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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dilma reúne governadores do Nordeste para descutir a seca.


 


POSTADO  EM 23 DE Abril DE 2012

A presidente Dilma Rousseff se reunirá nesta segunda-feira (23) com governadores de estados do Nordeste atingidos pela seca e deverá anunciar medidas de ajuda do governo federal. O encontro será em Aracaju, capital de Sergipe, estado que tem 18 municípios em situação de emergência devido à estiagem.

Segundo a Secretaria Nacional de Defesa Civil, os estados de Sergipe, Piauí, Bahia e Rio Grande do Norte têm, juntos, ao menos 250 municípios em situação de emergência devido à seca e à estiagem.

Os estados deverão levar suas demandas à presidente e apresentar à Defesa Civil um plano de trabalho, para que a União possa disponibilizar verbas. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, reuniu-se duas vezes com Dilma na sexta-feira (20) para discutir detalhes da reunião.

Os nomes dos governadores que participarão da reunião com Dilma e com o ministro ainda não foram confirmados pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, será um dos presentes. Segundo a assessoria de imprensa, o encontro foi acertado na última quinta-feira (19), após a presidente telefonar para Campos para obter informações sobre as consequências da estiagem no estado.

"O quadro é muito grave. O sertão fechou o seu ciclo tradicional de chuvas com 30% apenas da média anual e a meteorologia nos diz que o Agreste não terá um bom inverno", diz Eduardo Campos, por meio de nota.

Postado por Jamildo Melo.

Dilma quer baratear produção de alimentos.

A presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil precisa reduzir a dependência que a indústria nacional tem em relação aos fertilizantes produzidos no exterior. Segundo ela, com isso o custo da produção brasileira de alimentos poderia ser barateado. "Um país que tem potássio, que tem tecnologia para transformar carnalita em potássio, não pode depender da forma como dependemos em 90% para o uso do potássio de países do exterior. Com o projeto podemos, cada vez mais, ser mais produtivos e mais competitivos e barateando o custo da nossa produção. Barateando para quem? Para a mesa do povo", afirmou Dilma.
A presidente participou de cerimônia de contrato de arrendamento de reservas de potássio entre a Petrobras e a Vale. A petroleira arrendou à mineradora, por prazo de 30 anos, o direito de explorar potássio em uma região que também possui petróleo. Esse projeto – chamado Carnalita – é um dos principais tocados pela Vale destinado à produção de fertilizantes. Carnalita é um mineral a partir do qual é produzido o potássio, usado em fertilizantes.

Escrito por Magno Martins.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Dilma volta a prometer 2,4 milhões de casas até 2014.



A presidente defendeu fazer desenvolvimento econômico com justiça social, destacando que a construção de moradias produza um "círculo virtuoso"


Publicado em 12/04/2012,


Da AE


O Brasil está na contracorrente do cenário internacional e tem uma "visão clara" da melhoria da qualidade de vida da sua população, disse nesta quinta-feira (12) a presidente Dilma Rousseff, lembrando que nos países mais avançados há um aumento significativo da desigualdade. O comentário foi realizado na cerimônia de anúncio do resultado da seleção de propostas do programa "Minha Casa, Minha Vida 2" para municípios com até 50 mil habitantes. A solenidade ocorreu no auditório de um hotel de luxo de Brasília.

"Há um aumento significativo da desigualdade de renda nos países mais avançados do planeta", discursou Dilma, lembrando o movimento Ocupe Wall Street. "O Brasil está na contracorrente. É um País que tem visão clara da importância da melhoria de vida da sua população. De fato, país rico é pais sem pobreza, mas país sem pobreza é país que precisa de várias oportunidades para sua população, precisa da casa própria, acesso a serviços de saúde e educação, precisa de renda", discursou Dilma.

O governo fixou meta de construir 2 milhões de casas até 2014, mas a presidente voltou a afirmar que pretende elevá-la para 2,4 milhões de unidades, como já havia sido prometido durante viagem internacional a Índia, no mês passado. "Estamos concluindo o processo de colocar, além dos 2 milhões de moradias, mais 400 mil. No próximo mês, vamos anunciar que o Minha Casa Minha Vida passará a ser 2,4 milhões, falta ainda distribuir esse porcentual pelas faixas de renda e pelos municípios", afirmou a presidente.

