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Andreza Matais e Rubem Valente
Da Folha de São Paulo
Em depoimento sigiloso à CPI do Cachoeira, o delegado Matheus Mela
Rodrigues, que coordenou a Operação Monte Carlo, citou uma lista com 82 nomes
que tiveram relações ou foram apenas citados em conversas de Carlos Augusto
Ramos, O Carlinhos Cachoeira.
A lista inclui os nomes de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), de governadores, senadores, deputados federais, prefeitos e até mesmo da presidente Dilma Rousseff.
O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), fez um apelo aos
parlamentares para que não comentassem com a imprensa os nomes da lista, uma
vez que o fato de estarem citados em conversas do grupo não significa que
tenham envolvimento com o esquema de Cachoeira.
Os nomes podem ter sido usados pelo grupo do contraventor sem
conhecimento dos citados. A Folha teve acesso a lista dos nomes citados pelo
delegado e alguns dos nomes foram citados em gravações telefônicas que já são
conhecidas.
O nome da presidente Dilma Rousseff, por exemplo, é citado em
conversas do grupo de Cachoeira ao comentar a crise no Ministério dos
Transportes. Outro a aparecer na lista, o senador José Sarney (PMDB-AP), teve
por acaso conversas gravadas pela operação da PF, conforme revelou a coluna
de 'Mônica Bergamo' no mês passado.
Nelas, Raimundo Costa Ferreira, o Ferreirinha, funcionário da
Infraero, faz relatos sobre nomeações na estatal, que administra aeroportos
do país. O servidor da estatal foi monitorado por supostamente atuar pelo
grupo de Cachoeira no aeroporto de Brasília.
O caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG) também é conhecido.
Interceptações telefônicas revelaram que o senador Demóstenes Torres (sem
partido-GO) intercedeu diretamente junto ao tucano para empregar uma prima de
Cachoeira no governo de Minas.
Aécio afirmou que, na época em que Demóstenes fez o pedido, não sabia
do envolvimento do senador com Cachoeira e diz ter se sentido 'traído'. Na
lista, porém, faltam nomes de pessoas que já foram citadas em gravações que
vazaram, como do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por exemplo, citado em
áudios da operação Monte Carlo.
O delegado cuidou da Operação Monte Carlo, deflagrada em novembro de
2010 e que resultou na prisão de Carlinhos Cachoeira e membros de seu grupo
em fevereiro deste ano. Os 82 nomes citados se referem a esta operação, e não
à Vegas, ação policial semelhante encerrada em 2009.
Constam três ministros do STF, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Dias Toffoli;
dos governadores Antonio Anastasia (PSDB-MG), Marconi Perillo (PSDB-GO), Beto
Richa (PSDB-PR) e Agnelo Queiroz (PT-DF).
A CPI mista no Congresso investiga as relações do grupo de Cachoeira
com agentes públicos e privados. Veja abaixo lista que a Folha conseguiu
identificar de deputados federais, senadores, ministros e governadores
citados na lista por odem alfabética:
Senador Aécio Neves (PSDB-MG)
Deputado distrital do DF Agaciel Maia (PTC-DF)
Governador Agnelo Queiroz (PT-DF)
Presidente DEM-DF Alberto Fraga
Secretário de Indústria e Comércio de Goiás Alexandre Baldy
Governador de Minas Gerais Antonio Anastasia
Suplente de senador Ataides de Oliveira
Procurador-geral da Justica de Goiás Benedito Torres
Governador do Paraná Beto Richa (PSDB)
Senador Blairo Maggi (PR-MT)
Senador Demostenes Torres (sem partito-DF)
Diretor da Delta Carlos Pacheco
Diretor Regional da Delta no Centro-Oeste Claudio Abreu
Jornalista Claudio Humberto
Ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz Claudio Monteiro
Ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli
Presidente Dilma Rousseff
Ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso
Ex-senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO)
Ex-chefe de gabinete do governo de Goiás Eliane Pinheiro
Vereador de Goiânia Elias Vaz (PSOL)
Secretário Estadual de Comunicação de Santa Catarina Ênio Branco
Dono da construtora Delta Fernando Cavendish
Vereador de Anápolis Fernando Cunha
Presidente da Caesb Fernando Leite
Prefeito de Águas Lindas (GO) Geraldo Messias (PP)
Prefeito de Nerópolis (GO) Gil Tavares (PTB)
Escrito por Magno Martins.
