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sábado, 14 de janeiro de 2012

Planalto se alia ao PT para dar freio no PSB do Nordeste.

Objetivo é evitar que governador de Pernambuco, Eduardo Campos, capitalize medidas do governo federal
Adriano Ceolin, iG Brasília | 13/01/2012








O Palácio do Planalto passou a estudar a dedo o impacto político de medidas e nomeações do governo federal no Nordeste a fim de evitar que o PSB seja o principal partido beneficiado. Dos três Estados mais importantes da região, dois são comandos por socialistas (Ceará e Pernambuco) e um pelo PT (Bahia).
“Existe uma disputa por hegemonia entre o PT e o PSB no Nordeste”, reconhece um líder no Senado com trânsito no Planalto. Respectivamente, em Pernambuco e no Ceará, Eduardo Campos e Cid Gomes, do PSB, estão em segundo mandato. Governador na Bahia pela segunda vez, Jaques Wagner é o contraponto do PT.
Na avaliação de palacianos, também por ser presidente do nacional do PSB, Campos tem capitalizado mais iniciativas do governo federal no Nordeste do que integrantes do PT. A luz amarela do Planalto acendeu, sobretudo, depois que Campos fez uma aliança com o prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab.
Com o seu PSD, Kassab amealhou deputados em todos os partidos (detalhe: menos no PSB) e tem a quarta maior bancada da Câmara. Para o futuro, não é descartada uma fusão entre o PSD e o PSB. “Com Kassab, Campos ganhou um braço no Sudeste para seu projeto de chegar ao comando do Palácio do Planalto, que pode ser em 2014 ou 2018”, avalia um governista.
A operação de dar um basta no avanço de Campos tem o aval da presidenta Dilma Rousseff. Alguns petistas culpam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo crescimento de Campos. “O Lula deu muita corda para o Eduardo. Agora a Dilma vai ter de dar um freio”, afirmou um deputado petista da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB).
A vitória da mãe
O maior exemplo foi a eleição da deputada Ana Arraes (PSB-PE), mãe de Campos, como ministra do Tribunal de Contas da União (TCU). Apesar da presença de Aldo Rebelo, seu ex-ministro de Articulação Política, Lula declarou voto em Ana Arraes. A maioria do PT paulista, porém, votou no deputado comunista, que hoje é ministro do Esporte.
Ainda no ano passado, Dilma retardou ao máximo a nomeação de indicados do PSB em cargos de estatais no Nordeste. Em dezembro, saiu finalmente a nomeação de João Bosco de Almeida para a presidência da Companhia Hidro Elétrica do Nordeste (Chesf). A presidenta também não postergou a reestruturação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste.
Apesar do “freio” de Dilma, petistas têm se preocupado em não transformar Campos em adversário. “No fundo, no fundo existe uma disputa, mas ela é natural. Afinal de contas, os oito anos de governo Lula acabaram com as oligarquias, com o jeito antigo de fazer política. E o PT e o PSB se fortaleceram”, afirma o deputado José Nobre Guimarães (PT-CE).
A preocupação é com 2014, mas já em 2012 a disputa entre socialistas e petistas poderá ocorrer. Em Fortaleza, ainda não há acordo entre a prefeita Luizianne Lins e o governador cearense Cid Gomes (PSB) lançarem um candidato único.
Em Recife, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), ainda é opção para concorrer contra a reeleição do prefeito João da Costa (PT), cuja candidatura é questionada ainda dentro do seu próprio partido.
Costa enfrenta a concorrência do ex-prefeito João Paulo (PT). Outra opção é o senador Humberto Costa (PT-PE). Deputado federal licenciado e secretário de governo do Estado de Pernambuco, Maurício Rands.
Na semana passada, o Planalto tentou demonstrar solidariedade em meio à crise envolvendo Fernando Coelho, acusado de prestigiar parentes e aliados políticos com verbas da Integração. No entanto, durante a sessão do Congresso na qual foi ouvido, o PMDB saiu mais em defesa de Coelho do que o PT.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Petistas já críticam Eduardo Campos.



Em conversas informais, os petistas do Recife, quando confrontados com a movimentação do PSB de Eduardo Campos ao importar Bezerra Coelho para o Recife, avisavam, em tom de premonição, na semana passada, que o líder socialista receberia uma resposta nacional. Não deu outra.

As críticas públicas do ex-ministro José Dirceu vão nesta linha.

Leia abaixo a reportagem da Folha Online, desta quinta-feira

BRASÍLIA - O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), criticou o PSB durante reunião do comando do PT ontem. Ao traçar um mapa das eleições na Capital, Dirceu reclamou da variedade das alianças seladas pelo PSB, partido do governador Eduardo Campos.

Tradicional aliado petista, o PSB costura alianças com o PSDB e tem um compromis­so de priorizar o PSD, de Gilberto Kassab, como parceiro eleitoral. Segundo participantes da reunião, Dirceu se queixou especialmente da composição do PSB com os tucanos em São Paulo - onde participa do governo Alckmin - e no Paraná.

Ele também alertou o partido para os movimentos do PSB no Recife e Fortaleza. Nas duas cidades, hoje administradas pelo PT, o PSB ameaça lançar candidatura própria. Os petistas se queixam da forma com que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), anunciou sua decisão de transferir o domicílio eleitoral de Petrolina para o Recife: com duras críticas ao modo petista de governar. Aliado do governador

Eduardo Campos, Bezerra seria uma alternativa do PSB, caso o PT não construa a unidade no Recife. Ao fazer sua avaliação, José Dirceu sugeriu que o PT não desprezasse o PSD como potencial aliado. Embora não seja integrante da Executiva Nacional do partido, Dirceu tem, como membro do diretório nacional, direito à voz na direção da legenda.
Postado por Jamildo Melo

domingo, 28 de agosto de 2011

Prefeitura 2012:PSB de Edardo Campos X PT dividido.

O Governador Eduardo Campos. 

''Se o PT não se ajusta  o PSB seguramente minará com o papel diferente na sucessão municípal do Recife sobre tudo se houver um risco das oposições ampliar seus  espaços em terrenos em que teve e que tem as forças governistas .
Embora tenha delegado aos petistas a condução do processo eleitoral do Recife o governador não vai ficar esperando além do tempo necessário para que o PT decida quem será o candidato se João Paulo que tem dencidade eleitoral mas o partido não quer ou João da Costa que tem o apoio do partido mas se apresenta com um baixo potêncial eleitoral e não faltam sinalização nesse sentido sempre que integrantes do PT para acomodar suas divisões internas acenas 2014 para o deputado  João Paulo , o socialista rebate que o PSB tem candidatos 2012 e 2014.

Fonte: Magno Martins.