Dilma defendeu fazer desenvolvimento econômico com justiça social, destacando que a construção de casas pelo programa Minha Casa Minha Vida produz um "círculo virtuoso". "Produzir moradias nos municípios abaixo de 50 mil habitantes significa levar pra lá também dinamismo econômico", afirmou Dilma.

"Falta casa e tem miséria. É ali que tem de estar o Minha Casa Minha Vida. Ele será instrumento cada vez maior que vai permitir que transformemos o Brasil", disse a presidente. Dilma defendeu um esforço conjunto de governadores, prefeitos e do Congresso Nacional para a execução do programa.

Em relação à cerimônia desta quinta-feira (12), foram selecionados 2.582 municípios para a construção de 107.348 unidades, com investimento previsto de R$ 2,8 bilhões. De acordo com o Ministério das Cidades, o critério de maior peso na seleção dos municípios foi o nível de pobreza das localidades.

"Foi preciso fazer muitos cálculos para que chegássemos aqui, cálculo sobre como fazer mais com menos, ajudar os brasileiros que mais precisam, mas o único calculo que não se fez foi o político", disse o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. Em dezembro do ano passado, o governo anunciou obras de saneamento no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 em municípios com até 50 mil habitantes.

domingo, 25 de março de 2012

Ao votar em prévias ,FHC compara governo Dilma a balcão .


Para o ex-presidente, Dilma tem dificuldade na montagem dos ministérios porque sua política está voltada a interesses de partidos

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 25/03/2012














O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comparou os ministérios do governo Dilma Rousseff a balcões. Segundo ele, as dificuldades enfrentadas por Dilma no Congresso existem porque a divisão dos cargos no governo não foi feita com base em um programa de governo mas para atender interesses políticos. As declarações foram feitas durante votação nas prévias do PSDB na capital paulista.


“A presidente Dilma está sentindo as dificuldades de uma montagem política que não está baseada nos interesses de um programa, mas nos interesses dos partidos e de balcões nos ministérios”, afirmou Fernando Henrique.



Foto: AE

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vota nas prévias do PSDB em São Paulo

O ex-presidente não soube responder se as mudanças feitas por Dilma nas lideranças do governo na Câmara e no Senado surtirão efeito positivo. “Não adianta trocar seis por meia dúzia”, disse ele, pouco antes de votar nas prévias que vão definir o candidato tucano à prefeitura de São Paulo.

Poder Online

Além disso Fernando Henrique advertiu Dilma sob o risco de mergulhar na campanha de Fernando Haddad (PT). “Se entrar de cabeça pode quebrar a cabeça. É melhor não entrar de cabeça, entrar andando e conversando. Eu quando fui presidente tive o cuidado de apenas manifestar o voto no candidato da minha cidade, em São Paulo”, disse..

De acordo com ele, as prévias em São Paulo são um marco para o PSDB no sentido de aumentar a democracia partidária ao contrário, segundo ele, do PT. Para Fernando Henrique, o partido adversário regrediu na democracia interna e é obrigado a se submeter às decisões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“No PT é tudo imposição. O Lula vai lá e manda: ‘vai ser a Dilma, vai ser o Haddad’. E foi. Deixou de funcionar democraticamente como no passado. O PSDB, ao contrário, está se aperfeiçoando para ser um partido mais aberto”, disse Fernando Henrique.

Voto em Serra

O ex-presidente declarou publicamente que votará em José Serra mas avaliou que o ex-governador não será um nome natural para a eleição presidencial de 2014 mesmo que vença a disputa paulistana. Fernando Henrique defendeu a realização de prévias para a escolha dos candidatos tucanos toda vez que houver mais de um nome colocado na disputa.


“Eu obviamente voto no Serra pelas nossas ligações históricas e pelas virtudes do Serra. Todos candidatos são preparados mas ele tem mais currículo”, disse o ex-presidente. “Sempre que houver mais de um candidato o PSDB deve fazer primárias”, completou.

Segundo Fernando Henrique, terminada a disputa interna todos os pré-candidatos devem garantir a unidade partidária.

“O mais importante destas prévias é que no final delas todo mundo esteja unido. Todos aceitaram as regras do jogo”, afirmou.

sábado, 24 de março de 2012

Jarbas aceita conversar com o governo Dilma , mas permanecerá na Oposição .