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Sai a primeira lista de 82 nomes citados por Cachoeira .
sábado, 7 de abril de 2012
Integrante da quadrilha de Carlinhos Cachoeira se dizia empregado de Demóstenes Torres .
POSTADO EM 07 DE Abril DE 2012
BRASÍLIA. O sargento Idalberto Matias, o Dadá, apontado como um dos chefes do serviço de espionagem do bicheiro Carlinhos Cachoeira, era mais que um simples interlocutor do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Numa entrevista ao GLOBO, quinta-feira, o ex-presidente da Infraero brigadeiro José Carlos Pereira disse que Dadá se apresentava como empregado de Demóstenes. Os dois, o brigadeiro e Dadá, tiveram aproximadamente 20 encontros do final de 2008 a 2011.
Dadá está preso desde 29 de fevereiro. Ele é apontado pela Polícia Federal como um dos principais integrantes da quadrilha supostamente chefiada por Cachoeira. Dadá é suspeito também de encomendar até a interceptação de e-mails do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR).
— O Dadá me dizia que trabalhava para o Demóstenes — disse Pereira.
Segundo ele, os dois começaram a se encontrar durante a CPI do Apagão Aéreo, entre 2007 e 2008. O brigadeiro deixou a presidência da Infraero em agosto de 2007, mas manteve conhecimento e certa influência no setor, onde trabalhou por muitos anos.
Nos primeiros encontros, o preposto do senador fazia perguntas sobre casos de corrupção dentro da Infraero, a estatal responsável pela administração dos aeroportos no país e que fora alvo da CPI. Depois começou a se interessar especialmente sobre contratos e licitações na área de informática.
O brigadeiro disse que percebeu o "perigo" e mandou o sargento dizer a Demóstenes que não teria licitação alguma para compra de equipamentos ou contratação de serviços de informática na estatal.
— Eu disse ao Dadá: "diga ao Demóstenes que não vai ter licitação na Infraero". A Infraero já tinha muita gente nessa área, produz seus softwares, não precisava de mais nada — afirmou Pereira.
Numa das investigações sobre a exploração ilegal de caça-níqueis e jogo do bicho em Goiás, a Polícia Federal flagrou conversas de Demóstenes e Cachoeira sobre um nebuloso negócio na Infraero, conforme revelou o GLOBO na sexta-feira da semana passada.
Numa dos diálogos, interceptados no dia 4 de abril de 2009, Demóstenes e Cachoeira falam em código sobre a estatal e sobre os encontros do sargento espião, Dadá, com o brigadeiro numa padaria da Asa Sul, em Brasília. Aparentemente, Dadá foi escalado para negociar com Pereira, mas não estava tendo sucesso na empreitada. O bicheiro ordena, então, que o senador assuma o comando da transação
Numa das investigações sobre a exploração ilegal de jogos por Cachoeira, a Polícia Federal gravou conversas de Demóstenes com Dadá. Em uma delas, os dois tramam a produção de uma polêmica no Senado.
Procurado quinta-feira para falar das declarações do brigadeiro sobre a relação de Demóstenes com Dadá, o advogado do senador, Antonio Carlos de Almeida Castro, não retornou.
Dadá está preso desde 29 de fevereiro. Ele é apontado pela Polícia Federal como um dos principais integrantes da quadrilha supostamente chefiada por Cachoeira. Dadá é suspeito também de encomendar até a interceptação de e-mails do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR).
— O Dadá me dizia que trabalhava para o Demóstenes — disse Pereira.
Segundo ele, os dois começaram a se encontrar durante a CPI do Apagão Aéreo, entre 2007 e 2008. O brigadeiro deixou a presidência da Infraero em agosto de 2007, mas manteve conhecimento e certa influência no setor, onde trabalhou por muitos anos.
Nos primeiros encontros, o preposto do senador fazia perguntas sobre casos de corrupção dentro da Infraero, a estatal responsável pela administração dos aeroportos no país e que fora alvo da CPI. Depois começou a se interessar especialmente sobre contratos e licitações na área de informática.
O brigadeiro disse que percebeu o "perigo" e mandou o sargento dizer a Demóstenes que não teria licitação alguma para compra de equipamentos ou contratação de serviços de informática na estatal.
