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sábado, 14 de julho de 2012

Em São Paulo , MP eleitoral impugna candidatura de Serra e Russomanno.




POSTADO ÀS 17:00 EM 14 DE Julho DE 2012


Da Agência Estado

O Ministério Público Eleitoral impugnou as candidaturas de José Serra (PSDB) e de Celso Russomanno (PRB) na 1.ª Zona Eleitoral de São Paulo. Os pedidos foram apresentados pelo promotor Roberto Senise. A Justiça ainda não decidiu sobre os casos. O prazo da promotoria eleitoral para fazer as impugnações se encerrou na quinta-feira (12).

Segundo o Ministério Público Eleitoral, o ex-governador tucano não exibiu certidões atualizadas sobre duas ações penais em que ele já foi citado. A promotoria quer saber se houve sentença ou se os processos ainda estão em fase de instrução.

Com relação a Russomanno, o Ministério Público sustenta que ele não recolheu R$ 5 mil - valor relativo a multa aplicada pela Justiça Eleitoral. A sanção imposta se refere à eleição anterior.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, foi requerida ainda a impugnação de quatro candidatos a vice-prefeito e de cerca de 400 candidatos a vereador.

A assessoria da campanha de José Serra informou que o departamento jurídico ainda não foi notificado da impugnação e que tomará as providências necessárias quando isso ocorrer.

Russomanno afirmou, também via assessoria de imprensa, que a multa citada pelo promotor já foi paga em julho do ano passado. Ele enviou à reportagem cópia dos comprovantes do pagamento a que se refere. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Serra contesta impugnação e diz que está regular

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou há pouco que sua candidatura está regularizada e que a impugnação por parte do Ministério Público Eleitoral (MPE) não é motivo de preocupação. "Isso não preocupa, o processo está regularizado. Nem recebemos notificação."

Segundo o MPE, a impugnação ocorreu porque Serra ainda não apresentou as certidões com a situação atual dos processos aos quais responde. De acordo com a promotoria que está analisando o caso, todos os documentos serão avaliados e a situação pode ser revista.

"O papel (certidão) já está no processo. O Ministério Público disse que o documento do Tribunal de Justiça não está completo. Mas o processo subiu para o STJ, que o completou", explicou Serra.

Postado por Gabriela López

domingo, 13 de maio de 2012

Para Serra o bom do governo Dilma é cópia de idéias dele .




Neste domingo, o jornal Estado de S. Paulo traz uma entrevista reveladora com o tucano José Serra, que lidera as pesquisas para a prefeitura de São Paulo, com 31% das intenções de voto, segundo o Ibope. O candidato do PSDB acredita que sua campanha em 2010, condicionou o comportamento do governo Dilma. “Muitas das coisas que o governo faz, sem dúvida, foram resultado da minha campanha”, disse ele. “Juros, infraestrutura, mesmo a questão da liberdade de imprensa”. Plagiado por Dilma? “Eu não acho que, na vida pública, cópia seja plágio. Cópia, se bem feita, de maneira honesta e não eleitoreira, é uma virtude.”
Serra não descartou totalmente a possibilidade de concorrer novamente à presidência em 2014. Ao ser perguntado sobre o que faria se houver um clamor para que ele seja candidato, Serra não fechou as portas, como fez em 2004, chegando até a assinar uma promessa em cartório de que permaneceria os quatro anos na prefeitura. “Eu não pensei nisso porque eu estou com o propósito de me eleger prefeito e governar quatro anos. Não creio que vá haver um clamor”, disse ele.(Informações do portal BR247)
Escrito por Magno Martins.

DEM assegura apoio a Serra mesmo sem a vice



Deputado federal ACM Neto, no entanto, admitiu que uma aliança com os tucanos ainda precisa ser consolidada

Da Agência Estado

Com quadro reduzido após a formação do PSD e ainda tentando se recuperar dos abalos provocados pelos últimos escândalos envolvendo o senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido), o DEM assegura apoio a José Serra (PSDB) em São Paulo mesmo sem a garantia de ocupar a vice na chapa e uma aliança na disputa pela Prefeitura de Salvador.

O tom resignado foi dado nesta quinta (10) por líderes do partido em evento realizado na capital paulista. O próprio pré-candidato do DEM em Salvador, deputado federal ACM Neto, admitiu que uma aliança com os tucanos ainda precisa ser consolidada. “A primeira e mais importante conversa sobre alianças é com o PSDB e nossa perspectiva é fechar o entendimento semana que vem” disse.