Publicado em: 23-03-2012 | Por: Inaldo Sampaio | Em: Blog, O Brasil




Em entrevista à Folha de São Paulo desta sexta-feira, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse que a substituição de Romero Jucá (RR) por Eduardo Braga (AM) como líder do governo no Senado foi como “trocar seis por meia dúzia”.

Entretanto, não se nega a conversar com o novo líder se porventura for procurado, mas em hipótese nenhuma se tornará um “aliado do governo”.

“Eu quero saber o que é que ela (Dilma) vai fazer porque estamos com quase 15 meses de governo e o país é completamente medíocre”, disse o senador pernambucano.

Ele disse que não duvida das boas intenções da presidente, acha que ela tem ojeriza à corrupção, “mas convive com o mal feito”.

terça-feira, 6 de março de 2012

Ciro Gomes acusa aliados de vingança contra a faxina promovida por Dilma . Mas diz que PSB tende a romper com PT em Fortaleza à revelia de Cid Gomes.







Irmão do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), o ex-deputado, ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, também do PSB, diz que, mesmo que Cid decida apoiar o candidato do PT a prefeito de Fortaleza, o partido tende a não segui-lo.

Em entrevista ao Poder Online quando estava a caminho de mais um ato público do PSB contra o PT local, Ciro disse que a prefeita petista Luizianne Lins tem feito “uma péssima administração” e que nenhum dos nomes até agora citados por ela para a sua sucessão serão aceitos pelo PSB.

Segundo Ciro, por ciúmes, Luizianne impediu a aplicação de R$ 300 milhões em verbas federais e estaduais em Fortaleza, assim como a instalação de um estaleiro com 2 mil empregos diretos na cidade.

No plano nacional, Ciro diz que o manifesto de insatisfação assinado por 45 deputados do PMDB é apenas um “movimento de vendeta” contra a faxina imposta pela presidenta Dilma Rousseff, que “defenestrou corruptos dos ministérios”.

Os partidos fisiológicos, segundo ele, se aproveitam da diminuição do ritmo de crescimento da economia e das proximidade das eleições para se vingar da presidenta.

Poder Online – O governador Cid Gomes, seu irmão, parece que está para acertar o apoio ao candidato do PT para prefeito de Fortaleza, não é mesmo?

Ciro Gomes – Não sei, não. Há muitas variáveis ainda. O Cid está disposto a fechar com o PT desde que seja um candidato também da confiança dele e, sobretudo, capaz de promover uma grande mudança na cidade, promover a retomada do desenvolvimento e a melhoria dos serviços públicos que estão sucateados por aqui.

Poder Online – Esses nomes que estão sendo colocados pela prefeita Luiziane Lins?

Ciro Gomes – Esses nomes que a prefeita Luizianne tem falado? Nem pensar! Nenhum deles.

Poder Online – Mas há hipótese de o PSB não apoiar o candidato do PT se o governador fechar com a Luizianne?

Ciro Gomes – Claro que há. O próprio Cid já falou que não terá o controle sobre o Diretório do partido, se não for uma conversa muito bem azeitada do PT com o PSB. O partido está na ponta dos cascos. E o Cid, nesse aspecto da aliança, tem sido uma voz isolada.

Poder Online – Mas por quê?

Ciro Gomes – Porque Fortaleza tem sido muito mal administrada. No campo da Educação, basta lembrar que o ano letivo de 2011 começou em setembro último. É um absurdo! Aqui, todos os diretores de escolas são indicados por vereadores, por cabos eleitorais. Uma coisa do século 19. Dos 184 municípios do Ceará, segundo ranking do Ministério da Educação, Fortaleza está no 180º lugar.

Poder Online – Verdade?

Ciro Gomes – Pior. Na Saúde, estamos na 5ª pior colocação no país. Há R$ 300 milhões em obras de saneamento básico cuja utilização foi obstaculizada pela prefeita do PT por mero ciúme. Incluindo aí verbas federais.

Poder Online – Mas como obstaculizadas?

Ciro Gomes – De várias formas: ela não dá licença para obras, não emite alvarás… Recentemente, Luizianne impediu a instalação aqui do Estaleiro Promar, que geraria cerca de 2 mil empregos diretos na construção de embarcações. O estaleiro foi para Pernambuco. É o segundo que está sendo instalado por lá. Tínhamos passado três anos brigando pelo estaleiro e a prefeita, por mero ciúme, porque estava viajando quando a decisão foi tomada, resolveu impedir.

Poder Online – E no nível nacional, como o senhor está vendo as coisas.