— Eu disse ao Dadá: "diga ao Demóstenes que não vai ter licitação na Infraero". A Infraero já tinha muita gente nessa área, produz seus softwares, não precisava de mais nada — afirmou Pereira.
Numa das investigações sobre a exploração ilegal de caça-níqueis e jogo do bicho em Goiás, a Polícia Federal flagrou conversas de Demóstenes e Cachoeira sobre um nebuloso negócio na Infraero, conforme revelou o GLOBO na sexta-feira da semana passada.
Numa dos diálogos, interceptados no dia 4 de abril de 2009, Demóstenes e Cachoeira falam em código sobre a estatal e sobre os encontros do sargento espião, Dadá, com o brigadeiro numa padaria da Asa Sul, em Brasília. Aparentemente, Dadá foi escalado para negociar com Pereira, mas não estava tendo sucesso na empreitada. O bicheiro ordena, então, que o senador assuma o comando da transação
Numa das investigações sobre a exploração ilegal de jogos por Cachoeira, a Polícia Federal gravou conversas de Demóstenes com Dadá. Em uma delas, os dois tramam a produção de uma polêmica no Senado.
Procurado quinta-feira para falar das declarações do brigadeiro sobre a relação de Demóstenes com Dadá, o advogado do senador, Antonio Carlos de Almeida Castro, não retornou.
Postado por Diogo Menezes
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terça-feira, 3 de abril de 2012
Cristovam Buarque : a opinião que o Senado tinha de Demóstenes era a mesma que a sociedade também tinha .
O senador (pernambucano do Recife) Cristovam Buarque (PDT-DF) disse hoje à Rádio CBN que não se arrepende de ter ido à tribuna da Casa, no último dia 6 de março, para prestar solidariedade ao colega Demóstenes Torres (DEM-GO), acusado de ter ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira, porque, à época, o Brasil inteiro o tinha na conta de um político sério, honesto e intransigente com denúncias de corrupção.
“Fui, sim, um dos 44 senadores que saíram em defesa dele, que infelizmente dizia uma coisa e fazia outra”, afirmou o pedetista.
A seu ver, o presidente do Senado, José Sarney, deve designar o mais breve possível o presidente da Comissão de Ética para que ela instale o processo de cassação do mandato de Demóstenes por quebra do decoro parlamentar.
É que o presidente interino, senador Jayme Campos (DEM-MT), já se declarou impedido porque é do mesmo partido de Demóstenes.
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Demóstenes Torres pede desligamento do DEM.
POSTADO EM 03 DE Abril DE 2012
Agência Brasil
BRASÍLIA - O ex-líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres, acaba de pedir desligamento da legenda. O ofício foi encaminhado, há pouco, ao presidente do partido, José Agripino Maia. Com isso, Demóstenes permanece no Senado, só que sem partido. Assim, o processo de expulsão aberto na segunda-feira (2) no DEM deixa de existir. As informações são das assessorias de imprensa de Agripino Maia e de Demóstenes Torres.
Ele aguarda o pedido de apuração protocolado na Mesa Diretora do Senado pelo PSOL. A legenda quer que o Conselho de Ética investigue as denúncias de ligação de Demóstenes com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso por envolvimento com máquinas caça-níqueis em Goiás.
Gravações feitas pela Polícia Federal registraram solicitação de dinheiro a Cachoeira, feitas pelo senador e informações privilegiadas repassados por Demóstenes para o controlador do jogo ilegal em Goiás.
BRASÍLIA - O ex-líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres, acaba de pedir desligamento da legenda. O ofício foi encaminhado, há pouco, ao presidente do partido, José Agripino Maia. Com isso, Demóstenes permanece no Senado, só que sem partido. Assim, o processo de expulsão aberto na segunda-feira (2) no DEM deixa de existir. As informações são das assessorias de imprensa de Agripino Maia e de Demóstenes Torres.
Ele aguarda o pedido de apuração protocolado na Mesa Diretora do Senado pelo PSOL. A legenda quer que o Conselho de Ética investigue as denúncias de ligação de Demóstenes com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso por envolvimento com máquinas caça-níqueis em Goiás.
Gravações feitas pela Polícia Federal registraram solicitação de dinheiro a Cachoeira, feitas pelo senador e informações privilegiadas repassados por Demóstenes para o controlador do jogo ilegal em Goiás.
