Mostrando postagens com marcador Gabriel Chalita. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gabriel Chalita. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Áreas de baixa renda são desafio para Gabriel Chalita .

Nas eleições de 2008 e 2010, pré-candidato do PMDB teve votação abaixo da média em regiões onde o PT é mais forte

20 de fevereiro de 2012

DANIEL BRAMATTI - O Estado de S.Paulo

O mapa do eleitorado de Gabriel Chalita nas últimas duas eleições revela um padrão de votação oposto ao do PT na capital paulista. Quando concorreu a vereador, em 2008, e a deputado federal, em 2010, o atual pré-candidato do PMDB à Prefeitura teve desempenho abaixo de sua média nos extremos das zonas leste, sul e noroeste - áreas de baixa renda onde petistas colheram seus melhores resultados.

Nas duas eleições, o eleitorado de Chalita se distribuiu de forma similar. Em 2008, das 57 zonas eleitorais então existentes, obteve votação acima de sua média em 25 . Em 2010, dessas 25, 21 voltaram a aparecer no ranking dos melhores resultados (veja quadro).

O mapa indica que essas são as regiões com eleitorado mais receptivo ao discurso de Chalita, autor de livros de fundo religioso, ex-secretário estadual de Educação e ex-apresentador de programas da Rede Canção Nova, emissora de televisão ligada à Igreja Católica.

Como candidato a prefeito, o peemedebista terá menos adversários diretos e maior exposição na propaganda eleitoral, o que pode alterar a distribuição geográfica de seus eleitores.

Mas já houve casos em que o padrão de votação foi similar em eleições para a Câmara dos Deputados e para a Prefeitura de São Paulo. Em 2008, Paulo Maluf (PP) concorreu a deputado federal e teve votação acima da média em 28 zonas eleitorais da capital. Dois anos depois, quando se candidatou a prefeito, voltou a ter desempenho acima da média em 23 daquelas 28 zonas.

Sobreposição. Se o mapa eleitoral de Chalita se repetir em 2012, ele poderá tirar votos do PSDB, cujo eleitorado tem perfil geográfico mais parecido. Mas a área mais "chalitista" da cidade é também o principal alvo eleitoral do PT, que pretende quebrar a tradicional resistência da classe média paulistana a seus candidatos.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

''Serra sempre teve desprezo pelo Chalita '', diz tucano.

Líder do PSDB na Câmara de SP, Floriano Pesaro critica declaração de deputado e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB
Nara Alves, iG São Paulo | 06/12/2011 2

 Em 2009, o então vereador Gabriel Chalita, hoje deputado federal pelo PMDB, deixava o PSDB, partido a que foi filiado por 20 anos, rumo ao PSB. Na despedida, o ex-tucano queixou-se de ter sido tratado “de forma preconceituosa” no partido, cuja maior liderança era o então governador José Serra. O mal-estar entre os dois se arrasta desde então. Nesta semana, em entrevista ao iG, Chalita afirmou não entender o porquê da relação difícil. “Eu era muito pequeno para ele (Serra) ter tanta raiva de mim”, disse.
Para o líder da bancada do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Floriano Pesaro, as rusgas têm origem na forma como Chalita saiu do PSDB. “O Serra sempre teve um desprezo muito grande pelo Chalita. Não tinha nada a favor ou contra, na verdade. Mas depois o Chalita saiu do partido da forma mais cruel, que é sair atirando na legenda, nas lideranças do partido, no Paulo Renato (ex-secretário da Educação) e em mim como liderança”, disse Pesaro.
O Serra sempre teve um desprezo muito grande pelo Chalita. Não tinha nada a favor ou contra, na verdade
Chalita saiu em 2009 do PSDB para ser candidato ao Senado pelo PSB em 2010, mas acabou sem espaço no novo partido e terminou na corrida para a Câmara dos Deputados. Foi eleito deputado por São Paulo com a segunda maior votação no Estado, atrás apenas de Tiririca. “Chalita saiu do PSDB porque quis ser oportunista para ser candidato ao Senado pelo PSB. Ele sabia que no PSDB ele não conseguiria porque temos pessoas mais importantes que ele no partido para concorrer”, dispara Pesaro.
Após ser eleito nas eleições de 2010, Chalita deixou o PSB e migrou para o PMDB a convite do vice-presidente da República, Michel Temer. De olho na vaga de candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012, Chalita não só ouviu de Temer a promessa de ser candidato como se tornou o presidente municipal da sigla. Se a candidatura se concretizar, Chalita poderá enfrentar o ex-governador José Serra nas urnas. Apesar de ter afirmado diversas vezes não querer ser candidato, tanto correligionários como opositores não descartam a possibilidade de Serra mudar de ideia na última hora.
De acordo com o presidente estadual do PMDB-SP, deputado Baleia Rossi, uma eventual candidatura de Serra não alteraria em nada os planos do PMDB para Chalita.
“A eleição de Chalita em São Paulo é emblemática. Há 30 anos o PMDB não elege um prefeito na capital paulista. Sou um apoiador incondicional”, diz Rossi. Para assumir a legenda na capital, foi necessária uma intervenção da Executiva Nacional, o que gerou desconforto entre algumas lideranças.
Segundo Baleia Rossi, a candidatura de Chalita faz parte de uma estratégia de fortalecimento do partido para as eleições de 2014. “Toda a estratégia em São Paulo foi ratificada pela Executiva Nacional. Se houve estranheza no começo, isso já está superado. O clima do partido agora é de unidade”, afirma.