "inaceitável", frisando o que chamou de "tendência totalitária" do PT: "Quem não pensa igual a eles (petistas) deve ser discriminado (na visão deles)", disparou Feldman.

Para o deputado, o fato de Serra e Haddad serem adversários não justifica esse tipo de insinuação. Feldman afirmou, inclusive, que essa postura não condiz com um candidato ao posto mais alto de uma metrópole "multiétnica" e "pluripartidária" como São Paulo. "Não há na história do mundo ninguém que possa ser comparado ao Hitler. Isso é baixar o nível a um patamar baixíssimo".

Apesar de a campanha de Haddad ter se manifestado contrária à publicação, retirando do ar o vídeo na manhã de hoje, Feldman afirmou que a tática de "voltar atrás" é típica do PT. "É uma prática que o PT tem adotado. Nunca sabe (o que acontece), nunca viu (os infratores). Tem que saber o que os assessores fazem, até porque eles assinam embaixo", criticou.

Escrito por Magno Martins.

domingo, 4 de março de 2012

Para Serra governo ''se mexe muito '' para eleger Haddad..


 
O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse ontem que o governo federal está "se mexendo muito" para favorecer a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Em seu primeiro dia de campanha na rua, Serra foi ao Frangó, tradicional bar da zona norte de São Paulo, e criticou a postura do governo. "O governo federal está se mexendo muito para favorecer a candidatura do PT, o que é estranho. É legítimo que os partidos se movimentem, mas aí é mexida de governo mesmo, muitas vezes por questão de apoio político", disse ele, referindo-se à posse de Marcelo Crivella (PRB-RJ) como ministro da Pesca, em substituição ao petista Luiz Sérgio. Crivella é sobrinho de Edir Macedo e bispo da Igreja Universal. Sua nomeação para o ministério foi avaliada como uma tentativa de obter apoios dos evangélicos à candidatura de Haddad.
Escrito por Magno Martins.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Para o PT , entrada de Serra favorece Haddad na disputa em São Paulo.


Conselho político de Haddad avalia que presença de Serra clareia o cenário e fortalece discurso de oposição petista

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 25/02/2012

O conselho político da campanha do pré-candidato do PT, Fernando Haddad, avaliou como positiva a entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo. Depois de perder quase um mês em tratativas para a fracassada tentativa de aliança com o PSD, o PT pode finalmente retomar o projeto original que levou à escoolha de Haddad no final do ano passado.

Segundo relatos de participantes da reunião do conselho na manhã deste sábado, a entrada de Serra na disputa torna mais nítido o cenário, permite ao PT adotar um discurso de oposição e aproveitar a baixa aprovação do prefeito Gilberto Kassab (PSD).





Além disso, os petistas avaliaram que Serra sofrerá forte desgaste no processo interno de escolha do candidato tucano à sucessão de Kassab.

“A campanha segue dentro das perspectivas que estavam colocadas desde o início com o enfrentamento contra o projeto mais conservador de candidatura ligada à gestão Serra-Kassab”, disse o deputado Simão Pedro, integrante do conselho.

As prioridades agora são intensificar as agendas públicas de Haddad na periferia da cidade, acelerar a elaboração do programa de governo e as negociações com partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff, principalmente PR e PSB, que não têm candidatos.

Segundo o presidente municipal do PT, Antonio Donato, caso não haja consenso o nome do vice será escolhido com base no tempo de cada partido no horário eleitoral. A avaliação é que o PT com PR e PSB pode chegar a 7 minutos, suficientes para tocar a campanha.

Outra tarefa é aparar arestas e recompor a unidade do partido, abalada pela tentativa desastrada de aproximação com Kassab.


Depois do fracasso o PT agora tenta negar publicamente a manobra e tenta retomar o discurso de oposição. Haddad chegou a afirmar neste sábado que nunca houve negociação com o PSD na capital paulista.

“Não houve negociação com o PSD. O que teve foram algumas conversas com o presidente Lula. Nunca houve aproximação formal”, disse Haddad depois de uma reunião de seu conselho político.

Kassab e o PSD nunca conversaram formalmente com a direção municipal do PT em São Paulo. No entanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do diretório estadual do PT, Edinho Silva; o prefeito de São Bernarro, Luiz Marinho (PT), entre muitos outros petistas passaram quase dois meses tentando costurar uma aliança, chegando até a discutir nomes para ocupar a vice de Haddad.

O próprio candidato admitiu ter conversado com o prefeito na festa de de 32 anos do PT, em Brasília. “Ele me disse que o Serra não seria candidato e e eu respondi que ele estava errado”, disse Haddad.
Segundo ele, a presença de Serra permitirá um “debate mais qualificado” durante a campanha, já que o tucano ocupou cargos importantes na administração pública.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

PT terá consultor político para montar programa de Haddad .


