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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Coordenação de Serra reage a comparação com Hitler .


A coordenação de campanha do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, reagiu na manhã de hoje (9) à publicação de um vídeo no site do candidato petista Fernando Haddad, que comparou Serra a Hitler, segundo o Estadão. O deputado Walter Feldman, coordenador da campanha tucana, classificou o episódio como "inaceitável", frisando o que chamou de "tendência totalitária" do PT: "Quem não pensa igual a eles (petistas) deve ser discriminado (na visão deles)", disparou Feldman.

Para o deputado, o fato de Serra e Haddad serem adversários não justifica esse tipo de insinuação. Feldman afirmou, inclusive, que essa postura não condiz com um candidato ao posto mais alto de uma metrópole "multiétnica" e "pluripartidária" como São Paulo. "Não há na história do mundo ninguém que possa ser comparado ao Hitler. Isso é baixar o nível a um patamar baixíssimo".

Apesar de a campanha de Haddad ter se manifestado contrária à publicação, retirando do ar o vídeo na manhã de hoje, Feldman afirmou que a tática de "voltar atrás" é típica do PT. "É uma prática que o PT tem adotado. Nunca sabe (o que acontece), nunca viu (os infratores). Tem que saber o que os assessores fazem, até porque eles assinam embaixo", criticou.

Escrito por Magno Martins.

domingo, 4 de março de 2012

Para Serra governo ''se mexe muito '' para eleger Haddad..


 
O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, disse ontem que o governo federal está "se mexendo muito" para favorecer a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Em seu primeiro dia de campanha na rua, Serra foi ao Frangó, tradicional bar da zona norte de São Paulo, e criticou a postura do governo. "O governo federal está se mexendo muito para favorecer a candidatura do PT, o que é estranho. É legítimo que os partidos se movimentem, mas aí é mexida de governo mesmo, muitas vezes por questão de apoio político", disse ele, referindo-se à posse de Marcelo Crivella (PRB-RJ) como ministro da Pesca, em substituição ao petista Luiz Sérgio. Crivella é sobrinho de Edir Macedo e bispo da Igreja Universal. Sua nomeação para o ministério foi avaliada como uma tentativa de obter apoios dos evangélicos à candidatura de Haddad.
Escrito por Magno Martins.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Prévias do PSDB de São Paulo estão mantidas para o dia 04 de março próximo.


Publicado em: 27-02-2012 | Por: Inaldo Sampaio | Em: Blog, O Brasil



Apesar de José Serra ter confirmado neste final de semana que vai disputar a prefeitura de São Paulo em outubro próximo, as prévias que o PSDB havia marcado para a definição do candidato não foram canceladas.

Elas estão mantidas para o próximo dia 4, mas com apenas três postulantes: o próprio Serra e os secretários José Aníbal e Ricardo Trípoli.

Os outros dois postulantes à candidatura – Bruno Covas e Andréa Matarazzo – retiraram seus nomes em favor de Serra, que tem o apoio (da boca pra fora) do governador Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Prévias do PSDB de São Paulo estão mantidas para o dia 04 de março próximo.


Publicado em: 27-02-2012 | Por: Inaldo Sampaio | Em: Blog, O Brasil



Apesar de José Serra ter confirmado neste final de semana que vai disputar a prefeitura de São Paulo em outubro próximo, as prévias que o PSDB havia marcado para a definição do candidato não foram canceladas.

Elas estão mantidas para o próximo dia 4, mas com apenas três postulantes: o próprio Serra e os secretários José Aníbal e Ricardo Trípoli.

Os outros dois postulantes à candidatura – Bruno Covas e Andréa Matarazzo – retiraram seus nomes em favor de Serra, que tem o apoio (da boca pra fora) do governador Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Alckimin vai se reunir com Serra no carnaval para discutir candidatura .


Aliado próximo do governador paulista revelou que ele pretende iniciar uma discussão dentro do PSDB sobre a candidatura após conversa; tucano teme criar uma saia-justa com a militância

17 de fevereiro de 2012 |

Gustavo Uribe, da Agência Estado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pretende se reunir com o ex-governador de São Paulo José Serra, neste feriado de carnaval, para saber se ele pretende mesmo disputar a sucessão da Prefeitura de São Paulo. No encontro, que deve ser realizado no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin tenta arrancar do seu antecessor um indicativo de que ele quer ingressar na disputa municipal e, assim, buscar, em conjunto, uma saída honrosa para a decisão de realizar prévias para a escolha do candidato tucano em São Paulo. "O governador só pretende iniciar uma discussão dentro do PSDB, a respeito da candidatura, após ouvir o ex-governador, o que deve ocorrer neste feriado de carnaval", informou um aliado próximo do governador de São Paulo.

Em conversas privadas, aliados de Geraldo Alckmin avaliam dois meios de viabilizar uma eventual candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo. Um deles, considerado pouco provável, é de que, por meio de uma brecha jurídica, o ex-governador de São Paulo fosse inscrito na prévia do partido para a escolha do candidato tucano, marcada para março. A segunda alternativa, tida como a mais provável, é a negociação de uma "saída honrosa" para o vencedor das prévias, que abriria mão da disputa municipal em nome da candidatura de José Serra. O fim da disputa interna, um terceiro caminho possível, já teria sido descartado pelo governador de São Paulo, que teme criar uma saia-justa com a militância tucana favorável ao processo de escolha partidário.

Nos bastidores, aliados do governador de São Paulo estudavam compensações aos quatro pré-candidatos do PSDB para que abrissem mão do processo, criando condições para o ex-governador entrar na disputa. Em razão da reação dos pré-candidatos, bem como da militância, o partido recuou e manteve, por enquanto, o processo de escolha, evitando assim um custo político maior. Na quinta-feira, 16, em evento na capital paulista, o governador garantiu que as prévias estão mantidas e que, se o ex-governador decidir entrar na disputa eleitoral, o partido vai discutir a questão.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cúpula petista já traça cenário com Serra em São Paulo.

