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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Após escândalo na sulanca , Humberto Costa quer tornar crise a importação de lixo hospitalar .

POSTADO ÀS 15:50 EM 27 DE Outubro DE 2011
A descoberta da importação de lixo hospitalar americano pelo Brasil levou o líder do PT, senador Humberto Costa (PE), a apresentar projeto de lei que torna crime a venda, a importação e o descarte irregular de resíduos hospitalares. A proposta, encaminhada à Mesa Diretora do Senado, prevê penas de prisão de dois a seis anos para quem vender, manter em depósito ou importar e exportar material hospitalar já utilizado pelo serviço de saúde.

“O projeto tem como objetivo suprir o vácuo no ordenamento jurídico e punir os responsáveis não apenas do ponto de vista administrativo, mas também pelo Código Penal”, disse o senador. O líder petista mostrou-se perplexo com a descoberta de contêineres contendo lençóis descartados, junto com outros materiais contaminantes, por hospitais da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. A apreensão ocorreu há 15 dias, no porto de Suape, em Pernambuco, por fiscais da Receita Federal.

"O mais grave de tudo é que as autoridades americanas parecem ter ignorado o seu trabalho. Não fizeram o dever de casa, não fiscalizaram e permitiram o embarque desse lixo hospitalar para o Brasil. Os Estados Unidos nos devem explicações", disse. "É preciso que as autoridades responsáveis pela fiscalização americana nos esclareçam como lençóis hospitalares, seringas e material contaminado, enfim, todo esse lixo hospitalar veio parar aqui".

O projeto de lei apresentado pelo senador pernambucano aponta, contudo, a inexistência de crime, quando o material hospitalar é reutilizado pelo próprio serviço de saúde após a higienização, em casos definidos pela autoridade sanitária. “Essa proposta leva em consideração o regulamento da Anvisa, de 2003, que traz regras bem definidas para o gerenciamento de resíduos hospitalares, a fim de prevenir e reduzir os riscos à saúde e ao meio ambiente.
O senador considera grave a situação que ocorreu em Pernambuco. "Muitas das peças apreendidas tinham a advertência not for sale (venda proibida) impressa nos lençóis", disse Humberto, que é médico e foi ministro da Saúde no governo Lula. "É uma indignidade. Só não é mais grave porque a Receita Federal cumpriu o seu papel e o caso passou a ser alvo de uma investigação ampla, que está sendo conduzida pelas polícias Federal e Civil, Anvisa e a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária, além do Ministério Público Federal". O FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, já está no Brasil investigando o caso.

Afronta

O caso citado pelo líder do PT ocorreu em 11 de outubro, no Porto de Suape, no Cabo de Santo Agostinho (PE), quando a Receita Federal apreendeu 46 toneladas de lençóis sujos e material de uso hospitalar. Em dois contêineres havia, além dos lençóis descartados por hospitais americanos, máscaras, catéteres, seringas e outros objetos contaminantes.

Ele comentou que, na terça-feira, 18 de outubro, a Polícia Federal descobriu a existência de lençóis descartados por hospitais americanos em hotéis e pousadas de Timbaúba, na região da Zona da Mata de Pernambuco. Logo depois, a Apevisa apreendeu 15 toneladas do mesmo material numa empresa de Caruaru, na região do agreste.

Pólo têxtil

O senador comentou que a empresa responsável pela importação do material, Império do Forro de Bolso, vende retalhos não apenas para Pernambuco, mas ao Brasil e ao exterior. Os lençóis usados no serviço de saúde da Carolina do Sul seria transformado em forros de bolsos de calças jeans. A empresa está sediada em Santa Cruz do Capibaribe e mantém instalações em Toritama, cidades do agreste pernambucano. Ele lembrou que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), anunciou a instalação de uma comissão formada por representantes do Estado, das cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru e da cadeia têxtil de Pernambuco.

"As autoridades brasileiras estão atuando para punir os responsáveis, mas não se pode colocar em risco o trabalho desenvolvido por diversas empresas do pólo têxtil que existe na região", adverte Humberto Costa. "O grave risco assumido por essa empresa irresponsável não pode e nem vai macular o pólo de confecções de Santa Cruz do Capibaribe, responsável pela produção de 14% do jeans brasileiro, ou de Toritama, que responde por 60% da produção nacional de jeans".

O senador lembrou que a região abriga uma sólida indústria de confecções, cujo trabalho árduo e sério de milhares de trabalhadores e micros e pequenos empresários transformou Santa Cruz do Capibaribe e Toritama numa das que mais vêm se desenvolvendo no Estado de Pernambuco. "Não precisamos suspender as vendas do pólo de confecções, onde há vários produtores responsáveis e mercadorias de qualidade", disse .

