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domingo, 1 de abril de 2012

Jarbas : distante dos aliados ,perto do rival.




Maior líder oposicionista no Estado, senador dá sinais de que não quer se envolver na disputa municipal, ao mesmo tempo em que responde aos acenos de Eduardo


Publicado em 31/03/2012,


Débora Duque

Principal liderança das oposições no Estado, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) tem se mantido a uma distância regulamentar dos debates sobre a eleição no Recife. Embora, nos bastidores, as conversas com pré-candidatos não sejam raras, publicamente, a postura do peemedebista tem sido a de silêncio total quando o assunto são os rumos dos oposicionistas na disputa. Apesar de o grupo, hoje, ocupar a planície nos três níveis – federal, estadual e municipal –, considera-se que o senador dispõe de legitimidade para conduzir o processo de escolha, se assim desejasse. Por que, então, estaria Jarbas assistindo a tudo de longe?

No final de 2011, o senador chegou a ser procurado pelos prefeituráveis Mendonça Filho (DEM), Raul Henry (PMDB) e Raul Jungmann (PPS) para que coordenasse as discussões a respeito da sucessão. Da lista tríplice, ele deveria escolher aquele que seria o segundo candidato da oposição, já que o ingresso do deputado Daniel Coelho (PSDB) na disputa é tido como irreversível. Jarbas, porém, rejeitou a proposta. Alegou não ter precedência para liderar a negociação e preferiu ficar de fora para evitar problemas, já que preserva boa relação com todos.

Leia matéria completa na edição do JC.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Aliados de sérgio Xavier atacam Edilson Silva .


Divergências no movimento liderado por Marina Silva crescem, em Pernambuco, com o embate entre líderes do PSOL e PV


Publicado em 25/02/2012


Juliane Menezes


Diante dos desentendimentos entre Sérgio Xavier (PV) e Edilson Silva (PSOL), que estariam impedindo a formalização do Movimento Nova Política em Pernambuco, fundadores e membros da cúpula nacional do grupo liderado por Marina Silva (ex-PV) saem em defesa de Xavier.

A discussão originou-se do fato de que Edilson considera incoerente que membros do Nova Política façam parte do governo Eduardo Campos (PSB), que ele julga não ser comprometido com questões ambientais (devido a questões como o desmatamento em Suape e o projeto de construção de uma usina termelétrica no Estado), e ser pautado por uma “velha política” . Tal afirmação atinge diretamente Xavier, que é secretário estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade, e Roberto Leandro (PV), gerente geral da mesma secretaria.

“A nossa entrada no governo Eduardo foi apoiada por Marina Silva e submetida a 15 pontos programáticos que já estão sendo cumpridos ”, reagiu Roberto Leandro. Ele ainda afirmou que embora Edilson tenha participado da primeira reunião nacional do Nova Política, não fez parte do processo de criação do movimento. “Não pode chegar criando critério. Velha política é esse tipo de prática sectária e desleal”, atacou.

Para Maurício Brusadin (sem partido), um dos fundadores e membro da cúpula nacional do movimento, ainda é muito cedo para que o líder do PSOL faça tais questionamentos, visto que ele sequer foi formalizado no Estado. “Estamos primeiro tentando achar os pontos de convergência. Quando o movimento for lançado ele poderá se posicionar dentro das reuniões”, afirmou. Brusadin lembrou ainda que o movimento é suprapartidário, e que Xavier foi uma das pessoas que apoiaram que o movimento seja aberto à participação de políticos de situação e de oposição.

Alfredo Sirkis (PV-RJ), também membro fundador da cúpula nacional do Nova Política, também foi crítico: o movimento deve buscar pontos em comum para congregar seus membros. “Trata-se de um ambiente de convívio. Se for para Edilson ser hostil, é melhor que se retire”, disparou.

Procurado pelo JC, Sérgio Xavier preferiu não se pronunciar.

domingo, 6 de novembro de 2011

No Recife , PT não abre mão da hegemonia .

Rumo a 2012
Partido acha legítimo aliados lançarem nomes, mas não aceita ceder a cabeça da chapa e avisa: o interior entra nas negociações
Publicado em 04/11/2011, às 13h44
Há 11 anos no comando da Prefeitura do Recife, o PT não vai aceitar ceder a hegemonia na Frente Popular para outro partido aliado, na disputa eleitoral de 2012. Os petistas consideram que há três premissas que dão ao partido o direito de se manter na cabeça de chapa da aliança governista: o fato de já estar no poder, a orientação do congresso nacional do PT de preservar as prefeituras que já governa e a certeza de que vão vencer de novo a eleição.
Cuidadosos nas palavras para não melindrar os aliados, petistas entendem o ensaio de vários pré-candidatos na Capital como uma manobra - definida como legítima - visando a fortalecer as legendas para as negociações sobre a unidade da Frente, a partir de interesses específicos e concessões mútuas em municípios do interior. O cuidado é tanto que não falam “tá decidido”, mas sim, que “é difícil ceder” ou que “numa chapa de unidade, a tendência é o candidato ser do PT”.
Ex-prefeito, nome mais cotado nas pesquisas e membro da Comissão de Acompanhamento Eleitoral do PT no Nordeste, o deputado federal João Paulo atenuou a possibilidade de ameaças à unidade com o lançamento de nomes pelo PSB, PDT, PTB e PSC. Desafeto do prefeito João da Costa (PT), o deputado afirma ser “normal” a mobilização dos aliados – que seria estimulada pela conjuntura atual, numa alusão ao desgaste da gestão do Recife –, mas ressaltou que o presidente regional petista, Pedro Eugênio, já trabalha para impedir a dispersão. “A tendência natural é a unidade em torno do PT, de um nome que aglutine mais os aliados. A orientação nacional é manter as prefeituras que tem e ampliar para outras. Isso vai ser construído com negociação”, disse João Paulo, sem deixar de espetar o desafeto.
Um dos principais defensores da unidade da Frente pela reeleição de João da Costa, o secretário de Turismo do Recife e deputado estadual licenciado, André Campos, ressaltou também a orientação do congresso nacional de reivindicar a prevalência do PT nas cidades que já ocupa e afirma que não vê “clima de hostilidade” da parte dos aliados. “Ninguém diz ‘a gente vai ter candidato’. Ninguém. É muito difícil o PT abrir mão, porque já está na Prefeitura e temos todas as condições de vencer as oposições, reelegendo o prefeito. Ele tem a precedência. Só não seria candidato se estivesse totalmente inviabilizado, o que não é o caso. Agora, é natural que todos queiram se cacifar, dizer ‘eu tenho candidato, tenho alternativa’. Por isso, todo mundo manda recado. A negociação é global. Vai entrar o interior”, afirmou.
Fonte : JC on line .