Embora o apoio a Serra não esteja condicionado à indicação do candidato a vice, o presidente da executiva estadual do DEM em São Paulo, Jorge Tadeu Mudalen, torce para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não conceda tempo de TV ao partido do prefeito Gilberto Kassab (PSD). “Sabemos que a decisão do vice está condicionada a isso. Se eles perderem, nós temos mais tempo de TV a oferecer e é natural que sejamos nós a compor a chapa”, avaliou. “Não abrimos mão (da indicação do vice), mas deixamos o Serra à vontade. Uma vez o tempo vindo para o DEM, nos fortalece nessa discussão.”

O DEM agrega 1 minuto e 41 segundos à cada inserção na TV e no rádio. O PSD espera conseguir pelo menos 2 minutos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 4 de março de 2012

SP: Serra lidera com 39 % contra 19% de Russomano .

O ex-governador José Serra subiu nove pontos percentuais na pesquisa de intenção de votos para a Prefeitura de São Paulo após assumir que quer ser o candidato do PSDB na eleição de outubro. Levantamento feito pelo Datafolha entre quinta e sexta-feira mostra Serra com 30% dos votos num cenário em que estão os principais postulantes ao cargo. No fim do mês de janeiro, ele tinha 21%. Em segundo fica Celso Russomanno (PRB), com 19%. O petista Fernando Haddad obtém apenas 3%. Serra lidera em todos os cenários em que participa.
No mais enxuto, em que concorreriam apenas ele, Gabriel Chalita (PMDB) e Haddad, alcança 49% do total de votos, o que liquidaria a eleição no primeiro turno, já que esse percentual representa mais que a soma de votos dos demais pré-candidatos. O Datafolha ouviu 1.087 eleitores. A pesquisa, que tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, foi feita na semana em que Serra teve muita exposição devido ao anúncio de que queria concorrer. (Informações da Folha Online)
Blog do Magno Martins.

sábado, 3 de março de 2012

Kassab disse mesmo ao presidente do PT que Serra prefere Dilma a Aécio Neves?


Publicado em: 02-03-2012 | Por: Inaldo Sampaio | Em: Blog, O Brasil




Neo aliado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, teria feito esta declaração em 2011 ao presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP):

“Eu acho que o Serra não vai mais ser candidato a presidente da República. Para Dilma, a melhor coisa que poderia acontecer é o Serra ser prefeito de São Paulo. Porque se tiver Dilma e Aécio Neves, Serra é Dilma (na eleição presidencial de 2014)”.

Claro que Kassab deve negar esta declaração, embora seja do conhecimento do tucanato a antipatia que Serra nutre hoje pelo senador Aécio Neves, que teria feito corpo mole em sua eleição, em Minas Gerais, e impedido a sua ascensão à presidência nacional do partido para manter no cargo o deputado pernambucano (e seu aliado) Sérgio Guerra.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

PSDB estuda adiar prévias para legitimar candidatura de Serra .

Anúncio oficial da entrada do ex-governador na corrida pela Prefeitura de São Paulo deve acontecer na segunda-feira

Nara Alves, iG São Paulo | 26/02/2012

Depois de negar repetidas vezes sua intenção de concorrer à Prefeitura de São Paulo em outubro deste ano, o ex-governador José Serra deverá fazer o anúncio oficial de sua pré-candidatura na segunda-feira, no diretório municipal do PSDB na capital paulista. A expectativa de lideranças tucanas é de que Serra confirme publicamente não só sua intenção de ser candidato como também sua disposição em disputar as prévias internas, marcadas para o dia 4 de março.

O anúncio não significa, contudo, que o ex-governador de fato disputará as prévias tucanas. Isso porque a direção do partido estuda adiar a data da eleição interna para tentar legitimar o nome de Serra como candidato dentro da sigla, com ou sem prévias. O ex-governador perdeu o prazo da inscrição, que terminou no último dia 14 de fevereiro. Quatro tucanos se inscreveram nas prévias: os secretários Andrea Matarazzo (Cultura), José Aníbal (Energia) e Bruno Covas (Meio Ambiente) e o deputado federal Ricardo Trípoli.