Postado por Diogo Menezes
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'' Fatos contra Demóstenes Torres são clarissímos ''.
| Agripino Maia ressaltou ainda que o partido não tem argumentos para pedir também o mandato de senador de Demóstenes e que o futuro dele será decido pelo Conselho de Ética. "Não há infidelidade partidária, não se caracterizou, o partido não tem argumentos para acionar a Justiça pedindo o mandato", explicou. O presidente e líder do DEM no Senado evitou, no entanto, informar se o partido trabalhará contra o ex-colega dentro de um possível processo de cassação de mandato. Maia lamentou que Demóstenes, tendo sido conhecido pelo trabalho pautado em nome da ética e fala costumaz contra a corrupção na política, tenha obscurecido o seu passado: "O partido evidentemente durante muitos anos contou com o comportamento parlamentar (de Demóstenes) que o Brasil inteiro reconheceu, mas as denúncias apresentadas obscureceram o seu passado. Ficou insustentável". O líder do DEM na Câmara dos Deputados, ACM Neto, rebateu o argumento dado por Demóstenes de que partido teria feito um pré-julgamento público: "a avaliação do partido é que aí consta uma futura defesa do senador para caso o Ministério Público questione sobre mandato ou algo assim. O partido não vai questionar, mas pode ser que um suplente, por exemplo, questione. Foi um argumento meramente jurídico", minimizou. |
| Escrito por Magno Martins |
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domingo, 1 de abril de 2012
''Chegou a hora de Demóstenes Torres renunciar ao mandato ,Ou então será cassado '' afirma Pedro Simon.
Quando o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) subiu à tribuna , no dia 6 de março, para se defender das primeiras acusações de envolvimento com o banqueiro do jogo do bicho Carlinhos Cachoeira, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), um decano do Congresso, hipotecou toda sua credibilidade em defesa da honra do colega.
Agora que apareceram as gravações com a voz do próprio Demóstenes conversando com Cachoeira, negociando o texto do projeto de legalização do jogo, dizendo coisas do tipo “mas assim te pega”, Simon está indignado. Sente-se ludibriado.
Mas, mais que isso, o senador acha que Demóstenes agora está expondo o Parlamento à execração pública.
Em entrevista ao Poder Online, Pedro Simon argumenta que, como Demóstenes mentiu na tribuna, ele agora está já sujeito à cassação por quebra de decoro.
Portanto, o senador afirma que o melhor que seu colega tem a fazer é poupar o Senado do desgaste.
E poupar a si mesmo do vexame da cassação.
Assim como daquilo que Simon considera um vexame quase tão grande quanto o da cassção: ser expulso do DEM (que o senador gaúcho chama de PFL).
Poder Online – O senhor ouviu a gravação do diálogo entre o senador Demóstenes Torres e o Carlinhos Cachoeira? O que achou?
Pedro Simon – Estou muito chocado. Absolutamente chocado. Eu confiava nesse rapaz.
Poder Online – E agora?
Pedro Simon – Agora? Agora a única coisa que ele pode e deve fazer é renunciar ao mandato e ver o que Deus lhe reserva mais adiante. Sua permanência irá submeter o Parlamento a um constrangimento enorme. As pessoas nas ruas estão pensando o quê? Que políticos são todos sujos? Que todos nós somos envolvidos com bicheiros. Que temos duas caras? Não dá.
Poder Online – Seria um último gesto de grandeza?
Pedro Simon – Não. Não seria por grandeza. Seria um gesto de inteligência. Uma forma de ele mesmo se poupar. Porque se não renunciar será cassado.
Poder Online – Pelo que o senhor viu, o senhor acha que o Senado já tem elementos para a cassação?
Pedro Simon – É evidente. Ele disse aqui na tribuna que não tinha negócio nenhum com esse Cachoeira. Que era contra o jogo e que não sabia de atividades ilícitas do sujeito. Aí aparece a voz dele conversando com o bicheiro. Dizendo: ‘assim o projeto te pega.’ Combinando ir lá no Michel Temer, que era presidente da Câmara, para mexer os pauzinhos. Ou seja, mentiu para todos nós da tribuna do Senado.
Poder Online – Isso caracteriza falta de decoro?
Pedro Simon – É evidente! E ele deve renunciar já na segunda-feira. Caso contrário, vai passar outro vexame, que é o de ser expulso do PFL (Simon chama o DEM de PFL). Porque eles já deram um prazo para ele até terça-feira. Só falta o Demóstenes ficar lá esperando e acabar expulso do PFL. Depois vem o Comitê de Ética e, outro constrangimento.