Ciro Gomes – Está ocorrendo o que eu havia previsto: este é o ano da vendeta. Um ano eleitoral com a economia esfriando, agravado pela goela grande do PT, tudo isto cria o caldo de cultura para a vingança desses grupos fisiológicos contra a presidenta Dilma Rousseff.

Poder Online – Como assim? Vingança por quê?

Ciro Gomes – Pela faxina. Por ela ter agido corretamente, defenestrando os corruptos dos ministérios. Aí o PMDB faz manifesto, ameaça rebelar-se. O PDT vota contra o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos, o PR ameaça ir para a oposição. Tudo agravado ainda pelo fato de o ex-presidente Lula estar tão interessado numa vitória em São Paulo. Isso abre mais espaço para o achaque, a turma ficar ameaçando lançar candidato, apoiar o José Serra…

Poder Online – O senhor falou do esfriamento da economia. Acha que a coisa vai desandar?

Ciro Gomes – Acho que não ocorrerá nenhuma tragédia, porque a presidenta Dilma tem administrado muito bem as medidas anticíclicas, como a expansão do crédito, do investimento público, a taxação do câmbio… Isso tudo garante que teremos aí 2% a 2,5% de crescimento do PIB este ano. É razoável para a situação em que está a economia mundial. Mas essa turma fisiológica tenta se aproveitar de um crescimento menor da economia para jogar no enfraquecimento da presidenta. E é isto que está acontecendo. Querem se aproveitar para promover a vendeta.

Agora tenho que desligar porque cheguei ao ato público do PSB.

domingo, 4 de março de 2012

Dilma deu carta branca a Aldo para enfrentar a Fifa .

Dilma não quer se manifestar publicamente para não criar desavenças, mas deu carta branca para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo defender o país e enfrentar a Fifa. O apoio ao líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, e a atitude do ministro é mais uma prova das intenções da presidente.
O governo brasileiro abriu fogo contra a Fifa após as duras críticas feitas pelo secretário-geral Jérôme Valcke. Aldo Rebelo seguiu a orientação da presidente da República Dilma Roussef de não baixar a guarda, conforme noticiado no blog do Perrone. Dessa forma, o país pressiona a entidade máxima do futebol mundial e cria um clima hostil para a chegada do dirigente no Brasil na terça-feira dia 13.
As desavenças geram expectativa para a chegada de Valcke ao Brasil. O secretário desembarca no país na terça-feira para checar o andamento de obras nas cidades-sedes. Ele deve passar por São Paulo (na terça), Porto Alegre (quarta), Curitiba (quinta), Cuiabá (sexta), Manaus (sábado) e Natal (segunda, dia 12).
Escrito por Magno Martins.

sábado, 3 de março de 2012

Justiça eleitoral multa Lula ,Dilma e PT por propaganda antecipada em 2010 .


Ex-presidente e atual receberam multas individuais de R$ 5 mil, e o PT foi multado em R$ 25 mil

Agência Brasil | 02/03/2012

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (1º), por unanimidade, multar o PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff por propaganda antecipada nas eleições de 2010. Lula e Dilma receberam multas individuais de R$ 5 mil, e o PT foi multado em R$ 25 mil. Os ministros também cassaram o tempo de propaganda do PT no primeiro semestre de 2012.



Estavam em julgamento duas representações, uma do PSDB e outra do Ministério Público Eleitoral, que alegavam uso indevido da propaganda partidária do PT, veiculada em 13 de maio de 2010. De acordo com as representações, a propaganda que deveria divulgar ideias da legenda foi usada para fazer propaganda para a então pré-candidata Dilma Rousseff. A propaganda eleitoral só era permitida a partir do dia 6 de julho.

Com a nova condenação, Dilma soma R$ 63 mil em multas referentes às eleições de 2010, das quais já pagou R$ 33 mil. Quatro multas de R$ 5 mil, aplicadas em diferentes processos, aguardam julgamento de recurso na Justiça Eleitoral. Os R$ 5 mil restantes resultam de entendimento individual ainda não confirmado no plenário do TSE. O julgamento do processo foi interrompido em junho de 2010 por pedido de vista do ministro Antonio Dias Toffoli.