“Eu diria que há 99% de chances de o Serra participar das prévias. Ele é um excelente candidato, mas tem que participar de uma prévia”, diz o presidente do PSDB-SP, deputado Pedro Tobias. Segundo o deputado, o estatuto permite que as prévias aconteçam até o dia 31 de março. “Vamos discutir isso no domingo”, afirma.

Neste domingo, os quatro pré-candidatos devem se reunir com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente municipal da sigla, Júlio Semeghini, para discutir a entrada de Serra no processo. O entendimento entre as lideranças da legenda é de que Andrea Matarazzo e Bruno Covas abram mão de suas pré-candidaturas. Já José Aníbal e Ricardo Trípoli garantem que vão permanecer na disputa.



“Não acho bom adiar as prévias. Mas ele (José Serra) deveria participar de um ou dois debates. Afinal, nós (os quatro pré-candidatos inscritos) já fizemos quatro debates”, afirma Trípoli. Para ele, o anúncio de Serra não pode parar o processo das prévias.

Na próxima segunda-feira, está previsto mais um debate entre os quatro pré-candidatos às 19h na região central da capital paulista. Até o momento, o encontro está confirmado, mas ainda sem a presença de José Serra.

Coligação

Enquanto articula uma maneira de legitimar a candidatura de Serra, Alckmin investe na composição de um “forte arco de alianças” para fortalecer o PSDB na disputa municipal. Além do PSD do prefeito Gilberto Kassab, que garantiu apoio a Serra e já ofereceu nomes para uma eventual vice, tucanos procuram não somente consolidar a adesão de antigos aliados, como PPS, PTB e DEM, como também negociam coligações com PSB e PDT, partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff.

A ação de Alckmin tem como objetivo garantir a Serra uma candidatura competitiva frente o ex-ministro Fernando Haddad, apadrinhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assim como Gilberto Kassab, o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (Pernambuco), deu sinais nos últimos meses de que a sigla poderia apoiar tanto o candidato tucano como o petista.

Para o PT , entrada de Serra favorece Haddad na disputa em São Paulo.


Conselho político de Haddad avalia que presença de Serra clareia o cenário e fortalece discurso de oposição petista

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 25/02/2012

O conselho político da campanha do pré-candidato do PT, Fernando Haddad, avaliou como positiva a entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo. Depois de perder quase um mês em tratativas para a fracassada tentativa de aliança com o PSD, o PT pode finalmente retomar o projeto original que levou à escoolha de Haddad no final do ano passado.

Segundo relatos de participantes da reunião do conselho na manhã deste sábado, a entrada de Serra na disputa torna mais nítido o cenário, permite ao PT adotar um discurso de oposição e aproveitar a baixa aprovação do prefeito Gilberto Kassab (PSD).





Além disso, os petistas avaliaram que Serra sofrerá forte desgaste no processo interno de escolha do candidato tucano à sucessão de Kassab.

“A campanha segue dentro das perspectivas que estavam colocadas desde o início com o enfrentamento contra o projeto mais conservador de candidatura ligada à gestão Serra-Kassab”, disse o deputado Simão Pedro, integrante do conselho.

As prioridades agora são intensificar as agendas públicas de Haddad na periferia da cidade, acelerar a elaboração do programa de governo e as negociações com partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff, principalmente PR e PSB, que não têm candidatos.

Segundo o presidente municipal do PT, Antonio Donato, caso não haja consenso o nome do vice será escolhido com base no tempo de cada partido no horário eleitoral. A avaliação é que o PT com PR e PSB pode chegar a 7 minutos, suficientes para tocar a campanha.

Outra tarefa é aparar arestas e recompor a unidade do partido, abalada pela tentativa desastrada de aproximação com Kassab.


Depois do fracasso o PT agora tenta negar publicamente a manobra e tenta retomar o discurso de oposição. Haddad chegou a afirmar neste sábado que nunca houve negociação com o PSD na capital paulista.

“Não houve negociação com o PSD. O que teve foram algumas conversas com o presidente Lula. Nunca houve aproximação formal”, disse Haddad depois de uma reunião de seu conselho político.

Kassab e o PSD nunca conversaram formalmente com a direção municipal do PT em São Paulo. No entanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do diretório estadual do PT, Edinho Silva; o prefeito de São Bernarro, Luiz Marinho (PT), entre muitos outros petistas passaram quase dois meses tentando costurar uma aliança, chegando até a discutir nomes para ocupar a vice de Haddad.