MALU DELGADO E FERNANDO GALLO - Agência Estado

Segmentos do PT que trabalhavam abertamente pela aliança do partido com o PSD do prefeito Gilberto Kassab na capital paulista - e apostavam nessa união para atingir um eleitorado mais conservador - já iniciaram uma revisão da estratégia eleitoral em que consideram a entrada do ex-governador José Serra (PSDB) na disputa.

A avaliação de dirigentes próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu o pontapé para o PT negociar com Kassab, é que o pré-candidato petista, Fernando Haddad, terá que montar, com urgência, uma agenda específica de aproximação com empresários e grupos religiosos. Essa estratégia seria necessária diante da boa interlocução de Serra com os dois segmentos no Estado, na avaliação dos petistas. E mais: temas como segurança pública devem ter destaque na campanha por serem um apelo direto desse eleitorado que o PT busca atingir.

Além disso, uma provável candidatura de Serra acendeu o sinal amarelo no PT porque o tucano contaria com o auxílio de duas máquinas: o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo.

O prefeito Gilberto Kassab conversou com a presidente Dilma Rousseff, na quarta-feira, sobre o cenário em São Paulo. Segundo relatos de interlocutores da presidente, teria dito que não terá como deixar de apoiar Serra, mas que mantém o compromisso de tornar o PSD um partido da base aliada. Kassab teria ido além: deixou claro que a união com Serra em São Paulo, "um beco sem saída", não altera os seus planos de compor com o PT no Estado em 2014. Agora, porém, fica mais complexo a cúpula petista postar tantas fichas numa lealdade futura de Kassab.

Primeiro sinal

O prefeito, que mantém contatos diários com Serra, recebeu do padrinho político nos últimos dias um claro sinal de que ele está revendo a decisão de não entrar na disputa eleitoral paulistana. Diante da possibilidade e do aviso de Serra, Kassab brecou as negociações com o PT e deu a indefinição do tucano como razão para suspender o diálogo.

A tese de revisão da estratégia de campanha, porém, esbarra em resistências no entorno do candidato. "A escolha do Haddad já era uma forma de conquistar esse setor que tem dificuldade de votar no PT", disse um aliado do ex-ministro. Haddad confidenciou a petistas mais próximos que prefere disputar com Serra porque, assim, ficaria mais clara a diferença de projetos do PT e do PSDB.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

''Serra sempre teve desprezo pelo Chalita '', diz tucano.

Líder do PSDB na Câmara de SP, Floriano Pesaro critica declaração de deputado e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB
Nara Alves, iG São Paulo | 06/12/2011 2

 Em 2009, o então vereador Gabriel Chalita, hoje deputado federal pelo PMDB, deixava o PSDB, partido a que foi filiado por 20 anos, rumo ao PSB. Na despedida, o ex-tucano queixou-se de ter sido tratado “de forma preconceituosa” no partido, cuja maior liderança era o então governador José Serra. O mal-estar entre os dois se arrasta desde então. Nesta semana, em entrevista ao iG, Chalita afirmou não entender o porquê da relação difícil. “Eu era muito pequeno para ele (Serra) ter tanta raiva de mim”, disse.
Para o líder da bancada do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Floriano Pesaro, as rusgas têm origem na forma como Chalita saiu do PSDB. “O Serra sempre teve um desprezo muito grande pelo Chalita. Não tinha nada a favor ou contra, na verdade. Mas depois o Chalita saiu do partido da forma mais cruel, que é sair atirando na legenda, nas lideranças do partido, no Paulo Renato (ex-secretário da Educação) e em mim como liderança”, disse Pesaro.
O Serra sempre teve um desprezo muito grande pelo Chalita. Não tinha nada a favor ou contra, na verdade
Chalita saiu em 2009 do PSDB para ser candidato ao Senado pelo PSB em 2010, mas acabou sem espaço no novo partido e terminou na corrida para a Câmara dos Deputados. Foi eleito deputado por São Paulo com a segunda maior votação no Estado, atrás apenas de Tiririca. “Chalita saiu do PSDB porque quis ser oportunista para ser candidato ao Senado pelo PSB. Ele sabia que no PSDB ele não conseguiria porque temos pessoas mais importantes que ele no partido para concorrer”, dispara Pesaro.
Após ser eleito nas eleições de 2010, Chalita deixou o PSB e migrou para o PMDB a convite do vice-presidente da República, Michel Temer. De olho na vaga de candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012, Chalita não só ouviu de Temer a promessa de ser candidato como se tornou o presidente municipal da sigla. Se a candidatura se concretizar, Chalita poderá enfrentar o ex-governador José Serra nas urnas. Apesar de ter afirmado diversas vezes não querer ser candidato, tanto correligionários como opositores não descartam a possibilidade de Serra mudar de ideia na última hora.
De acordo com o presidente estadual do PMDB-SP, deputado Baleia Rossi, uma eventual candidatura de Serra não alteraria em nada os planos do PMDB para Chalita.
“A eleição de Chalita em São Paulo é emblemática. Há 30 anos o PMDB não elege um prefeito na capital paulista. Sou um apoiador incondicional”, diz Rossi. Para assumir a legenda na capital, foi necessária uma intervenção da Executiva Nacional, o que gerou desconforto entre algumas lideranças.
Segundo Baleia Rossi, a candidatura de Chalita faz parte de uma estratégia de fortalecimento do partido para as eleições de 2014. “Toda a estratégia em São Paulo foi ratificada pela Executiva Nacional. Se houve estranheza no começo, isso já está superado. O clima do partido agora é de unidade”, afirma.