| |
| SERGIO GUERRA - FOLHA DE S.PAULO Um ano depois, coube ao Congresso Nacional instalar a CPI do Orçamento, que desbaratou um esquema de desvios do dinheiro público comandado por parlamentares e funcionários do Legislativo. Seis parlamentares foram cassados, oito absolvidos e quatro preferiram renunciar para fugir da punição e da inelegibilidade. Enquanto esteve na oposição, o PT se mostrou implacável nas CPIs. Pelo menos até o governo Lula enfrentar sua primeira CPI, criada em maio de 2005 com o objetivo específico de investigar denúncias de corrupção nos Correios. O estopim da crise que levou à instalação desta CPI foi a divulgação de uma fita de vídeo que mostrava o ex-funcionário da estatal Maurício Marinho aceitando propina de empresários. Apesar de toda a precaução do governo Lula, que deixou a presidência da CPI nas mãos do senador petista Delcídio Amaral (MS) e a relatoria com o deputado peemedebista Osmar Serraglio (PR), o foco da investigação acabou sendo o esquema de pagamento mensal direcionado a parlamentares da base aliada em troca de votos no Congresso Nacional, que ficou mais conhecido com mensalão. Isso só foi possível porque, a cada sessão da CPI dos Correios -transmitida ao vivo para todo o país-, a sociedade brasileira se mobilizava e pressionava o Legislativo, exigindo a continuidade das investigações. De lá para cá, as CPIs perderam sua força. Isso porque, diante do estrago político promovido pela CPI dos Correios, o PT e seus aliados mudaram de estratégia. Nos últimos sete anos, as poucas CPIs que a oposição conseguiu emplacar não produziram efeitos práticos, como a das ONGs e dos cartões corporativos, graças à obstrução patrocinada pelo governo petista. O Congresso tem agora nas mãos uma oportunidade de resgatar a função democrática das CPIs, investigando um novo esquema de corrupção desvendado pela Polícia Federal e comandado pelo contraventor Carlos Cachoeira. Na expectativa de tirar o foco da sociedade em relação ao julgamento do mensalão, previsto para acontecer ainda este semestre, o PT errou no cálculos ao imaginar que poderia confundir a opinião pública ao anunciar apoio à CPI do Cachoeira. Em vídeo conclamando os movimentos populares a cobrarem a instalação da nova CPI, o presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão, imaginou que poderia atingir ainda a oposição. Em especial, o governador de Goiás, Marconi Perillo, que causou constrangimentos a Lula em 2005 ao declarar publicamente que o alertara para o mensalão. Nada foi comprovado contra Perillo. A situação se complicou, de fato, para o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, e uma das principais empreiteiras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Construtora Delta. Os indícios e provas de que Agnelo e a Delta mantinham uma estreita relação com Cachoeira evidenciam o arrependimento de setores do PT e do próprio governo na sua estratégia de desviar o foco do julgamento do mensalão. Coerente com sua história de luta, o PSDB defenderá a apuração de todas as denúncias envolvendo Cachoeira e seus parceiros públicos e privados. Além disso, faremos o que estiver ao nosso alcance para recuperar a credibilidade de um importante instrumento da democracia brasileira, a CPI. Escrito por Magno Martins. |
Mostrando postagens com marcador credibilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador credibilidade. Mostrar todas as postagens
domingo, 22 de abril de 2012
Guerra ; PSDB ajudará a recuperar credibilidade da CPI .
Marcadores:
..Nadjo Feitosa,
ajudará,
CPI,
credibilidade,
PSDB,
Sérgio Guerra
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Campanha tenta recuperar credibilidade do polo de confecções do Agreste .
POSTADO EM 11 DE Dezembro DE 2011
Quem prestar atenção na programação das TVs e nas páginas das publicações impressas vai perceber que começou a circular esta semana a campanha publicitária prometida pelo Governo do Estado para recuperar a reputação do polo de confecções do Agreste. A imagem da área ficou um tanto encardida depois de toda a polêmica criada por conta da suposta importação de lixo hospitalar por um comerciante de Santa Cruz do Capibaribe, uma das cidades que formam o polo.
À época, foram encontrados tecidos com nomes de hospitais nacionais e estrangeiros que eram livremente comercializados não em todas, mas em várias lojas do polo. Coube a um comitê capitaneado pelo poder público encomendar peças publicitárias que, somente agora, aproximadamente dois meses após a confusão, começam a circular.
A imagem que você vê aqui em cima é uma reprodução de um anúncio de página dupla publicado na revista Veja desta semana. A peça faz menção aos municípios de Santa Cruz, Caruaru, Toritama e Surubim e informa que o polo formado por essas cidades gera mais de 150 mil empregos diretos e abriga 22 mil empresas.
A propaganda não faz, obviamente, qualquer menção à crise deste ano e termina com um convite: "Venha conhecer o segundo maior polo de confecções do Brasil, lugar de boas compras em qualquer estação".
A respeito da suposta importação de lixo hospitalar, a Polícia Federal simplesmente não deu mais informações. O laudo deveria ter sido concluído no dia 19 de novembro. Mas se a perícia do material apreendido em contêineres no Porto de Suape que acontecia em Brasília foi concluída, ninguém sabe.
Mas estamos de olho!
Postado por Daniel Guedes
Marcadores:
..Nadjo Feitosa,
´polo de Confecções,
campanha,
credibilidade,
recuperar