O próprio candidato admitiu ter conversado com o prefeito na festa de de 32 anos do PT, em Brasília. “Ele me disse que o Serra não seria candidato e e eu respondi que ele estava errado”, disse Haddad.
Segundo ele, a presença de Serra permitirá um “debate mais qualificado” durante a campanha, já que o tucano ocupou cargos importantes na administração pública.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

José Serra diz em artigo que o governo constrói a Transnordestina ,mas a concessão da ferrovia foi dada a um grupo privado .

Publicado em: 24-02-2012 | Por: Inaldo Sampaio | Em: Fogo Cruzado, O Brasil



No artigo intitulado “Mitos e Equívocos na Privatização de Aeroportos”, publicado hoje em vários jornais do país, o ex-governador José Serra (SP) critica a incoerência do PT na questão das privatizações e diz que a Transnordestina está sendo construída pelo governo federal, mas a concessão é privada. Leia, abaixo, a íntegra do artigo:

1- As avaliações sobre a recente privatização de três aeroportos brasileiros têm misturado duas coisas: a questão política, enfatizada pela maior parte da oposição e retomada pelo PT, e a da forma e conteúdo do processo.

2- Ao contrário do que se propalou, as privatizações dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas (Viracopos) não são as primeiras dos governos do PT. Basta lembrar as espetaculares privatizações na área do petróleo, lideradas pelo megainvestidor Eike Batista, sob a cobertura da lei aprovada no governo FHC — e alterada recentemente para pior— e as na geração e transmissão de energia elétrica.

3- Outra ação privatizante digna de menção foi nas estradas federais, que fracassou, não obstante o clima de comemoração na época. Fez-se a concessão de graça, pôs-se pedágio onde não havia, mas os investimentos não chegaram, as estradas continuaram ruins e o governo federal só faz perdoar as faltas dos investidores.

4- Um modelo furado, que pretendia ser opção vantajosa ao adotado por São Paulo, com vistas a dividendos eleitorais em 2010. O padrão petista de privatização chega ao dinheiro público. O governo faz concessões na área elétrica e as subsidia, via financiamentos do BNDES e reduções tributárias. Não se trata de dinheiro do FAT, mas tomado pelo Tesouro à taxa Selic, repassado ao BNDES a custo bem inferior.

5- Outro exemplo é o da importante e travada Ferrovia Transnordestina. O governo está pagando quase toda a obra, com dinheiro subsidiado, mas a propriedade da concessão é privada. Quem banca a diferença? O contribuinte, é lógico. Quem faz a filantropia? Os governos petistas, cujas privatizações são originais, ao incluirem grandes doações de capital público ao setor privado.

6- O outro grande exemplo —felizmente, ainda virtual— é o do trem-bala Rio-SP, projeto alucinado que poderá custar uns R$ 65 bilhões, a maior parte de recursos diretos ou indiretos do governo federal e até mesmo dos estados, via renúncia fiscal, ou dos municípios, que teriam de fazer grandes obras urbanas.

7- O governo quer bancar também os riscos operacionais do empreendimento: se houver número insuficiente de passageiros, o Tesouro comparecerá para evitar prejuízo para o empreendedor privado!

8- Para alguns representantes extasiados da oposição, com as concessões dos aeroportos, “finalmente o PT se rendeu à privatização”, como se este governo e o anterior já não tivessem promovido as outras que mencionamos.

9- Poderiam sim ter lembrado do atraso de pelo menos cinco anos na entrada do setor privado na atividade aeroportuária —atraso ocorrido quando a agora presidente comandava a infraestrutura do Brasil.

10- As manobras retóricas do petismo são toscas. O primeiro argumento, das cartilhas online e de grandes personalidades do partido, assegura que não houve “privatização” de aeroportos, mas “concessão”.

11- Ora, no passado e no presente, os petistas chamavam e chamam as “concessões” tucanas (estradas em São Paulo, telefonia, energia elétrica, ferrovias, etc.) de “privatização”.

12- O PT argumenta ainda que a Infraero mantém 49% das ações de cada concessionária. Isso é vantagem? Em primeiro lugar, a estatal está pondo bastante dinheiro para formar o capital das empresas sob controle privado (sociedades de propósito específico, SPEs) que vão gerir os aeroportos.

Além disso, vai se responsabilizar por quase metade dos recursos investidos, sem mandar na empresa.