Já o ex-presidente Lula recebeu R$ 52,5 mil em multas e ainda não pagou nenhuma. A maior parte desta quantia, R$ 32,5 mil, está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). As outras pendências estão no TSE. Em um dos processos, o ex-presidente foi multado em R$ 5 mil, mas há recurso que aguarda julgamento. O outro processo, que penalizou Lula em R$ 10 mil, é o mesmo caso que foi objeto de pedido de vista de Toffoli e que também cita Dilma.

Justiça eleitoral multa Lula ,Dilma e PT por propaganda antecipada em 2010 .

Justiça Eleitoral multa Lula, Dilma e PT por propaganda antecipada em 2010

Ex-presidente e atual receberam multas individuais de R$ 5 mil, e o PT foi multado em R$ 25 mil

Agência Brasil | 02/03/2012

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (1º), por unanimidade, multar o PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff por propaganda antecipada nas eleições de 2010. Lula e Dilma receberam multas individuais de R$ 5 mil, e o PT foi multado em R$ 25 mil. Os ministros também cassaram o tempo de propaganda do PT no primeiro semestre de 2012.



Estavam em julgamento duas representações, uma do PSDB e outra do Ministério Público Eleitoral, que alegavam uso indevido da propaganda partidária do PT, veiculada em 13 de maio de 2010. De acordo com as representações, a propaganda que deveria divulgar ideias da legenda foi usada para fazer propaganda para a então pré-candidata Dilma Rousseff. A propaganda eleitoral só era permitida a partir do dia 6 de julho.

Com a nova condenação, Dilma soma R$ 63 mil em multas referentes às eleições de 2010, das quais já pagou R$ 33 mil. Quatro multas de R$ 5 mil, aplicadas em diferentes processos, aguardam julgamento de recurso na Justiça Eleitoral. Os R$ 5 mil restantes resultam de entendimento individual ainda não confirmado no plenário do TSE. O julgamento do processo foi interrompido em junho de 2010 por pedido de vista do ministro Antonio Dias Toffoli.

Já o ex-presidente Lula recebeu R$ 52,5 mil em multas e ainda não pagou nenhuma. A maior parte desta quantia, R$ 32,5 mil, está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). As outras pendências estão no TSE. Em um dos processos, o ex-presidente foi multado em R$ 5 mil, mas há recurso que aguarda julgamento. O outro processo, que penalizou Lula em R$ 10 mil, é o mesmo caso que foi objeto de pedido de vista de Toffoli e que também cita Dilma.

Kassab disse mesmo ao presidente do PT que Serra prefere Dilma a Aécio Neves?


Publicado em: 02-03-2012 | Por: Inaldo Sampaio | Em: Blog, O Brasil




Neo aliado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, teria feito esta declaração em 2011 ao presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP):

“Eu acho que o Serra não vai mais ser candidato a presidente da República. Para Dilma, a melhor coisa que poderia acontecer é o Serra ser prefeito de São Paulo. Porque se tiver Dilma e Aécio Neves, Serra é Dilma (na eleição presidencial de 2014)”.

Claro que Kassab deve negar esta declaração, embora seja do conhecimento do tucanato a antipatia que Serra nutre hoje pelo senador Aécio Neves, que teria feito corpo mole em sua eleição, em Minas Gerais, e impedido a sua ascensão à presidência nacional do partido para manter no cargo o deputado pernambucano (e seu aliado) Sérgio Guerra.

quinta-feira, 1 de março de 2012

PR ´dá prazo a Dilma Rousseff para resolver se dará ouv não o Ministério dos Transportes a um parlamentar do partido .

Publicado em: 01-03-2012 | Por: Inaldo Sampaio | Em: Blog, O Brasil




O Partido da República vai esperar até o próximo dia 20 por uma resposta da presidente Dilma Rousseff sobre se vai ou não convidar um congressista do partido para o Ministério dos Transportes.

O PR não se sente representado pelo ministério Paulo Sérgio Passos, embora ela seja filiado à legenda, e defende para o seu lugar um deputado federal ou um senador.

Segundo Inocêncio Oliveira, foi sugerida à presidente da República uma lista com três nomes: os deputado federais Luciano Castro (RR) e Milton Monti (SP) e o ex-senador César Borges (BA).

Dilma não quer nenhum dos três. Mandou sondar o senador Blairo Maggi (MT), que recusou o convite.

Caso não tenha o seu pleito atendido, o PR ameaça em SP lançar Tiririca para prefeito (só para atrapalhar a vida de Fernando Haddad) ou então apoiar José Serra.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ex ministro Carlos Lupi anuncia que o PDT agora é aliado de Dilma e do tucano Geraldo Alckimin.