Poder Online – Quando o Demóstenes subiu à tribuna para se defender, o senhor chegou a se solidarizar com ele, como quase todos os senadores. E agora? Está se sentiu enganado?
Pedro Simon – Depois de tudo o que aconteceu, nunca me senti tão ridículo. Mas lembre que eu disse lá, com todas as letras: se ele estava pedindo para ser investigado, era exatamente o que eu queria, que tudo fosse apurado. De qualquer maneira me sinto ridículo. Porque eu acreditava mesmo nele.
Poder Online – O que o senhor acha que aconteceu com o senador Demóstenes?
Pedro Simon – Não sei. Se tu me pedisse para escolher somente três ou quatro parlamentares honestos nesse Congresso, eu colocava o Demóstenes nessa lista. Ele parecia o sujeito mais firme do mundo. Há nove anos aqui do meu lado, eu o acompanhei. Sempre o achei firme, muito. Lembro do Demóstenes com o dedo em riste contra o Jader Barbalho, contra o Renan Calheiros. Se tivesse uma CPI, ele estava lá. Eu achava: esse é duro!
Poder Online – E não era…
Pedro Simon – Mas não era nada. Estava lá se acertando com o Cachoeira. O rapaz tinha duas caras. Sinceramente, acho que é um caso patológico. Ele deve ter algum problema. Não sei. Deve ter dupla personalidade…
Poder Online – E agora?
Pedro Simon – Agora, se ele tiver um pingo de lucidez, tem que chegar no Congresso na segunda-feira e renunciar. Caso contrário, vai expor o Congresso e estará se expondo a um vexame muito grande.
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DEM já discute expulsar Demóstenes.
Em conversas, a cúpula do partido deu-lhe um ultimato para que explique seu real envolvimento com o empresário Carlinhos Cachoeira
Publicado em 31/03/2012,
Da Agência Estado
foto: Agência Brasil
Preocupados com o impacto eleitoral do escândalo envolvendo o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), parlamentares democratas já articulam a expulsão do ex-líder do partido. As denúncias que envolvem Demóstenes, sob ameaça de responder a processo de quebra de decoro parlamentar, acenderam a luz amarela no projeto político do partido para as eleições municipais. Reservadamente, caciques estão receosos de que as acusações que pesam contra o senador respinguem nas disputas a prefeito das principais capitais em outubro.
Em conversas, a cúpula do partido deu-lhe um ultimato: ou explica de forma convincente até terça-feira (3) seu real envolvimento com o empresário do ramo de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ou responderá a um processo de expulsão. A cobrança foi feita pelo presidente do partido, senador José Agripino (RN), o líder da bancada na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), e o deputado Ronaldo Caiado (GO).
ACM Neto admitiu na sexta (29) que a situação de Demóstenes se "agravou" nos dois últimos dias, após a divulgação de novos grampos telefônicos feitos pela Polícia Federal que revelam uma relação próxima do parlamentar com Cachoeira.
O DEM lançou pré-candidaturas do líder da bancada na Câmara, o deputado ACM Neto, em Salvador (BA), e do deputado federal e ex-presidente da sigla, Rodrigo Maia, no Rio de Janeiro. O partido quer ainda ter direito a escolher, na disputa à Prefeitura paulistana, o vice da chapa comandada pelo tucano José Serra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
ACM Neto admitiu na sexta (29) que a situação de Demóstenes se "agravou" nos dois últimos dias, após a divulgação de novos grampos telefônicos feitos pela Polícia Federal que revelam uma relação próxima do parlamentar com Cachoeira.
O DEM lançou pré-candidaturas do líder da bancada na Câmara, o deputado ACM Neto, em Salvador (BA), e do deputado federal e ex-presidente da sigla, Rodrigo Maia, no Rio de Janeiro. O partido quer ainda ter direito a escolher, na disputa à Prefeitura paulistana, o vice da chapa comandada pelo tucano José Serra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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domingo, 25 de março de 2012
DEM: Cobra apresentação das fitas contra Demóstenes para decidir sobre sua expulsão .
Agripino Maia e Demóstenes Torres no plenário do Senado (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
A revista “Veja” deste final de semana e o jornal “O Globo” de sexta-feira vieram com mais denúncias de envolvimento do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) com o banqueiro do jogo do bicho Carlinhos Cachoeira.