13- Mais ainda: pagará 49% da outorga (preço de compra da concessão) de cada aeroporto. O total de outorgas é de R$ 25 bilhões, número comemorado na imprensa e na base aliada.

14- Metade disso virá do próprio governo, via Infraero! Isto sem contar os fundos de pensão de estatais, entidades sob hegemonia do PT, que predominam no maior dos consórcios, ganhador do aeroporto Franco Montoro, de Guarulhos. Tais fundos detêm mais de 80% do grupo privado que comandará o empreendimento!

15- A justificativa de que a Infraero obterá os recursos para investimentos e outorgas da própria concessão é boba — até porque ela já está investindo nas SPEs e vai sacrificar seus retornos. De mais a mais, quais retornos?

16- As outorgas são obrigatórias, enquanto as receitas são duvidosas. A receita líquida do aeroporto de Guarulhos foi de R$ 347 milhões em 2010. A bruta, 770 milhões. A outorga dessa concessão será paga em 20 parcelas anuais de R$ 820 milhões.

17- Mesmo que a receita líquida duplicasse, de onde iriam tirar o dinheiro para os investimentos? No caso de Brasília, a outorga exigirá cerca de 94 % da receita líquida…

18- Com razão, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), favorável como eu às concessões, ponderou: “Com o que sobra é possível entregar a qualidade desejada? Difícil. Difícil até mesmo operar com os baixos níveis atuais, pois sobrará para as concessionárias muito menos dinheiro do que a Infraero tem hoje.”

19- O que poderá acontecer? As possibilidades são várias: mudanças nos contratos, revisão para cima de tarifas, atrasos nos investimentos necessários, subsídios do governo e prejuízos para os cotistas dos fundos.

20- Tudo facilitado pela circunstância de que a privatização (um tanto estatizada) tirará o TCU do controle e transparência de gastos com aeroportos. Existe ainda um erro elementar e pouco notado.

21- Para todos os consórcios que entraram no leilão foi exigida a participação de uma operadora internacional de aeroportos. Mas os consórcios onde estavam as boas operadoras perderam a licitação. E as operadoras internacionais dos grupos que ganharam são de segunda linha.

22- A presidência da República reclamou disso, como se não fosse o governo o responsável. O correto teria sido as operadoras internacionais serem introduzidas depois da licitação. Cada consórcio vencedor convidaria então uma operadora, a ser aprovada previamente pelo governo como condição para a homologação da concorrência.

23- É uma sugestão que pode ser adotada nos futuros leilões. Por ora, fica o leite derramado.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Por candidatura de Serra a prefeito , DEM aceita ''chapa pura '' com tucanos .

Cúpula foi informada de que essa é uma das condições do ex-governador para concorrer

22 de fevereiro de 2012

Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo, e Bruno Boghossian, do estadão.com.br

Líderes do PSDB favoráveis à candidatura do ex-governador José Serra à Prefeitura de São Paulo fizeram chegar a integrantes do DEM que a chapa puro-sangue é uma das condições para o tucano entrar na disputa eleitoral deste ano.

A cúpula do DEM queria a vaga de vice para apoiar o PSDB na eleição, num cenário em que o candidato não é o ex-governador. Mas, com Serra na disputa, a tendência é que o aliado também abra mão da indicação. Anteontem, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) disse que seu partido não pleiteará a candidatura de vice-prefeito, caso Serra concorra.

Serra, que analisa o cenário para decidir, teria predileção pela chapa com um vice do PSDB. Em 2006, quando disputou o governo de São Paulo, lançou como vice o tucano Alberto Goldman. A indicação lhe deu segurança para renunciar e disputar a Presidência da República em 2010.

A formação de uma chapa puro-sangue também daria condições para costurar um acordo com o vencedor da prévia do PSDB, marcada para o dia 4 de março. Apesar de três dos quatro pré-candidatos serem secretários estaduais - Andrea Matarazzo, Bruno Covas e José Aníbal -, a avaliação hoje no Palácio dos Bandeirantes é a de que a disputa interna está muito avançada e que implicaria um risco político ao governador Geraldo Alckmin desmarcá-la sem a garantia de que Serra vai mesmo disputar.

No domingo, Matarazzo esteve com Serra em Buenos Aires. Para os defensores da candidatura do ex-governador, se ele não se posicionar até antes da prévia, e a disputa se tornar inevitável, a saída será apostar as fichas em Matarazzo e, depois, costurar um acordo com ele para vice.