Carlos Lupi (Foto: Elza Fiúza – Agência Brasil)

O ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi deixou o governo em meio às denúncias de irregularidades em sua pasta e reassumiu a presidência do PDT. Mas não abandonou as polêmicas.

Acaba de ser nomeado e exonerado do cargo de assessor especial do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). Pouco antes, quando reassumiu o comando do PDT, bateu de frente com o deputado Brizola Neto (RJ).

Agora está de malas prontas para São Paulo.

Tem encontro marcado nesta segunda-feira com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para acertar o apoio do PDT ao governo tucano.

Mas, em entrevista ao Poder Online, Lupi jura que não apoiará o candidato do PSDB a prefeito da capital, seja ele José Serra ou quem for.

Diz que o partido não abre mão da candidatura própria, e que o deputado federal Paulinho da Força Sindical “está candidatíssimo”.

E que, no plano federal, o PDT continua na base de apoio ao governo petista de Dilma Rousseff.

Tanto que ele anuncia para esta semana ou a próxima a definição do pedetista que assumirá como novo ministro do Trabalho.

Os mais cotados são o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) e o secretário-geral da legenda, Manuel Dias.

Na entrevista, Lupi sugere que a Comissão de Ética da Presidência deu paracer contrário à sua permanência como ministro porque o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence, presidente da comissão, brigou com Leonel Brizola quando atuou como advogado do ex-governador do Rio na disputa pela sigla do PTB. Ele perdeu para a ex-deputada Ivete Vargas por atraso na apresentação do registro. “O Brizola perguntava: Esse Sepúlveda, a quem pertence?” conta Lupi.

Poder Online – O senhor deixou o Ministério do Trabalho, reassumiu a presidência do PDT. E já entrou nessa polêmica do cargo de assessor especial do prefeito do Rio.

Carlos Lupi –O PDT no Rio já estava praticamente decidido a apoiar a reeleição do prefeito Eduardo Paes, independentemente de qualquer cargo. Mas o Eduardo é meu amigo de longa data, e achava que eu poderia contribuir trabalhando com ele. Ocorre que a mídia resolveu pegar no meu pé. Então eu senti que isso poderia causar constrangimento ao prefeito e pedi para desfazer a nomeação. Foi isso o que ocorreu.

Poder Online – O senhor se acha perseguido pela mídia?

Carlos Lupi – Quando o ex-governador Leonel Brizola era vivo, tivemos uma passagem que me marcou muito. Fui seu secretário de Transportes durante um período e resolvi promover uma campanha de trânsito que foi muito elogiada pela imprensa. Cheguei lá no Brizola, todo contente, com a manchete do jornal “O Globo” na mão dizendo: “Olha só, governador!” Ele pegou o jornal, leu, franziu a sobrancelha, sorriu e respondeu: “Alguma coisa você fez de errado para ‘O Globo’ estar elogiando assim”. Desde então, quando a mídia me critica muito, fico pensando: Onde será que eu acertei?

Poder Online – Verdade?

Carlos Lupi – É uma brincadeira. Acho a mídia muito importante para a democracia. Acho que a crítica é importante. Mas não concordo com linchamentos, com notícias baseadas em “indícios de irregularidades” sem provas. Não posso concordar com julgamentos sumários. Foi isso o que a mídia fez comigo. Eu pedi apuração de tudo o que foi denunciado junto ao Ministério Público e à Corregedoria- Geral da União (CGU). Estou esperando o resultado na certeza de que não haverá nada. Aí vou começar a cobrar de um por um o direito de resposta. Não dá para mancharem uma pessoa e depois darem o caso por esquecido. Daquilo tudo, hoje, não sobrou nenhuma acusação. As pessoas só lembram daquele “Dilma, eu te amo!”, que falei quando estive na Câmara. Outro dia, um motorista de taxi gritou para mim: “Lupi, i love you!”.

Poder Online – O senhor acha que nada será apontado quanto àquelas denúncias sobre irregularidades envolvendo ONGs (Organizações Não Governamentais) que teriam se beneficiado do Ministério do Trabalho? E sobre aquele caso do jatinho que lhe deu carona?