Fonte : Blog do Jamildo .

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Comitê da crise no polo de confecções busca costurar nova imagem para sulanca nesta sexta feira.

Comitê da crise no Polo de Confecções busca costurar nova imagem para Sulanca nesta sexta

POSTADO ÀS 20:40 EM 20 DE Outubro DE 2011

Nesta sexta-feira (21), o Comitê Gestor da crise no Polo de Confecções do Agreste se reunirá mais uma vez com representantes do Governo do Estado para discutir a elaboração de campanha para recauchutar a imagem do Polo de Confecções. A ideia é elaborar um plano de ações que inclui uma mídia convidando todo o Brasil para vir fazer suas compras de Natal e Fim de Ano no Polo de Confecções do Agreste Pernambuco.

No plano prático, o Comitê Gestor formado por empresários e dirigentes dos municípios da região reuniu-se pela primeira vez na quarta para tomar as primeiras decisões. Como resultado da reunião, a Vigilância Sanitária saiu percorrendo as importadoras de tecidos da cidade. Durante o dia, o órgão fez inspeções em várias importadoras. Alegou que não encontrou nenhuma anormalidade, divulgando a tese de que o fato teria sido um caso isolado na cidade.

A Vigilância Sanitária do município de Santa Cruz do Capibaribe irá fiscalizar também todos os clientes da empresa que importava ilegalmente tecidos dos Estados Unidos. O objetivo era recolher todo e qualquer tecido suspeito que ainda possa existir no mercado.

“O Comitê Gestor reforça que a irresponsabilidade de um único empresário não pode sujar a idoneidade dos mais de 22 mil empreendedores do Polo Têxtil Pernambucano – o qual é estruturado na micro e pequena empresa familiar, gerando milhares de empregos que sustentam famílias em dezenas de cidades de Pernambuco e da Paraíba”.

A reunião aconteceu na Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe e contou com a presença do prefeito, Antônio Figueiroa, dono de confecções ele próprio, do presidente da CDL Santa Cruz, Fábio Lopes, do diretor de Desenvolvimento e Empreendedorismo da CDL, Bruno Bezerra, da diretora de epidemiologia, Cândida Ribeiro, do coordenador do Departamento de Vigilância Sanitária do município, Pedro Pedrosa, do vereador Fernando Aragão, do representante da Câmara de Vereadores, Dimas Dantas, e do chefe de Gabinete do prefeito, Carlos Lisboa.



Postado por Jamildo Melo

Comitê gestor da crise no pólo Têxtil faz sua 1ª reunião nesta quarta feira.

Publicado em: 19-10-2011 | Por: Inaldo Sampaio | Em: Agreste, Blog

O Prefeito de Santa Cruz do Capibaribe Toinho do Pará PTB.

O Comitê Gestor formado por empresários do Pólo de Confecções do Agreste com a finalidade de acompanhar os desdobramentos da importação por um empresário cearense de vários contêineres dos EUA contendo lixo hospitalar reuniu-se hoje no Recife pela primeira vez.
Ficou decidido na reunião que a Vigilância Sanitária  fiscalizaria todas as importadoras de tecidos da cidade, o que ela já fez nesta quarta-feira, não tendo encontrado nenhuma anormalidade.
Por sua vez, a Vigilância Sanitária do município de Santa Cruz do Capibaribe irá fiscalizar todos os clientes da empresa que importava tecidos usados dos Estados Unidos para vendê-los em retalhos.
O Comitê Gestor chegou à conclusão de que se tratou de um “caso isolado” que não será capaz de macular a idoneidade dos mais de 15 mil comerciantes de tecidos do Pólo Têxtil do Agreste pernambucano, que se estruturou  em forma de micro e pequena empresa, gerando cerca de 150 mil empregos naquela região.
A reunião aconteceu na Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe e contou com a presença do prefeito Antônio Figueiroa (PTB), do presidente da CDL, Fábio Lopes, do diretor de Desenvolvimento e Empreendedorismo da CDL, Bruno Bezerra, da diretora de epidemiologia, Cândida Ribeiro, do coordenador do Departamento de Vigilância Sanitária do município, Pedro Pedrosa, do vereador Fernando Aragão, do representante da Câmara de Vereadores, Dimas Dantas, e do chefe de Gabinete do prefeito, Carlos Lisboa.
Nesta sexta-feira, o Comitê Gestor se reunirá mais uma vez com representantes do Governo do Estado para discutir a elaboração de campanha de mídia para “limpar” a imagem do Pólo em todo território nacional