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sábado, 13 de outubro de 2012

Russomano avisa : Até 2014.


 

Passada a eleição em São Paulo, da qual saiu derrotado mas com o total de 1,3 milhão de votos, Celso Russomanno fala agora no "projeto 2014", em alusão à disputa pelo Bandeirantes, diz Mônica Bergamo na sua coluna de hoje, na Folha de S.Paulo.
"Vamos discutir com o PRB. Nada é impossível." Lembra 2008, quando Geraldo Alckmin (PSDB-SP) terminou em terceiro lugar na corrida à prefeitura -acabou eleito governador dois anos depois. Ele pretende descansar mais uma semana e voltar ao jornalismo. Quer retomar programas na Record, na CNT e na Rede Brasil. E aproveitar para "desestressar" da campanha. "Deixei de ser católico, virei um monstro. Transformaram a eleição numa Guerra Santa. Mas não tem depressão, não. Não sou apegado a cargos. Consigo [me eleger deputado] quantas vezes quiser."



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Escrito por Magno Martins .

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Para o PT , entrada de Serra favorece Haddad na disputa em São Paulo.


Conselho político de Haddad avalia que presença de Serra clareia o cenário e fortalece discurso de oposição petista

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 25/02/2012

O conselho político da campanha do pré-candidato do PT, Fernando Haddad, avaliou como positiva a entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo. Depois de perder quase um mês em tratativas para a fracassada tentativa de aliança com o PSD, o PT pode finalmente retomar o projeto original que levou à escoolha de Haddad no final do ano passado.

Segundo relatos de participantes da reunião do conselho na manhã deste sábado, a entrada de Serra na disputa torna mais nítido o cenário, permite ao PT adotar um discurso de oposição e aproveitar a baixa aprovação do prefeito Gilberto Kassab (PSD).





Além disso, os petistas avaliaram que Serra sofrerá forte desgaste no processo interno de escolha do candidato tucano à sucessão de Kassab.

“A campanha segue dentro das perspectivas que estavam colocadas desde o início com o enfrentamento contra o projeto mais conservador de candidatura ligada à gestão Serra-Kassab”, disse o deputado Simão Pedro, integrante do conselho.

As prioridades agora são intensificar as agendas públicas de Haddad na periferia da cidade, acelerar a elaboração do programa de governo e as negociações com partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff, principalmente PR e PSB, que não têm candidatos.

Segundo o presidente municipal do PT, Antonio Donato, caso não haja consenso o nome do vice será escolhido com base no tempo de cada partido no horário eleitoral. A avaliação é que o PT com PR e PSB pode chegar a 7 minutos, suficientes para tocar a campanha.

Outra tarefa é aparar arestas e recompor a unidade do partido, abalada pela tentativa desastrada de aproximação com Kassab.


Depois do fracasso o PT agora tenta negar publicamente a manobra e tenta retomar o discurso de oposição. Haddad chegou a afirmar neste sábado que nunca houve negociação com o PSD na capital paulista.

“Não houve negociação com o PSD. O que teve foram algumas conversas com o presidente Lula. Nunca houve aproximação formal”, disse Haddad depois de uma reunião de seu conselho político.

Kassab e o PSD nunca conversaram formalmente com a direção municipal do PT em São Paulo. No entanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do diretório estadual do PT, Edinho Silva; o prefeito de São Bernarro, Luiz Marinho (PT), entre muitos outros petistas passaram quase dois meses tentando costurar uma aliança, chegando até a discutir nomes para ocupar a vice de Haddad.

O próprio candidato admitiu ter conversado com o prefeito na festa de de 32 anos do PT, em Brasília. “Ele me disse que o Serra não seria candidato e e eu respondi que ele estava errado”, disse Haddad.
Segundo ele, a presença de Serra permitirá um “debate mais qualificado” durante a campanha, já que o tucano ocupou cargos importantes na administração pública.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Haddad diz a aliados que prefere disputa com Serra.

Apesar de cúpula do PT trabalhar por aliança com Kassab, pré-candidato diz que tucano forçaria a lógica da 'polarização'

FERNANDO GALLO, DAIENE CARDOSO, AGÊNCIA ESTADO - O Estado de S.Paulo

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse a aliados que prefere disputar a eleição tendo como adversário tucano o ex-governador José Serra. Segundo interlocutores, o ex-ministro não manifesta publicamente a posição para não desagradar ao seu mentor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula e seu entorno advogam a tese da composição com o PSD não apenas para desorganizar o campo adversário, mas também para evitar que Serra entre na disputa. Internamente, o PT avalia que Serra é o nome mais forte, ainda que tenha alto índice de rejeição, segundo pesquisas.

Haddad disse a mais de um correligionário nos últimos dias que prefere Serra porque este cenário retoma a lógica da polarização PT x PSDB e "coloca as coisas em seu devido lugar". A lógica do pré-candidato petista, porém, contraria o pragmatismo político da cúpula petista, que trabalha abertamente pela aliança com o prefeito.

Ontem, Haddad visitou a sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A entidade é comandada pelo sindicalista Ricardo Patah, que também preside a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e é filiado ao PSD.

Haddad argumentou que o PT nunca foi prioridade de aliança para o partido do prefeito Gilberto Kassab, que preferiria apoiar o tucano José Serra .

O ex-ministro aproveitou também para alfinetar Serra, ao ser questionado sobre as pretensões nacionais do tucano e o episódio em que o ex-governador assinou, em 2004, um documento comprometendo-se a cumprir o mandato de prefeito integralmente, mas, após eleito, deixou a Prefeitura em 2006 para disputar a Presidência. "Eu levo em consideração o compromisso que as pessoas assumem publicamente", disse Haddad.