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domingo, 13 de maio de 2012

Manipulação das ações da seca : deputado apresenta sua versão.


"Caro Magno,
Diante da notícia veiculada neste nobre meio de comunicação com relação a uma infundada denúncia de um adversário político em Santa Cruz do Capibaribe, coloco aqui algumas ponderações:
1 O Terra Pronta já era implantando no município, mas através de um esforço meu, do deputado Diogo Moraes (PSB) e do governador Eduardo Campos, conseguimos ampliar as ações com entrega de mais sementes, horas máquina e poços artesianos para nosso município;
2 Isso mostra nossa percepção com antecedência do problema da seca que castiga nossa região, em consonância com pensamento dos Governos Estadual e Federal;
3 Quando soubemos da ampliação, reunimos as entidades de classe do segmento -Sindicato dos Trabalhadores Rurais - pois ninguém melhor que os representantes do homem do campo para mapear os locais adequados para realização das ações.
5 Isso reflete a forma limpa e transparente de fazermos política, abrindo diálogo não só com os nosso aliados, mas com adversários também, afinal, sou um representante do povo e não apenas de quem depositou seu voto de confiança em minha pessoa no período eleitoral;
6 Ao contrário do que se coloca na matéria, demonstrado o equívoco, falta de conhecimento do vereador e a clara tentativa de politizar a ação, é que o conhecido Val não é o presidente da associação e sim, uma digna mulher, a senhora Maria de Fátima, que tem história de serviços prestados à comunidade rural de Santa Cruz do Capibaribe;
7 Posteriormente, estive reunido com inúmeros representantes do segmento rural, sindicalizados ou não (aliados e adversários políticos), para debatermos as prioridades com os próprios moradores que conhecem a realidade onde vivem melhor que ninguém, mostrando a nossa clareza e transparência em gerir os recursos públicos para o alcance e benefício do maior número de cidadãos;
8 Finalizo expondo que critérios meramente técnicos foram utilizados, como, por exemplo, na perfuração de poços, pois, segundo os geólogos do IPA, tem que ser realizado o estudo do solo mais adequado, onde há mais possibilidade de encontrar o precioso líquido, impossibilitando qualquer suposta ingerência política no destino dos recursos.

Esta é a nossa forma de fazer política, com responsabilidade e zelo pela coisa pública, acompanhando o moderno modelo de gestão implantado no Estado. Santa Cruz do Capibaribe não pode ficar à margem do progresso, pois já é uma cidade boa para se trabalhar, mas também, tem que ser boa para se viver.
Atenciosamente,
Edson Vieira
Deputado estadual (PSDB)
Escrito por Magno Martins.

domingo, 1 de abril de 2012

Denúncia contra ex- assessor é ''extremamente grave'', diz ministro.

Reportagem da revista Veja revela que ex-assessor de Alexandre Padilha teria recebido R$ 200 mil de empresários

Wilson Lima, iG Brasília | 31/03/2012



Um ex-assessor do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), teria recebido R$ 200 mil para manter um suposto esquema de corrupção dentro do Ministério da Saúde envolvendo os seis hospitais federais do Rio de Janeiro. As revelações são da revista "Veja" desta semana. Em entrevista coletiva na manhã deste sábado, o ministro classificou o episódio como “extremamente grave” e revelou que o ex-assessor já é alvo de procedimentos investigatórios da Controladoria Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF). “Eu estou indignado”, afirmou Padilha.



De acordo com a reportagem, em junho de 2011, Edson Pereira de Oliveira recebeu quatro depósitos que totalizaram R$ 200 mil de empresários suspeitos de integrarem um esquema milionário de desvio de recursos no Rio. Uma das empresas depositárias teve contratos da ordem de R$ 3,8 milhões para uma empresa farmacêutica graças a contratos com um hospital universitário carioca. O assessor trabalhava junto ao Ministério desde janeiro de 2011.

Segundo a publicação, esse dinheiro seria para cobrir dívidas de campanha que o ex-assessor contraiu durante a campanha municipal de 2008, quando ele disputou a prefeitura de Ibititá (BA). Edson Oliveira também trabalhou com Padilha na Secretaria de Assuntos Federativos em 2005. O ministro conhecia Oliveira há aproximadamente 20 anos, mas negou qualquer relação pessoal com ele.

“Não tenho motivo para ter encontro pessoal com ele”. Pela reportagem da revista, Oliveira deixou o ministério no final do ano passado. O ministro afirmou que ele foi exonerado após se afastar das funções por um “longo período”.

Auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) revelou que no período houve indícios de desvio de recursos da ordem de R$ 124 milhões, de R$ 887 milhões contratados pelo Ministério da Saúde. “São novos fatos extremamente graves e se associam a outros fatos graves que estamos detectando”, afirmou Padilha em coletiva neste sábado..

O ministro Alexandre Padilha informou que pediu uma investigação contra o assessor junto à Polícia Federal e também à Controladoria Geral da União (CGU) após ter conhecimento das denúncias da Veja. O novo procedimento administrativo contra Oliveira, conforme Padilha, faz parte de uma ação de reestruturação administrativa iniciada no primeiro trimestre do ano passado. Uma reestruturação que já detectou ações como formação de cartel ou indícios de direcionamento de procedimentos licitatórios.

Padilha informou que essa reestruturação já resultou em uma economia de R$ 50 milhões nos seis hospitais federais do Rio de Janeiro e em substituições de contratos que resultaram em uma redução de 43% em locações de equipamentos e de 49% em contratos com empresas terceirizadas. Um total 37 contratos já foram suspensos por indícios de irregularidades