Nos últimos dias, Alckmin esteve com dois dos quatro pré-candidatos e afirmou que, se Serra decidir entrar na disputa antes da prévia, terá que convencê-los a abrir mão do processo.

Ontem, o governador voltou a dizer que a prévia está mantida e que os quatro pré-candidatos da legenda devem continuar em campanha. O tucano afirmou que Serra ainda não se decidiu, mas indicou que a definição deve ser feita depois da disputa.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Haddad diz a aliados que prefere disputa com Serra.

Apesar de cúpula do PT trabalhar por aliança com Kassab, pré-candidato diz que tucano forçaria a lógica da 'polarização'

FERNANDO GALLO, DAIENE CARDOSO, AGÊNCIA ESTADO - O Estado de S.Paulo

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse a aliados que prefere disputar a eleição tendo como adversário tucano o ex-governador José Serra. Segundo interlocutores, o ex-ministro não manifesta publicamente a posição para não desagradar ao seu mentor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula e seu entorno advogam a tese da composição com o PSD não apenas para desorganizar o campo adversário, mas também para evitar que Serra entre na disputa. Internamente, o PT avalia que Serra é o nome mais forte, ainda que tenha alto índice de rejeição, segundo pesquisas.

Haddad disse a mais de um correligionário nos últimos dias que prefere Serra porque este cenário retoma a lógica da polarização PT x PSDB e "coloca as coisas em seu devido lugar". A lógica do pré-candidato petista, porém, contraria o pragmatismo político da cúpula petista, que trabalha abertamente pela aliança com o prefeito.

Ontem, Haddad visitou a sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A entidade é comandada pelo sindicalista Ricardo Patah, que também preside a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e é filiado ao PSD.

Haddad argumentou que o PT nunca foi prioridade de aliança para o partido do prefeito Gilberto Kassab, que preferiria apoiar o tucano José Serra .

O ex-ministro aproveitou também para alfinetar Serra, ao ser questionado sobre as pretensões nacionais do tucano e o episódio em que o ex-governador assinou, em 2004, um documento comprometendo-se a cumprir o mandato de prefeito integralmente, mas, após eleito, deixou a Prefeitura em 2006 para disputar a Presidência. "Eu levo em consideração o compromisso que as pessoas assumem publicamente", disse Haddad.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

DEM cogita indicar vice em candidatura de Serra .


CHRISTIANE SAMARCO - Agência Estado

Convicto de que o ex-governador José Serra vai disputar a Prefeitura de São Paulo, setores do DEM já trabalham com o cenário de renúncia do seu pré-candidato - o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia - em troca da vice na chapa do tucano.

O DEM está no radar do PSDB por conta da estrutura partidária local e dos minutos de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão que o partido pode acrescentar à campanha tucana.

Em São Paulo, a prioridade da cúpula nacional do partido é manter a aliança com o governador tucano Geraldo Alckmin. "Temos uma relação privilegiada com o governador e ele nos sinaliza claramente que o desejo de aliança na eleição municipal contempla a vice para o DEM", disse o presidente do DEM, senador José Agripino (RN).

A boa vontade do DEM em compor com os tucanos é facilmente explicável. Os dirigentes da sigla têm uma dívida com Alckmin, que operou politicamente para evitar o esvaziamento da legenda pelo PSD do atual prefeito paulistano, Gilberto Kassab. Embora tenha perdido o comando de um dos maiores orçamentos públicos do País, o DEM conseguiu reter prefeitos e parlamentares que cogitavam aderir à nova sigla.

Nesse contexto, o lançamento de Rodrigo Garcia na disputa não se deu à revelia de Alckmin. Ao contrário, foi um jogo combinado com o tucano, para evitar a dispersão das bases do DEM, majoritariamente simpáticas à candidatura do peemedebista Gabriel Chalita.

Diante da pressão do PMDB, que tem assediado a cúpula do DEM para compor parceria com Chalita, a candidatura própria serviu ao tucanato. Foi a forma de pôr uma trava no namoro com o peemedebista e de segurar o partido em meio ao cenário de indefinição do PSDB.

Erundina festeja candidatura Serra , afastamento entre Kassab e o PT e se diz mais à vontade para apoiar Haddad.