Incluem novos trechos de conversas telefônicas que teriam sido gravadas pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, que investigou um esquema de exploração ilegal de jogos.
Dessa vez, o assunto não é mais a tal cozinha importada que Cachoeira teria dado de presente ao senador. Mas o pagamento pelo uso de um jatinho, compra de um tablet novo para o senador e outros detalhes, sugerindo uma intimidade muito maior do que a admitida por Demóstenes em seu discurso em plenário, no último dia 6, quando tratou das primeiras denúncias.
(Atualização às 14h26 a pedido de leitor: a revista “Carta Capital” também traz a denúncia sobre o assunto. Segundo ela, Demóstenes teria uma participação de 30% nos negócios do senador)
Poder Online procurou o presidente nacional do DEM, senador José Agripíno Maia (RN). Ele admitiu que as denúncias desgastam o partido e que, se as fitas aparecerem, Demóstenes terá o mesmo destino que o ex-governador de Brasília José Roberto Arruda.
Quando o iG revelou os vídeos com Arruda recebendo dinheiro supostamente proveniente de propinas, em novembro de 2009, a cúpula nacional do DEM não teve dúvidas: expulsou-o da legenda.
Poder Online – Como o senhor está vendo essas novas denúncias contra o senador Demóstenes Torres?
José Agripino Maia – Já quando apareceram as primeiras denúncias, o senador Demóstenes subiu à tribuna para falar sobre esse caso. Ele próprio disse que quer ser investigado. Pois bem, o Partido Democratas tem a mesma posição do senador, quer que ele seja investigado a fundo.
Poder online – Como assim?
José Agripino Maia – Ora, falam em fitas nas quais ele conversa com este Cachoeira. Essas fitas estariam em poder do Ministério Público. Então por que o Ministério Público não as apresenta? Por que não abre logo uma investigação formal sobre o senador? Cabe ao Ministério Público fazê-lo. E nós estamos esperando por isso.
Poder online – Se o Ministério público abrir processo, o Democratas então tomará uma atitude em relação ao senador. É isso?
José Agripino Maia – Não quero me adiantar. Primeiro tem que aparecer a acusação formal contra ele. Depois, temos que dar ao senador o direito de defesa. Não podemos condená-lo a priori.
Poder online – Vocês foram bem mais duros contra o ex-governador de Brasília José Roberto Arruda. O DEM o expulsou imediatamente.
José Agripino Maia – Ali apareceram as evidências. A situação estava clara. Se aparecerem as evidências contra o senador Demóstenes o DEM não hesitará em tomar as medidas que já tomou em outras situações.
Poder online – Quer dizer, se aparecerem as fitas, vocês expulsam…
José Agripino Maia – Já disse o que tinha a dizer.
Poder online – Mas é isso, não é: as fitas têm que aparecer.
José Agripino Maia – Isso. Elas não apareceram. É preciso evidências para se tomar qualquer atitude.
Poder online – Esse caso incomoda politicamente ao DEM?
José Agripino Maia – É claro. Incomoda sim.
Poder online – O senhor vê algum tipo de manipulação?
José Agripino Maia – Não. Não vejo nada. Só quero que tudo se esclareça.
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
DEM quer ter candidato próprio à presidência em 2014.
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| Senador Demostenes Torres DEM GO . |
Um dos postulantes é o senador Demostenes Torres, que fez discurso de pré-candidato
Parceiro do PSDB há 17 anos, o DEM se prepara para tentar ter candidato próprio à Presidência da República em 2014. Um dos postulantes ao cargo é o senador Demostenes Torres (DEM-GO), que fez discurso de pré-candidato na convenção da legenda nesta terça-feira (12), que reelegeu o senador José Agripino Maia (DEM-RN) presidente do partido até dezembro de 2014.
Demostenes resumiu sua candidatura própria à Presidência dizendo "é melhor ser cabeça de cachorro do que rabo de leão". Ele citou entre as realizações do DEM, antigo PFL, a criação do Bolsa Família.
- Foi o DEM que criou o Bolsa Família através de proposta do ex-senador Antonio Carlos Magalhães.