Aldo Fornazieri chefiará equipe técnica que vai analisar propostas de governo; consultoria está prevista até agosto

23 de fevereiro de 2012

FERNANDO GALLO - O Estado de S.Paulo

O PT deve fechar até amanhã a contratação de uma consultoria técnica para ajudar na elaboração do programa de governo a ser apresentado pelo ex-ministro Fernando Haddad na eleição municipal de São Paulo. O partido acerta os últimos detalhes da participação do cientista político Aldo Fornazieri, diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), na pré-campanha.

Fornazieri será responsável por uma equipe de três ou quatro pessoas, entre elas um especialista em comunicação e outro em políticas públicas, que vão organizar comissões temáticas responsáveis por detalhar e analisar a viabilidade das propostas a serem debatidas por seus integrantes.

Dessas comissões vão participar representantes dos chamados "setoriais" do PT, que reúnem a base petista em grupos temáticos, e alguns especialistas não ligados ao partido. Essas equipes petistas reuniram-se com Haddad nas últimas semanas para discutir assuntos que serão abordados nas eleições.

O Estado revelou há duas semanas que Haddad quer contar com a colaboração de alguns notáveis com quem tem bom relacionamento, como o neurocientista Miguel Nicolelis, o ex-ministro da Saúde Adib Jatene e o economista Marcelo Neri, para elaborar o programa de governo.

A consultoria técnica organizará seminários no início e no fim da montagem do programa de governo petista.

Pelo cronograma apresentado por Fornazieri, o trabalho deve ser realizado até agosto - a campanha eleitoral começa oficialmente em julho. Mas o período definitivo de duração da consultoria será decidido pelo PT. O diretório municipal da sigla vai fechar o contrato do serviço, cujos valores não foram informados.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Haddad diz a aliados que prefere disputa com Serra.

Apesar de cúpula do PT trabalhar por aliança com Kassab, pré-candidato diz que tucano forçaria a lógica da 'polarização'

FERNANDO GALLO, DAIENE CARDOSO, AGÊNCIA ESTADO - O Estado de S.Paulo

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse a aliados que prefere disputar a eleição tendo como adversário tucano o ex-governador José Serra. Segundo interlocutores, o ex-ministro não manifesta publicamente a posição para não desagradar ao seu mentor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula e seu entorno advogam a tese da composição com o PSD não apenas para desorganizar o campo adversário, mas também para evitar que Serra entre na disputa. Internamente, o PT avalia que Serra é o nome mais forte, ainda que tenha alto índice de rejeição, segundo pesquisas.

Haddad disse a mais de um correligionário nos últimos dias que prefere Serra porque este cenário retoma a lógica da polarização PT x PSDB e "coloca as coisas em seu devido lugar". A lógica do pré-candidato petista, porém, contraria o pragmatismo político da cúpula petista, que trabalha abertamente pela aliança com o prefeito.

Ontem, Haddad visitou a sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A entidade é comandada pelo sindicalista Ricardo Patah, que também preside a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e é filiado ao PSD.

Haddad argumentou que o PT nunca foi prioridade de aliança para o partido do prefeito Gilberto Kassab, que preferiria apoiar o tucano José Serra .

O ex-ministro aproveitou também para alfinetar Serra, ao ser questionado sobre as pretensões nacionais do tucano e o episódio em que o ex-governador assinou, em 2004, um documento comprometendo-se a cumprir o mandato de prefeito integralmente, mas, após eleito, deixou a Prefeitura em 2006 para disputar a Presidência. "Eu levo em consideração o compromisso que as pessoas assumem publicamente", disse Haddad.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Erundina festeja candidatura Serra , afastamento entre Kassab e o PT e se diz mais à vontade para apoiar Haddad.




Terminou na madrugada de hoje o 21º desfile das escolas de samba de São Paulo no sambódromo inaugurado pela então prefeita e hoje deputada federal Luiza Erundina (PSB).

Em entrevista ao Poder Online, a ex-prefeita conta que passou o carnaval em casa.

Erundina diz-se “recompensada por ter erguido uma obra que se tornou um marco” no carnaval paulista. Mas conta que, este ano, andou “muito desagradada antes de aparecerem, nos últimos dias, as notícias de que José Serra será o candidato do PSDB a prefeito”.

E o desagrado passou por quê? Porque agora o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, deve apoiar Serra e se afastar do PT.

Erundina anuncia que, então, se sente “mais à vontade” para apoiar o candidato petista, Fernando Haddad.

No entanto, ainda não está decidida. Mostra também simpatia pelo candidato do PMDB, Gabriel Chalita.

Poder Online – O que a senhora acha que ocorreu no carnaval de São Paulo com estes 21 anos de sambódromo?
Luiza Erundina – Sinceramente, acho que deu uma melhorada grande. Sinto-me recompensada por ter erguido uma obra que se tornou um marco no carnaval da cidade. Mas isso se deve muito também à Liga das Escolas de Samba. Junto com o sambódromo, fiz aprovar uma lei destinando toda a arrecadação das bilheterias para a Liga. E eles souberam usá-la em favor do carnaval.

Poder Online – Onde a senhora está passando o carnaval?
Luiza Erundina – Em casa. Estudando (risos).