Terminou na madrugada de hoje o 21º desfile das escolas de samba de São Paulo no sambódromo inaugurado pela então prefeita e hoje deputada federal Luiza Erundina (PSB).

Em entrevista ao Poder Online, a ex-prefeita conta que passou o carnaval em casa.

Erundina diz-se “recompensada por ter erguido uma obra que se tornou um marco” no carnaval paulista. Mas conta que, este ano, andou “muito desagradada antes de aparecerem, nos últimos dias, as notícias de que José Serra será o candidato do PSDB a prefeito”.

E o desagrado passou por quê? Porque agora o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, deve apoiar Serra e se afastar do PT.

Erundina anuncia que, então, se sente “mais à vontade” para apoiar o candidato petista, Fernando Haddad.

No entanto, ainda não está decidida. Mostra também simpatia pelo candidato do PMDB, Gabriel Chalita.

Poder Online – O que a senhora acha que ocorreu no carnaval de São Paulo com estes 21 anos de sambódromo?
Luiza Erundina – Sinceramente, acho que deu uma melhorada grande. Sinto-me recompensada por ter erguido uma obra que se tornou um marco no carnaval da cidade. Mas isso se deve muito também à Liga das Escolas de Samba. Junto com o sambódromo, fiz aprovar uma lei destinando toda a arrecadação das bilheterias para a Liga. E eles souberam usá-la em favor do carnaval.

Poder Online – Onde a senhora está passando o carnaval?
Luiza Erundina – Em casa. Estudando (risos).

Poder Online – A Gaviões da Fiel homenageou o ex-presidente Lula. E a Vai-Vai homenageou a presidenta Dilma Rousseff. Como a senhora está em relação ao governo?
Luiza Erundina – Olha, meu partido é da base de apoio ao governo, mas eu tenho uma posição, digamos, mais independente. Há certas questões com as quais não posso votar junto com os governistas. Foi, por exemplo, o caso da Comissão da Verdade. Não creio que esta seja a comissão que o Brasil deve à Democracia. Tanto é assim que até hoje ela não andou, está parada desde a sua promulgação.

Poder Online – E, nessas eleições, como a senhora vai se colocar?
Luiza Erundina – Eu andava muito desagradada antes de aparecerem, nesses últimos dias, as notícias de que o José Serra será o candidato do PSDB. Isso mudou o quadro para melhor, na medida em que o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, deve se afastar do PT e fechar com o PSDB. Ficamos então com os campos mais definidos. As forças conservadoras, de um lado, e os setores democráticos e populares, de outro.

Poder Online – A senhora quer dizer que, com isso, se sente mais à vontade para apoiar o candidato do PT?
Luiza Erundina – Sim. Agora me sinto.

Poder Online – Se eles fechassem com o Kassab, a senhora não apoiaria.
Luiza Erundina – Não. Não teria condições. Estava uma situação esdrúxula. É muito estranho você pensar que uma força com raízes e compromissos tão atrasados como esse PSD estivesse protagonizando o processo político. Se pensarmos bem, veremos que há um certo esgotamento no nosso sistema, que permite que forças historicamente da direita mais retrógrada possam se compor com qualquer lado, sem fazer diferença. É a falência do atual sistema eleitoral e partidário. Revela a premência de uma reforma política.

Poder Online – Mas, no seu partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, está-se compondo a nível nacional com o PSD.
Luiza Erundina – Eu não seguirei nessa direção. Tanto que, quando se falou em fusão das duas legendas, me manifestei publicamente contra. Não tenho identidade nenhuma com esse PSD, seu projeto. A política tem uma função educativa, e nós, políticos, temos que ser coerentes. Eu penso assim.

Poder Online – A senhora falou da reaproximação com o PT, na medida em que o partido se afastou do Kassab. Então a Erundina vai apoiar o Haddad?
Luiza Erundina – Como eu disse, sinto-me mais à vontade. Mas essa é uma decisão que ainda não quero tomar. É uma decisão do partido. Temos ainda que discutir.

Poder Online – O que a senhora acha dele?
Luiza Erundina – É um bom candidato. Jovem, tem potencial. É a novidade dessas eleições. Com uma campanha bem construída, terá todas as condições de se eleger.

Poder Online – E o Gabriel Chalita?
Luiza Erundina – O Chalita já não é novidade, mas também é uma liderança jovem. Os dois têm perfis semelhantes. Mas o PT tem uma militância mais ativa. O Chalita terá mais dificuldades.