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sábado, 19 de janeiro de 2013

PT :tenta conter avanço de Eduardo Campos no Nordeste.



POSTADO ÀS 13:15 EM 18 DE Janeiro DE 2013

Campos/JC Imagem

Da Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff desembarca nesta sexta-feira (18) no Piauí diante da constatação do PT de que a recuperação do prestígio político da sigla no Nordeste, região sob forte influência do governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), é crucial para o projeto de reeleição em 2014. Até o início de março, Dilma deve visitar ao menos seis Estados da região.

A avaliação dos petistas é que o partido precisa melhorar a articulação política com governadores e prefeitos na região, principalmente após o resultado das eleições de 2012, da qual o PSB saiu fortalecido. Além disso, o Planalto precisa driblar o desgaste político gerado pela paralisação nos canteiros de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na região.

O giro de Dilma pelo Nordeste inclui ainda Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. A região também está na mira do ex-presidente Lula. O Nordeste tem sido tradicionalmente um reduto eleitoral do PT. Nas últimas três eleições presidenciais (2002, 2006 e 2010), deu ampla margem de vitória para os candidatos do partido - Lula e Dilma. Em 2010, a petista teve 10,7 milhões de votos a mais na região que José Serra (PSDB).

A direção do PT acredita que poderia ter se saído melhor na disputa pelas prefeituras do Nordeste na eleição do ano passado - avalia também ter patinado em algumas costuras políticas. Além do prestígio de Campos e do PSB na região, o PT teme efeitos da retomada de poder da oposição de redutos emblemáticos como a volta do DEM a Salvador, com Antonio Carlos Magalhães Neto.

Em 2008, 24% das prefeituras obtidas pelo PT estavam no Nordeste. Em 2012, o porcentual subiu para 30%, mas o partido perdeu espaço político nas capitais.

A direção do PT avalia que é preciso começar agora a preparar o terreno para 2014, quando poderá se dar um embate entre Dilma e Campos, um dos governadores mais bem avaliados do País. Não por acaso o PT marcou a reunião do Diretório Nacional, em março, em Fortaleza.

Postado por Gabriela López

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Para o PT , entrada de Serra favorece Haddad na disputa em São Paulo.


Conselho político de Haddad avalia que presença de Serra clareia o cenário e fortalece discurso de oposição petista

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 25/02/2012

O conselho político da campanha do pré-candidato do PT, Fernando Haddad, avaliou como positiva a entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo. Depois de perder quase um mês em tratativas para a fracassada tentativa de aliança com o PSD, o PT pode finalmente retomar o projeto original que levou à escoolha de Haddad no final do ano passado.

Segundo relatos de participantes da reunião do conselho na manhã deste sábado, a entrada de Serra na disputa torna mais nítido o cenário, permite ao PT adotar um discurso de oposição e aproveitar a baixa aprovação do prefeito Gilberto Kassab (PSD).





Além disso, os petistas avaliaram que Serra sofrerá forte desgaste no processo interno de escolha do candidato tucano à sucessão de Kassab.

“A campanha segue dentro das perspectivas que estavam colocadas desde o início com o enfrentamento contra o projeto mais conservador de candidatura ligada à gestão Serra-Kassab”, disse o deputado Simão Pedro, integrante do conselho.

As prioridades agora são intensificar as agendas públicas de Haddad na periferia da cidade, acelerar a elaboração do programa de governo e as negociações com partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff, principalmente PR e PSB, que não têm candidatos.

Segundo o presidente municipal do PT, Antonio Donato, caso não haja consenso o nome do vice será escolhido com base no tempo de cada partido no horário eleitoral. A avaliação é que o PT com PR e PSB pode chegar a 7 minutos, suficientes para tocar a campanha.

Outra tarefa é aparar arestas e recompor a unidade do partido, abalada pela tentativa desastrada de aproximação com Kassab.


Depois do fracasso o PT agora tenta negar publicamente a manobra e tenta retomar o discurso de oposição. Haddad chegou a afirmar neste sábado que nunca houve negociação com o PSD na capital paulista.

“Não houve negociação com o PSD. O que teve foram algumas conversas com o presidente Lula. Nunca houve aproximação formal”, disse Haddad depois de uma reunião de seu conselho político.

Kassab e o PSD nunca conversaram formalmente com a direção municipal do PT em São Paulo. No entanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do diretório estadual do PT, Edinho Silva; o prefeito de São Bernarro, Luiz Marinho (PT), entre muitos outros petistas passaram quase dois meses tentando costurar uma aliança, chegando até a discutir nomes para ocupar a vice de Haddad.

O próprio candidato admitiu ter conversado com o prefeito na festa de de 32 anos do PT, em Brasília. “Ele me disse que o Serra não seria candidato e e eu respondi que ele estava errado”, disse Haddad.
Segundo ele, a presença de Serra permitirá um “debate mais qualificado” durante a campanha, já que o tucano ocupou cargos importantes na administração pública.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cúpula petista já traça cenário com Serra em São Paulo.

MALU DELGADO E FERNANDO GALLO - Agência Estado

Segmentos do PT que trabalhavam abertamente pela aliança do partido com o PSD do prefeito Gilberto Kassab na capital paulista - e apostavam nessa união para atingir um eleitorado mais conservador - já iniciaram uma revisão da estratégia eleitoral em que consideram a entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa.

A avaliação de dirigentes próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu o pontapé para o PT negociar com Kassab, é que o pré-candidato petista, Fernando Haddad, terá que montar, com urgência, uma agenda específica de aproximação com empresários e grupos religiosos. Essa estratégia seria necessária diante da boa interlocução de Serra com os dois segmentos no Estado, na avaliação dos petistas. E mais: temas como segurança pública devem ter destaque na campanha por serem um apelo direto desse eleitorado que o PT busca atingir.

Além disso, uma provável candidatura de Serra acendeu o sinal amarelo no PT porque o tucano contaria com o auxílio de duas máquinas: o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo.

O prefeito Gilberto Kassab conversou com a presidente Dilma Rousseff, na quarta-feira, sobre o cenário em São Paulo. Segundo relatos de interlocutores da presidente, teria dito que não terá como deixar de apoiar Serra, mas que mantém o compromisso de tornar o PSD um partido da base aliada. Kassab teria ido além: deixou claro que a união com Serra em São Paulo, "um beco sem saída", não altera os seus planos de compor com o PT no Estado em 2014. Agora, porém, fica mais complexo a cúpula petista postar tantas fichas numa lealdade futura de Kassab.

Primeiro sinal

O prefeito, que mantém contatos diários com Serra, recebeu do padrinho político nos últimos dias um claro sinal de que ele está revendo a decisão de não entrar na disputa eleitoral paulistana. Diante da possibilidade e do aviso de Serra, Kassab brecou as negociações com o PT e deu a indefinição do tucano como razão para suspender o diálogo.

A tese de revisão da estratégia de campanha, porém, esbarra em resistências no entorno do candidato. "A escolha do Haddad já era uma forma de conquistar esse setor que tem dificuldade de votar no PT", disse um aliado do ex-ministro. Haddad confidenciou a petistas mais próximos que prefere disputar com Serra porque, assim, ficaria mais clara a diferença de projetos do PT e do PSDB.