Carlos Lupi – Tenho certeza. Não tive qualquer envolvimento com essas ONGs e, no caso do jatinho, já está provado que a empresa que o pagou nada tinha a ver com o Ministério do Trabalho. E nem eu sabia direito de quem era. Apenas peguei uma carona em parte de um trajeto que fiz dentro Maranhão, onde cheguei num vôo de carreira. E a CGU, inclusive, mandou devolver o dinheiro que eu havia entregue ao governo a título de ressarcimento pela passagem. Segundo a CGU, porque usei numa missão ministerial.

Poder Online – Mas a Comissão de Ética se manifestou contra o senhor.

Carlos Lupi – Pois é, ela falou em “indícios de irregularidades”. Suspeito que ali há indícios de ódio. Lá atrás, em 2002, a Comissão havia dito que eu não podia ser ministro e presidir o PDT ao mesmo tempo. Mas não disse nada a respeito do então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que presidia o PR. Neste caso dos “indícios de irregularidades”, eles abriram um procedimento e tomaram a decisão em poucas horas. E ainda informaram à imprensa antes mesmo de comunicar à Presidência da República. A Dilma ficou furiosa.

Poder Online – Mas o presidente da Comissão, Sepúlveda Pertence, não tem proximidade com o PDT?

Carlos Lupi – Proximidade? Ele foi o advogado do Brizola naquela ação para ficarmos com o registro da sigla do velho PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), também reivindicada pela Ivete Vargas. O Golbery do Couto e Silva (ministro-chefe da Casa Civil do governo do general Ernesto Geisel) não queria ver o Brizola com uma legenda tão forte nas mãos. E o Brizola perdeu porque o Sepúlveda deu entrada no pedido de registro do partido 15 minutos depois da Ivete. O Brizola tomou ódio do Sepúlveda. Perguntava sempre: “Esse Sepúlveda, a quem pertence?”

Poder Online – Outra polêmica sua há pouco foi com o deputado Brizola Neto, por conta de o senhor ter reassumido a presidência do PDT.

Carlos Lupi – Esse caso já está superado. Conversamos e ele entendeu que eu tinha o direito de reassumir. Eu sou padrinho do Brizolinha, sou muito amigo dele, conheço-o desde que ele usava calças curtas. Nos desentendemos como se desentendem pai e filho, tio e sobrinho, padrinho e afilhado. Ele é um rapaz muito preparado, com um futuro brilhante.

Poder Online – E, como presidente do partido, cabe ao senhor negociar com o Palácio do Planalto a nomeação do ministro. Quando a presidenta definirá o nome do PDT para ministro do Trabalho?

Carlos Lupi – Acho que, se não for nessa semana que entra, será na próxima. Ela está deixando decantar para escolher. A presidenta quer alguém que, além de capacidade gerencial, ajude a compor a base de apoio, traga tranqüilidade ao partido.

Poder Online – O senhor tinha falado para o Brizola Neto que ela estava em dúvida entre cinco nomes: O dele; o dos líderes do partido na Câmara, André Figueiredo (CE) e no Senado, Acir Gurgacz (RO); o do deputado Vieira da Cunha (RS); e o do secretário-geral do partido, Manuel Dias. Ainda são os mesmo nomes.

Carlos Lupi –O André e o Acir estão como líderes e declinaram. Acho que afunilou entre o Manuel e o Vieira da Cunha.

Poder Online – O Brizola Neto está fora?

Carlos lupi – Não. Ele também pode ser…

Poder Online – E como está o partido?

Carlos Lupi – O PDT está numa fase muito boa. Vamos ter candidatos próprios em 17 capitais, com nomes muito fortes, como o de José Fortunati, em Porto Alegre, o Amazonino Mendes, em Manaus, o Gustavo Fruet, em Curitiba, e vários outros.

Poder Online – No Rio, vocês estão fechando com o Paes. Em São Paulo, parece que o Alckmin está levando o PDT para apoiar o candidato do PSDB à Prefeitura.

Carlos Lupi – Nada disso. Nós estamos acertando a entrada do PDT na base de apoio ao governo estadual. Nesta segunda-feira estarei lá, num encontro com o governador Alckmin. Ele oficializará o convite para o PDT comandar a Secretaria do Trabalho e eu, o apoio formal do partido ao seu governo. Mas já está acertado que isto nada tem a ver com a eleição de 2012. Nós não abrimos mão de um candidato próprio em São Paulo. E esse candidato é o deputado Paulinho da Força Sindical. Ele está candidatíssimo.