Ele se referi à emenda constitucional que instituiu o Fundo da Pobreza, idealizada pelo ex-senador. Além da candidatura própria à Presidência, que não é consensual no partido, o DEM vai tentar aumentar de tamanho nas eleições municipais do ano que vem e em 2014, quando serão eleitos governadores e as bancadas do Congresso e das assembleias legislativas. O DEM foi o partido que mais perdeu filiados para o PSD do prefeito Gilberto Kassab. Sobre o assunto, Agripino Maia disse que o partido foi depurado:
- Os que tinham conveniências pessoais deixaram o DEM.
Outrora um dos maiores partidos do Brasil, o DEM de hoje coube numa sala de cerca de 50 metros quadrados nas dependências do Congresso, onde funciona a presidência do partido e onde foi realizada a convenção. Até o final do evento, que durou cerca de uma hora, apenas 70 convencionais haviam assinado a lista de presença
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Sarney supreende base e inclui emenda da saúde na pauta do senado .
POSTADO EM 30 DE Novembro DE 2011
Por Márcio Falcão
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), surpreendeu até a base aliada nesta quarta-feira e incluiu na pauta de votações o projeto de lei que regulamenta a emenda 29, que trata dos investimentos em saúde.
A movimentação de Sarney teve efeito nas articulações dos governistas e impediu que a base conseguisse quebrar prazos regimentais para acelerar a tramitação da emenda que prorroga a DRU (Desvinculação das Receitas da União) até 2015, tema que tem sido tratado como prioridade pelo Planalto.
Após a leitura da emenda da saúde, que não tem aval do Planalto para ser votada, os governistas tiveram que negociar com a oposição e derrubaram requerimento aprovado para acelerar a tramitação da DRU. Com isso, houve um acordo para derrubar a votação da emenda 29.
Sarney disse que "agiu com boa fé" ao colocar a emenda 29 na pauta de votações.
O líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), reagiu. "O senhor pode ser tudo menos ingênuo. Colocou o governo em maus lençóis, nós que fizemos um acordo para evitar constrangimento ao senhor".
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), surpreendeu até a base aliada nesta quarta-feira e incluiu na pauta de votações o projeto de lei que regulamenta a emenda 29, que trata dos investimentos em saúde.
A movimentação de Sarney teve efeito nas articulações dos governistas e impediu que a base conseguisse quebrar prazos regimentais para acelerar a tramitação da emenda que prorroga a DRU (Desvinculação das Receitas da União) até 2015, tema que tem sido tratado como prioridade pelo Planalto.
Após a leitura da emenda da saúde, que não tem aval do Planalto para ser votada, os governistas tiveram que negociar com a oposição e derrubaram requerimento aprovado para acelerar a tramitação da DRU. Com isso, houve um acordo para derrubar a votação da emenda 29.
Sarney disse que "agiu com boa fé" ao colocar a emenda 29 na pauta de votações.
O líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), reagiu. "O senhor pode ser tudo menos ingênuo. Colocou o governo em maus lençóis, nós que fizemos um acordo para evitar constrangimento ao senhor".
Postado por Daniel Guedes
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Parlamentar que for para o PSD, pode perder mandato
Parlamentar que trocar sigla partidária que se elegeu por um partido recem -criado, poderá perder o mandato.É o que prevê o projeto de lei que foi aprovado pela comissão de constituíção e justiça(CCJ), do senado federal em caráter terminativo a proposta que regulamenta o princípio da fidelidade partidária e inumera a impotêse em que o titular do cargo eletivo perderá o mandato em caso de mudança de partido.
Seguirá diretamente para analise da camara federal.
As novas regras se confirmadas pelos deputados atingem os políticos que estão de malas prontas para o PSD, (PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO),fundado em março pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.
A mudança decorre de destaque do lider do DEM no senado federal Demóstenes Torres de (GO), que exclui a mudança para um novo partido das impóteses de justa causas para a desfiliação partidária.
O DEM, foi o partido mais prejudicado pela criação do PSD.
Blog do Magno Martins
Seguirá diretamente para analise da camara federal.
As novas regras se confirmadas pelos deputados atingem os políticos que estão de malas prontas para o PSD, (PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO),fundado em março pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.
A mudança decorre de destaque do lider do DEM no senado federal Demóstenes Torres de (GO), que exclui a mudança para um novo partido das impóteses de justa causas para a desfiliação partidária.
O DEM, foi o partido mais prejudicado pela criação do PSD.
Blog do Magno Martins