Poder Online – A Gaviões da Fiel homenageou o ex-presidente Lula. E a Vai-Vai homenageou a presidenta Dilma Rousseff. Como a senhora está em relação ao governo?
Luiza Erundina – Olha, meu partido é da base de apoio ao governo, mas eu tenho uma posição, digamos, mais independente. Há certas questões com as quais não posso votar junto com os governistas. Foi, por exemplo, o caso da Comissão da Verdade. Não creio que esta seja a comissão que o Brasil deve à Democracia. Tanto é assim que até hoje ela não andou, está parada desde a sua promulgação.

Poder Online – E, nessas eleições, como a senhora vai se colocar?
Luiza Erundina – Eu andava muito desagradada antes de aparecerem, nesses últimos dias, as notícias de que o José Serra será o candidato do PSDB. Isso mudou o quadro para melhor, na medida em que o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, deve se afastar do PT e fechar com o PSDB. Ficamos então com os campos mais definidos. As forças conservadoras, de um lado, e os setores democráticos e populares, de outro.

Poder Online – A senhora quer dizer que, com isso, se sente mais à vontade para apoiar o candidato do PT?
Luiza Erundina – Sim. Agora me sinto.

Poder Online – Se eles fechassem com o Kassab, a senhora não apoiaria.
Luiza Erundina – Não. Não teria condições. Estava uma situação esdrúxula. É muito estranho você pensar que uma força com raízes e compromissos tão atrasados como esse PSD estivesse protagonizando o processo político. Se pensarmos bem, veremos que há um certo esgotamento no nosso sistema, que permite que forças historicamente da direita mais retrógrada possam se compor com qualquer lado, sem fazer diferença. É a falência do atual sistema eleitoral e partidário. Revela a premência de uma reforma política.

Poder Online – Mas, no seu partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, está-se compondo a nível nacional com o PSD.
Luiza Erundina – Eu não seguirei nessa direção. Tanto que, quando se falou em fusão das duas legendas, me manifestei publicamente contra. Não tenho identidade nenhuma com esse PSD, seu projeto. A política tem uma função educativa, e nós, políticos, temos que ser coerentes. Eu penso assim.

Poder Online – A senhora falou da reaproximação com o PT, na medida em que o partido se afastou do Kassab. Então a Erundina vai apoiar o Haddad?
Luiza Erundina – Como eu disse, sinto-me mais à vontade. Mas essa é uma decisão que ainda não quero tomar. É uma decisão do partido. Temos ainda que discutir.

Poder Online – O que a senhora acha dele?
Luiza Erundina – É um bom candidato. Jovem, tem potencial. É a novidade dessas eleições. Com uma campanha bem construída, terá todas as condições de se eleger.

Poder Online – E o Gabriel Chalita?
Luiza Erundina – O Chalita já não é novidade, mas também é uma liderança jovem. Os dois têm perfis semelhantes. Mas o PT tem uma militância mais ativa. O Chalita terá mais dificuldades.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Haddad diz que ''apanhou todo dia '' por causa do Enem.

23/01/2012  

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RENATO MACHADO
SIMONE IGLESIAS
DE BRASÍLIA
O ministro Fernando Haddad (Educação) afirmou nesta segunda-feira que sua gestão "apanha todo dia" por conta do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) --exame que teve sucessivas falhas em suas últimas edições.
A declaração do ministro aconteceu durante cerimônia no Palácio do Planalto para comemorar a concessão de 1 milhão de bolsas de estudo no ensino superior pelo ProUni (Programa Universidade para Todos).
O governo federal preparou um grande evento para prestigiar Haddad, um dia antes de ele passar o cargo para o seu sucessor, Aloizio Mercadante. Haddad vai se dedicar às eleições para a Prefeitura de São Paulo, no qual será o candidato do PT.
Estiveram presentes a maioria dos ministros, mas uma ausência notada foi a da senadora Marta Suplicy, que também pleiteava a candidatura à prefeitura e não havia chegado até o discurso de Haddad.
O ministro ressaltou os ganhos do ProUni e afirmou que praticamente ninguém na sociedade civil e na imprensa o apoiaram no início. "Em 2004, não vi um único artigo defendendo o ProUni nos jornais. Guardadas as proporções, parece o Enem hoje: apanha todo dia", disse o ministro.
Haddad ressaltou a participação de sua mulher, Ana Estela Haddad, na implantação do programa a nível federal --o projeto já havia sido trabalhado sem sucesso pelos dois na gestão de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo.
Ao fazer os agradecimentos de praxe, Haddad priorizou o seu padrinho na campanha pela prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Lula. O ministro também fez um agrado a alunos que criticaram erros do MEC ao longo dos anos, especialmente nos problemas registrados durante as edições do Enem.
"Quero agradecer aos alunos que corrigiram muitas de nossas propostas", afirmou.
O ministro lembrou que sua gestão contribuiu para dobrar as matrículas no ensino superior ao longo da década --eram 3,5 milhões em 2001-- e cobrou de seu sucessor um esforço no mesmo sentido. "Caberá ao Aloizio uma nova rodada de expansão".